Pobre Palmeiras

Fazia tempo que não acontecia uma derrota tão dolorida em São Paulo. O Palmeiras assinou um atestado de óbito da incompetência generalizada no clube. Tem um elenco risível. Mesmo os jogadores considerados bons são supervalorizados. Não têm envergadura para defender um clube com as ambições do Palestra. Perder para um time do Goiás patético, que do rebaixamento não pode se lamentar em absolutamente nada, foi a pá de cal que o Palmeiras mão precisava num ano doído. Triste de ver – mesmo para não-palmeirenses. Tudo foi errado – posicionamento, talento, disposição, garra. Tudo.

A gestão de Belluzzo – lamento muito dizer – fracassou de verde e amarelo (a expressão aqui cabe como uma luva). É terra arrasada. Ou Situação e oposição se unem em torno de um projeto sólido (que hoje só pode ser personificado em Scolari – ainda que ele mesmo também tenha fracassado retumbantemente em seu retorno ao clube), ou 2011 tende a ser uma luta entre diretores medíocres brigando por espaço e o clube servindo como estacionamento de jogadores medíocres antes de uma transferência para um clube árabe ou japonês sem expressão.

Bandidos de um lado, insanos de outro

Se você trabalha, ganha seu salário e paga seus impostos, não adianta se trancar em casa, proteger a carteira e nem mesmo depositar seu dinheiro no banco. O anúncio escatológico dos governos estadual e municipal de São Paulo a respeito do estádio a ser construído em Itaquera é uma garantia de que você será assaltado – com a anuência e bênção do governador e do prefeito. Ah, sim, tem mais: eles chamam você de palhaço quando falam das possíveis fontes de financiamento, como a venda do nome do estádio. Continue lendo “Bandidos de um lado, insanos de outro”

Palaia, Tiririca e Brecht

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo”.

Bertolt Brecht, dramaturgo alemão Continue lendo “Palaia, Tiririca e Brecht”

Corrigindo o erro na hora errada

No ano passado, quando Muricy assumiu o Palmeiras, eu tinha uma sensação de que aquela não era a coisa certa a se fazer: Muricy estava magoado com o São Paulo e buscava vingança, os diretores que o contrataram se preocupavam mais com a reação no Morumbi que com o time e a pressão da torcida seria dobrada, pois viria de São Paulo e Palmeiras. Era uma aposta errada, mas não mais do que a em Antônio Carlos. Continue lendo “Corrigindo o erro na hora errada”

Cartas marcadas

Um amigo que costuma ser bem informado sobre o que acontece dos dois lados de um muro na Barra Funda, me disse uma coisa sobre Scolari e o São Paulo. Já se suscitou a possibilidade de ele de fato ir ao São Paulo, mas a novidade está no que ele disse a mais. Há algo verde que pode interferir na tentativa Tricolor de substituir Ricardo Gomes. Continue lendo “Cartas marcadas”