Calciomercato da Itália não é notícia, é entretenimento

Eu ia fazer um post sobre as contratações da Itália nesta janela, mas praticamente desisti. É trabalho para animadores, não para jornalistas. Discutir se Mesbah pode aumentar as chances de título do Milan ou se Amauri redesenha as esperanças da Fiorentina é chamar o leitor de idiota e isso eu não vou fazer. O mercado italiano está limitado à sua decadência econômica, técnica e gerencial e as contratações são absolutamente inócuas (se houver exceções – não estou seguro – são Borriello e Amauri na Fiorentina e só). Todas as outras são bonus para agentes. Udinese e Parma contrataram de olho na próxima temporada (fala-se bem de Crisetig, volante de DNA interista, e rumando para o Parma em julho) há alguns anos.  No mais, mercado nulo. E falar sobre o que não deveria ser notícia não é jornalismo – é entretenimento. Se você estiver curioso para ver nome a nome, cheque aqui. Mas só no caso de estar sem fazer nada.

Preview da temporada: Parma

Investimento: Lucro de mais de €4 milhões no mercado.
Reforços: Giovinco e Floccari, o primeiro, já emprestado na temporada passada.
Ausências: Amauri e Dzemailli.
Técnico: Franco Colomba, o mesmo da salvezza.
Destaque: Giovinco e Floccari.
Aposta: Feltscher e Zé Eduardo, mas sem muita convicção.
Ponto fraco: o mesmo dos outros “pequenos”: elenco curto e pouca grana.
Luta para… se salvar.
Na temporada… que começa no fim de semana, o Parma tem a dura tarefa de viver a sua realidade na última década, milhas e milhas distante da bonanza do leite da Parmalat. O elenco é curto, jogadores que se destacam vão embora por pouco dinheiro e raramente o time revela alguém interessante porque os agentes – o câncer do futebol – afastam qualquer revelação surge em Collechio. Na pré-temporada, Colomba já deu a entender que vai afogar o meio-campo e jogar só com um atacante mais a aproximação de Giovinco, efetivalemente o playmaker do time. Dois laterais jogam como externos e devem dar segurança extra à retaguarda. Colomba quer fazer o seguro: acertar a defesa e depois ver o que dá. Como elenco, o time pode até se garantir sem sofrimento, mas precisa não ter contusões. Senão, a porca torce o rabo.

Rodada italiana em vermelho e preto…e branco

O título italiano foi pintado de vermelho e preto pela Udinese no fim de semana. Udinese essa que confirmou-se como o melhor time do campeonato, no que diz respeito à preparação tática e compreensão do jogo. A partida gloriosa em Napoli sem Di Natale e Sanchez foi uma aula de Francesco Guidolin. Milan, Udinese e Lazio os grandes vencedores do fim de semana; Napoli, Inter e Roma, os perdedores.
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Rápidos comentários sobre a rodada da Série A

Além da escorregada da Udinese para fora da zona costumeira de qualificação da LC, nenhuma surpresa. Inter e MIlan fizeram o que se esperava, assim como Lazio, Roma e Napoli. Na vitória da Roma, talvez esteja um indiciativo de descendente da Udinese, algo que seria pertinente à forma física e mais do que aceitável diante do campeonato impressionante até aqui. E soam os alarmes para Parma e Sampdoria. Continue lendo “Rápidos comentários sobre a rodada da Série A”