Holanda rumo ao título – parte II: o aspecto tático (defesa).

Desde que chegou ao Brasil para o Mundial 2014, Van Gaal refutou a condição de favorito, relegando a mesma aos espanhóis, que então integravam o mesmo grupo B. Não escondeu uma formação “feia” de um time disposto em 5-3-2. De forma similar ao Brasil, a Holanda carrega consigo um arquétipo maldito de ter que “jogar bonito”. Se o espectro que aflige o Brasil é o do time de 1970, o espectro holandês é aquele do time de 1974, mesmo derrotado na final do Mundial daquele ano. Continue lendo “Holanda rumo ao título – parte II: o aspecto tático (defesa).”

O melhor

Depois de semanas escutando que Iniesta seria o vencedor da Bola de Ouro da Fifa (o que seria uma injustiça até com Xavi), a vitória de Messi vem como uma boa nova. Messi é o melhor jogador do mundo e um dos maiores de todos os tempos. Sua precocidade faz pensar que ele possa entrar num seleto grupo de Pelé, Maradona e Cruyff, caso não se deixe seduzir por bares, noitadas e desleixo, como ocorreu com Ronaldinho Gaúcho ou pelo ego, como ocorreu com Cristiano Ronaldo. Sua premiação é justa na escolha de quem é de fato o melhor jogador do mundo, mas injusta na avaliação da temporada passada, na qual Wesley Sneijder só não atingiu a perfeição porque perdeu uma final duríssima para uma SuperEspanha. O holandês é um craque e o melhor jogador da Itália na última temporada. Carregou a Inter para sua tríplice coroa. Contudo, mesmo em seu melhor momento, é um excelente, magistral jogador – como Kaká – mas ainda a uma distância notável de Messi.

Me lembro consideravelmente de Diego Maradona, tendo acompanhado boa parte de sua carreira (sem piadinhas aqui…). Por isso, creio que Messi será o maior jogador argentino de todos os tempos ao fim de sua jornada esportiva caso consiga vencer uma Copa do Mundo como fez Maradona. Tecnicamente, Messi não é inferior a Maradona, mas consegue produzir muitíssimo mais porque compreende melhor o futebol como jogo. Basta ver o que os dois conquistaram. Arrigo Sacchi dizia que Maradona era o jogador mais talentoso que ele já tinha visto jogar, mas que suas conquistas (dois títulos nacionais, uma copa europeia e uma Copa do Mundo) não refletiam seu talento. Messi, aos 23 anos, já conquistou um punhado de campeonatos, duas Ligas dos Campeões e não dá mostras de estar se acomodando.Tem um brilho no olhar de quem está ainda sedento e uma determinação impressionantes para quem conquistou tanto. Imaginar que ele possa levantar mais uma dezena ou duas de títulos importantes mais uma Copa do Mundo em sua carreira é mais do que plausível. Como disse Arsene Wenger, depois de ser triturado pelo Barça na LC passada, torçamos para que ele não se machuque porque seu futebol alegra até os rivais.

Não há um jogador que possa oferecer resistência a ele no cenário internacional. Neymar, tecnicamente um prodígio, já é mais marrento do que Messi com o fantástico palmarés de um Paulista e uma Copa do Brasil; Ganso já sofreu duas lesões sérias no início de sua carreira (embora seja potencialmente o jogador mais promissor de que eu me lembre); Kaká é um craque esforçadíssimo, mas além de sua atribulada situação física, não tem o talento de Messi (uma comparação plausível seria a de Matthaus com Maradona) e Cristiano Ronaldo é egocêntrico demais para superar a determinação de Messi. Estamos vendo uma lenda em campo. Aproveitemos o quanto pudermos, porque o pequeno argentino não tem nenhum limite aparente em sua trajetória.

Ronaldinho e Pato arriscam suas posições no Milan

São craques. Não resta dúvida. Contudo, é bom que Robinho, Alexandre Pato e principalmente Ronaldinho Gaúcho revejam sua disposição para jogar futebol caso queiram continuar como titulares no Milan. Sim, o Milan, que tem um elenco velho, está numa fase de grana curta e não pode esnobar muito. Na partida contra o Real Madrid ficou claro que o técnico Massimiliano Allegri merece ser chamado de “técnico” e para ele – como em qualquer clube italiano – futebol é grupo. Continue lendo “Ronaldinho e Pato arriscam suas posições no Milan”

A Itália está se achando

Em março de 2002, a Itália estava num momento de confiança dúbia, parecido com o que estava até a semana passada. Nem se achava um lixo, nem se vangloriava. Daí veio um amistoso internacional, contra a Inglaterra, na casa do adversário (no estádio Elland Road, em Leeds). A Itália conseguiu a virada no segundo tempo quando todo o time da Inglaterra tinha sido substituído – e de pênalti. Continue lendo “A Itália está se achando”