O milésimo sinal de alerta veio num Panzer

…e o Brasil perdeu. Não foi somente uma derrota – foi uma sentença. Desde que a Fifa decidiu que a Copa seria no Brasil, a CBF e a Rede Globo colocaram o país de quatro e chantagearam tudo o que podiam. Obrigaram governos (em todos os níveis) a atender suas exigências para que esses pudessem ter a sua casquinha – e os governos cederam – todos. A chacina alemã, certamente a maior humilhação da história do esporte mundial, sentenciou a sequência de erros que CBF e Globo engendraram com a ajuda de Scolari, ao maior desastre esportivo possível (porque o desastre político, orquestrado por políticos de vários partidos, será muito pior). Delenda Est Brasilis foi a sentença brilhantemente executada pelos alemães. O Brasil precisa se desapegar de suas paixões e começar a enxergar a realidade fora da Matrix. Tudo está errado há muito tempo, mas a maioria de nós não quis ver. Continue lendo “O milésimo sinal de alerta veio num Panzer”

Saída de Teixeira mudará os nomes, mas não os fatos

Dias atrás, com a saída de Ricardo Teixeira, todos nos sentimos um pouco aliviados. O ex-presidente da CBF era, assim como pares seus na política, uma daquelas criaturas que não largam o osso a preço nenhum. Ainda que tenha havido um alívio por parte dos que acompanham com um pouco mais de responsabilidade o assunto, esse alívio foi tão efêmero quanto a conquista de um campeonato. Os cartolas que mantinham Teixeira continuam no poder, a imprensa esportiva continua sendo amadora em sua maioria e os torcedores ainda se mantém satisfeitos com um campeonato indizivelmente ruim, onde seus clubes estão falidos e só não são fechados legalmente porque este é o país do jeitinho. Os rumo do pós-Teixeira é que serão decisivos. Continue lendo “Saída de Teixeira mudará os nomes, mas não os fatos”

O jornalismo esportivo está em xeque

Ao ler a resenha de Maurício Stycer no UOL sobre o livro de Bob Farias que entrevista diversos narradores (quase todos da Rede Globo, onde ele também trabalha) não me deixou estarrecido, mas causou um suspiro de trsiteza. Isso porque se as declarações destacadas por Stycer não revelam nenhuma verdade inesperada, elas deixam claro que o jornalismo esportivo de qualidade está praticamente extinto da TV (e nas outras mídias, quase). O fenômeno não é só brasileiro e não se limita exclusivamente à TV. A vocação de entretenimento que a crônica esportiva sempre teve passou a ser a sua essência. Continue lendo “O jornalismo esportivo está em xeque”

Galvão, MMA, insanidade e futebol

Os amigos podem ter notado que a freqüência dos posts neste blog diminuíram. Não foi somente uma questão de tempo – este anda escasso mesmo, mas é outra coisa. De algum tempo para cá, o futebol parece um tanto quanto sem vida. E não é só o futebol, onde ainda há gente que discute se o meia Douglas é ou não um craque, ou se Ronaldinho Gaúcho é ou não o mesmo jogador que era na Europa. Um exemplo indiscutível da insânia das pessoas de um modo geral é a evolução vulcânica da audiência do MMA, onde “lutadores” se deformam e se comparam aos gladiadores que se apresentavam no Teatro Flávio da Roma antiga. O desfile de ignorância e barbárie transformou-se numa coisa normal. Continue lendo “Galvão, MMA, insanidade e futebol”

Equilibrado e medíocre

Acabou neste final de semana o primeiro turno do campeonato brasileiro. Nos cinco pontos que separam os seis primeiros colocados foram os motivos ara uma grande celebração da “dificuldade” do campeonato e de seu alto nível técnico. Isso confirma uma tese que já tenho há muitos anos: o brasileiro não liga muito para campeonatos com alto nível técnico. Ele só quer equilíbrio – mesmo que seja na várzea. Continue lendo “Equilibrado e medíocre”

Sorteando a própria imagem

A “festa” de sorteio das seleções para a Copa de 2014 não precisa de uma quantidade maior de comentários em relação à sua performance enquanto “evento”. A atenção do mundo aos resultados teria tido o mesmo efeito caso tivesse sido feita numa saleta da antiga sede da CBF na Rua da Alfândega, no Rio. A diferença é que a Rede Globo lucrou R$30 milhões pagos pelo contribuinte. Além disso, foi possível ver, em alguns casos, com grande desapontamento, a quantidade de personagens que apoiaram a pantomima da CBF no assalto vergonhoso aos cofres públicos. Continue lendo “Sorteando a própria imagem”