No primeiro jogo de Fabio Capello como treinador da seleção, em fevereiro do ano passado, um 2 a 1 chorado em cima da Suíça em Wembley, ele foi muito criticado. Ao usar só um atacante – Rooney – e três meias, teve seu esquema comparado às seleções de Eriksson e McClaren. “Eu gostaria de ver a Inglaterra jogando com o “tempo” da Premier League. O time está muito lento”, dizia o ex-atacante Alan Shearer.

Capello naturalmente não se incomodou com as críticas. A Inglaterra vinha de uma desclassificação para a Eurocopa e ele era mais um estrangeiro no comando da seleção, coisa que Shearer, Mark Lawrenson, Alan Hansen e dezenas de outros ex-boleiros – ingleses – abominam.

Com Lampard machucado, o técnico pôde escalar só Gerrard, mas a cobrança inglesa era a de que os dois jogassem juntos – ainda que ninguém soubesse explicar como. E sem um centroavante goleador, entre outras carências, foi fazendo experiências até chegar ao massacre da Croácia na quarta – ironicamente, a mesma Croácia que tirara a Inglaterra da Eurocopa passada.

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