Analisando um evento celestial

Assim que o jogo acabou, fiquei pensando no que dizer e sentei no computador pronto para fazer uma ode de amor ao esporte. Mas refreei meu impulso. Exercitei a paciência para deixar este texto sair alguns dias depois, tentando diminuir o impacto de uma das maiores exibições de um time de futebol na história na minha percepção. E, claro, tentando escapar do lugar-comum que foi elogiar AQUELE jogo nas 24 horas subsequentes. Continue lendo “Analisando um evento celestial”

Caos no Ajax

Um titã adormecido do futebol europeu entrou novamente em águas agitadas. O Ajax perdeu o técnico Martin Jol depois que este pôs o cargo à disposição. Jol está cotado para assumir o Newcastle e sua saída é compreensível: ele não se dava com o diretor Danny Blind (o que confirma que ex-jogadores que almejem carreiras de técnicos não podem ser diretores de futebol), queria trabalhar na Inglaterra, sofre com uma doença do Ajax similar ao ‘Fator Flamengo’, uma entropia político-administrativa que faz com que sempre se seja refém de um fantasma escondido e não teve reforços, ao contrário do PSV que se preparou bem. Continue lendo “Caos no Ajax”

Vaga na porrada

“Hanno visto di che pasta siamo fatti?”, perguntou o volante Gennaro Gattuso, ainda encharcado da chuva que caiu em Glasgow durante o confronto com a Escócia. A questão – cuja tradução livre é “vocês viram que tipo de gente nós somos?” – é endereçada aos críticos na seleção e tem no tinhoso milanista um representante daquela que talvez seja sua maior qualidade: uma determinação típica de campeões.

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