Nesta terça-feira, o FC Bayern recebeu o Barcelona na Allianzarena em Munique (Alemanha). Os bávaros até conseguiram obter uma vitória por 3×2, porém insuficiente diante dos três gols anotados pelos culés, na partida de ida das semifinais. No placar agregado os blaugrenas venceram por 5×3 e estão na final da Champions League 2014/2015.

O Bayern saiu na frente com um gol do zagueiro Benatia aos 7 minutos de jogo. Mas a dupla Neymar/Suárez desequilibrou. O brasileiro empatou e virou o marcador ainda na primeira etapa, recebendo passes do atacante uruguaio, nas duas oportunidades. O Bayern parecia um time qualquer diante dos culés, mas um “time qualquer” teria perdido por mais de 3×0 na partida de ida.

No segundo tempo, a equipe bávara obteve maior volume de jogo, mas a proposta catalã era a de se defender, com Messi recuado para auxiliar Daniel Alves na marcação. Lewandowski e Thomas Müller, anotaram mais dois gols bávaros, fechando a contagem final do placar em 3×2 para o time alemão.

O que motiva alguns jogadores blaugrenas?

Pelo lado da equipe de Luís Enrique talvez haja um “boost” mental no aspecto motivacional de alguns atletas do elenco. Os argentinos Mascherano e Messi foram vice-campeões mundiais perdendo para a Alemanha na final da Copa. Com certeza tem algo a provar. Neymar talvez também tenha, se relembrarmos que ele esteve ausente, no 7×1 sofrido pelo Brasil diante da mesma Alemanha, na mesma Copa.

Suárez foi subitamente banido da disputa do Mundial após a mordida no italiano Chiellini, ao fim da primeira fase. O atacante uruguaio com certeza tem algo a provar, querendo mostrar que é algo mais do que um sul-americano hidrofóbico. O catalão Andres Iniesta fez parte da Espanha eliminada na primeira fase da Copa, tendo a certeza absoluta de que esta é a última CL em que atua em alto nível.

Esta é apenas uma suspeita deste que vos escreve. Há algo além na “psique” de alguns dos atletas do elenco atual do Barcelona que os impele à vitória. Claro que isso só faz a diferença, uma vez que a equipe catalã se vê num momento técnico e principalmente físico, superior aos outros adversários que ainda disputam a CL.

Além disso, é preciso enfatizar que o treinador Luís Enrique era a opção original criada dentro do próprio Barcelona para substituir Pep Guardiola. Desde que Enrique então técnico do Barcelona B, decidiu aceitar uma proposta da italiana Roma em 2011, o clube realmente se valeu de técnicos “tampões”. Ou sejam, o falecido Tito Vilanova e Gerardo Martino.

Tudo está em seu devido lugar em detrimento de críticas idiotas vomitadas pela imprensa brasileira em relação a Luís Enrique, sobretudo quando ele resolve tirar Neymar de campo. O tetracampeão europeu Barcelona retorna a uma final de CL com Luís Enrique. Porém os gestores culés realmente não tinham um “plano b”, quando Guardiola decidiu sair.

Imagem de Messi (ao centro) em meio a marcação bávara: AP