Mais Juventus, mais Capello

Estupefata. Assim amanheceu a metade ‘giallorossa’ de Roma na manhã de quinta-feira, quando chegaram os primeiros rumores de que Fabio Capello estaria deixando o clube para ir para a arqui-rival Juventus. A mesma Juventus para a qual Capello jurara jamais retornar, resquício da mágoa pela maneira como foi dispensado, ainda jogador.

Capello venceu três ‘scudetti’ em Turim, como jogador. E a menos que algo inesperado aconteça, deve vencer mais do que isso nessa sua nova empreitada. O acerto entre Juve e Capello tem uma mira bem precisa. A Juve tem de voltar a ser Juve – ou seja – voltar a vencer muito, e rápido. Capello também quer retomar o cetro de melhor técnico do mundo. E sabe que em Turim, terá mais condições para isso do que em qualquer outro lugar.

Ambos arriscam muito na jogada. Capello sabe que o clube exige sucessos imediatos, e além disso, deixou uma legião de inimigos em Roma, depois de sua “traição”. E a Juventus resolveu bancar o técnico mais caro possível para fugir de apostas. Um trato bem maquiavélico, italiano. Um acordo entre dois gigantes.

Tanto pior para a concorrência. A especialidade de Capello é a de fazer defesas impenetráveis, exatamente o ponto fraco do time ‘bianconero’ nesta temporada. ‘Don Fabio’ já deu suas indicações para a diretoria. Já contratado o zagueiro Zebina, e acertados os retornos de Blasi e Brighi para o meio-campo, o técnico quer um homem para a parte direita da defesa (Thuram jogará como central).

Se a Juventus conseguir o brasileiro Emerson, prioridade total de Capello (mas que parece destinado ao Real Madrid), fica apenas a dúvida sobre quem será companheiro de ataque de Del Piero, já que a ruptura entre Trezeguet e o clube parece irreversível. Esquema? Quase certamente um 4-4-2, onde Nedved volta a jogar como ala-esquerda, Camoranesi na direita, e Appiah tenta tirar a vaga de Tacchinardi.

Em tudo há risco, e, mesmo numa união aparentemente impossível de dar errado, as duas partes podem se dar mal. Mas é difícil. É duro imaginar que uma dupla de jogadores tão habituados à vitória como Juve e Capello acabem em outra coisa que não um novo ciclo de sucessos. A Juventus já é favorita para a próxima temporada. Dependendo de como for o seu mercado de reforços, pode virar até uma aposta certa.

Sinais de vida inteligente na “Azzurra”

A Itália estava um pouco apreensiva com o amistoso contra a Tunísia. Muitos jogadores contundidos, alguns extenuados pelo campeonato, outros ainda em postos em que pairavam dúvidas, com a número um atendendo pelo nome de Alessandro Del Piero, que é sempre contestado quando veste a camisa italiana.

É certo que a Tunísia campeã africana jogou desfalcada, mas o 4 a 0 da Itália sobre a equipe de Roger Lemerre, o último técnico campeão europeu, mostraram que os italianos têm todas as condições de fazer um torneio buscando o título.

A defesa italiana comprovou sua eficiência com a dupla Nesta-Cannavaro, eximindo este último de suspeitas, devido à sua temporada irregular. Zambrotta, como lateral-esquerdo, apoiou o quanto pôde, e Buffon, salvo este colunista se engane, estará no gol da Itália na Euro, como titular.

O técnico Trappatoni começou com sua dupla de volantes Perrotta-Zanetti, que até não foi mal, mas o duo milanista Gattuso-Pirlo surpreendeu e criou uma bela dúvida na cabeça do técnico. Pelo que Pirlo joga, não pode ficar fora do time; se ele joga, precisa de Gattuso como seu escudeiro, pois nem Perrotta nem Zanetti são tão fortes na defesa.

O ataque tem já escalados Totti como armador e Vieri como centroavante. E o segundo atacante? A vaga oscila entre Del Piero e Cassano, já que Corradi é considerado opção à Vieri. Cassano jogou melhor do que Del Piero neste domingo, e o jogo pode induzir ‘Trap’ à dúvida.

É certo que Cassano seja um grande jogador e que mereça sua vaga no grupo. Mas abrir mão de Del Piero seria burrice, a menos que ele esteja caindo pelas tabelas. ‘Ale’ é o parceiro ideal para Vieri, tem técnica e muito mais experiência do que Cassano.

A nova espera de Trappatoni agora é para começar o Mundial sem contundidos, fato quase impossível, uma vez que historicamente, nunca a primeira lista vai completa para o torneio. Espaço para surpresas? Difícil. O técnico é teimoso como uma mula e se alguém sair, deve preferir um coadjuvante a uma nova estrela que possa romper o equilíbrio do grupo.

Roma, na mosca: é Prandelli

De todas as possibilidades que a Roma tinha para substituir Fabio Capello, nenhuma era melhor do que a que foi adotada. Com um orçamento mais curto, sem Capello nem Samuel (já vendido ao Real Madrid), o clube da capital optou por fechar com Cesare Prandelli, treinador que segurou a barra de um Parma devastado nesta temporada.

Prandelli não pede jogadores renomados, trabalha excepcionalmente bem com jovens, e monta times de verdade, preparados para jogar impondo o seu ritmo. Fez isso no Parma deste ano, reforçando o nome de uma baciada de novatos, entre eles, alguns que podem segui-lo para a própria Roma, como o atacante Alberto Gilardino, o meio-campista Simone Barone e o zagueiro Matteo Ferrari.

Ferrari, aliás, é o predileto para ocupar a vaga de Samuel, que foi embora deixando US$ 30 milhões nos cofres do clube. A maior parte vai para pagamento de dívidas, mas ainda sobra o suficiente para uma reposição à altura do que Prandelli exige. Se também sair Emerson, outro caminhão de verbas diminui o déficit romanista, e chega outro reforço, onde os mais indicados são Simone Perrotta (Chievo) e Pizarro (Udinese).

Sob o comando de Prandelli, prepare-se para ver o brasileiro Mancini jogando no meio-campo, quase como ponta, ao lado de Totti e Cassano. O centroavante? Como Montella não dá segurança na parte física, é possível que a Roma faça outra aquisição importante. Os nomes em voga são os de Caracciolo (Brescia), Morientes (Real Madrid) e Hossam “Mido” Hassam, do Olympique Marselha. Destes, o único viável financeiramente é Caracciolo, ainda uma incógnita para um time de Liga dos Campeões.

Mais “Mezzogiorno” na Série A

O último final de semana definiu três participantes da “Coppa Giovanni Havelange”, ou Série B, que vão jogar a primeira versão da Série A com 20 clubes, depois que o torneio em dois grupos foi abolido, no fim da década de 20. O Palermo de Francesco Guidolin, o Livorno de Silvano Bini, e o Cagliari de Edoardo Reja já garantiram as suas vagas.

A festa em Palermo foi como uma final de Copa do Mundo. O time calabrês volta à Série A depois de 30 anos, para uma platéia fanática, como a do estádio Renzo Barbera, ou “La Favorita”. O clube trocou de treinador durante a competição e foi uma das raríssimas exceções onde a mexida deu certo.

Nos últimos torneios a região do “Mezzogiorno”, o sul da Itália, estava quase que completamente alijado da competição. Duas temporadas atrás, chegou-se ao ponto de Roma e Lazio serem as duas equipes mais ao sul da Série A. Agora, com a volta de Palermo e Cagliari (e provavelmente, também o Messina), o sul volta a ter representatividade, fazendo um grande bem ao tão maltratado (pelos dirigentes) ‘calcio’.

Pelas outras duas vagas de promoção direta, lutam Atalanta e Messina (com 73 pontos a duas rodadas do fim do torneio), e a Fiorentina, com 70. O Piacenza, com 67, tem chances matemáticas, mas são basicamente estatísticas. A verdadeira luta do time piacentino será com a Fiorentina, pela sexta posição, que dará uma vaga num playoff contra o Perugia. Para este posto, a Ternana também ainda tem chances (65 pontos), mas só é beneficiada pela matemática.

A Série B deste ano tem de tudo para ser esquecida. Começou com uma virada de mesa sórdida, teve confrontos entre polícia e torcida durante toda a temporada, e até um morto no jogo Avellino – Napoli. É muito bom que clubes importantes como Palermo e Atalanta voltem à Série A, mas além deles, bem pouca gente vai se lembrar desta temporada com boas memórias.

Curtas

O bom atacante Luca Toni, com 28 gols, é o novo recordista de gols numa única temporada pelo Palermo

É bastante provável que Toni seja sondado por times da Série A, tal a sua performance na série ‘cadetta’

A Juventus estava acertando a compra de Chevantón, do Lecce, por € 8 milhões, mas o insolente Palermo ofereceu € 9 mi, num leilão meio irreal

Sem Chevantón, a Juve trabalha com os nomes de Vieri (Inter), Gilardino (Parma), ou Ibrahimovic (Ajax), claro que, todos, com perfis bem diversos

Praticamente certa a contratação de Zdenek Zeman pelo Lecce

Uma boa nova para a Série A

Se a Juve fizer uma proposta por Vieri, deve colocar Di Vaio como forma de torna-la mais interessante

Vale recordar que Di Vaio interessava à Inter há dois anos, quando a Juventus se antecipou, obrigando a Inter a pegar Hernán Crespo

O Milan está bastante imóvel neste início de mercado

Além de Stam e Dhorasoo, já contratados, o nome do clube de Via Turati só é mencionado quando se fala de Corradi, da Lazio

Segundo um agente do Real Madrid, Roma e os “Merengues” já se acordaram pelo passe de Emerson

Claro que, usualmente, declarações de empresários são tão confiáveis quanto um castelo de cartas

Roma x Juve: é guerra!

Uma das rivalidades mais quentes da Série A é aquelea que envolve Roma e Juventus. Nos últimos vinte anos, os dois clube acirraram a disputa política com acusações, farpas, xingamentos, e não raro, baixarias. E a coisa só piorou nos últimos três anos, desde que a Roma, turbinada por sua entrada no mercado de ações, passou a tentar competir com a Juventus em pé de igualdade. Pois a Juventus está retrucando.

O clube da capital italiana tinha se decidido por três reforços como sendo os vitais para sua campanha de contratações. O primeiro era o defensor Nicola Legrottaglie, do Chievo, o segundo era o meio-campista Stephan Appiah, do Parma (que teve uma temporada excelente no Brescia, emprestado) e o atacante Zlatan Ibrahimovic, do Ajax.

Dos três negócios da Roma, a Juventus já arruinou dois. O time bicampeão italiano ultrapassou a Roma na compra de Legrottaglie, e na última sexta, se assegurou também o volante Appiah. De quebra, ainda interferiu na negociação da Roma com a segunda opção à Legrottaglie, o brasileiro Lucio, do Bayer Leverkusen, e assim, o zagueiro campeão mundial não só não foi para Roma como também desceu a boca no clube de Totti e Emerson.

O golpe da Juventus foi magistral. Conseguiu impedir o reforço da adversária, melhorou o próprio elenco e ainda expôs a nítida diminuição de poder econômico da Roma, que voltou a ter os recursos de um time médio. O abatimento não será só esportivo, mas também psicológico, uma vez que o capitão Francesco Totti e o técnico Fabio Capello devem ter ficado profundamente frustrados.

Apesar de Capello ter contrato até 2005, não se exclui a possibilidade de que o técnico troque de time. Numa bate-boca via jornais com o presidente da Roma, Franco Sensi, Capello acabou ouvindo que o clube daria graças a Deus se o técnico resolvesse trocar de emprego. Por mais estapafúrdia que pareça a declaração, explica-se: o salário do técnico é nababesco, e só perde para os vencimentos de Totti. Assim, sem Capello, a crise financeira teria um ingrediente complicador a menos.

A manobra juventina foi tão azeitada que o elenco romanista acabou perdendo a paciência e ameaçando colocar a Roma na justiça para obter seus salários atrasados. E se isso acontecesse, o clube não poderia se inscrever no campeonato. No entanto, esta hipótese catastrófica ainda parece consideravelmente distante.

O detalhe aqui é que a Série A desta temporada já começou. A luta entre Roma e Juve deve ser a mais vigorosa deste verão europeu. Os clubes lutam por reforços e para evitar que os adversários se reforcem de maneira melhor. Se o atual panorama se mantiver, uma coisa fica clara: a Roma estará definitivamente fora pela luta pelo título, e provavelmente, até mesmo fora da luta por espaço na Liga dos Campeões. Aguardemos, porque esta novela ainda tem muito chão pela frente.

Cuper pede, Moratti atende

É provável que o presidente da Inter, Massimo Moratti, tenha se tocado que acabou a um passo do título nas duas últimas temporadas em decorrência de sua teimosia, e assim, resolveu atender os pedidos do técnico Hector Cúper para os reforços desta temporada. E por incrível que pareça, a Inter começou bem.

O maior problema da Inter há anos é o da lateral-esquerda. Francesco Coco, trocado por Seedorf com o Milan, era a esperança interista para acabar com a “maldição de Roberto Carlos” (depois que o brasileiro saiu do clube, em 1996, nunca mais a Inter fixou alguém por ali). Neste ano, caso Coco não se livre de suas contusões, os alvos da Inter serão o brasileiro César, da Lazio, e Zauri, da Atalanta.

Mas o grande drama enfrentado por Cúper foi a falta de alas em seu 4-4-2 pragmático. Sem a resposta vindo das faixas laterais do campo, os gols da Inter só saíam em lances individuais do trio Vieri-Crespo-Recoba. Até que a Inter marcou bastante no último torneio (foram 64 gols), mas a falta de fluência era evidente.

A primeira contratação foi o ala Luciano, do Chievo, aquele que se chamava Eriberto e jogou no Palmeiras. Luciano teve uma temporada atormentada pelos sete meses de suspensão causados pelo imbróglio da sua documentação falsa, mas duas temporadas atrás, teve um rendimento espantoso. Luciano é o melhor da sua posição  na Itália, e caso a mídia e a comissão técnica tenham maior atenção, podem encontrar ali o substituto de Cafu, procurado, em vão, há anos.

Outro negócio já fechado é a contratação de Sabri Lamouchi, volante francês do Parma, que deve ocupar o miolo do meio-campo ‘nerazzurro’ juntamente com Cristiano Zanetti. Lamouchi deve dar ao setor uma maior cadência, indicando que Luigi Di Biagio deve passar o ano na reserva ou até ser vendido. Cuper já tinha pedido a contratação de Lamouchi no ano passado, mas a teimosia interista venceu a razão, com conseqüências ruins para o clube.

Para fechar o grupo, Cuper ainda precisa de um ala esquerda. Três são os nomes que a imprensa vem apontando insistentemente. O primeiro é Andy Van Der Meyde, jovem promessa do Ajax, que tem um preço tratável (US$ 8 mi) para a Inter. O segundo é o de Kily González, do Valencia, que já trabalhou com o treinador na Espanha; o último é o do sueco Fredrik Ljunberg, sueco do Arsenal, mas que está cansado de não poder lutar pela Liga dos Campeões, e por isso, estaria disposto a abandonar os “gunners”. Ryan Giggs, do Manchester, é sempre mencionado, mas é um caminho remotíssimo.

Para a posição, a situação é a seguinte: O nome ideal é Ljunberg, mais jovem que Kily e mais experiente que Van der Meyde, mas a negociação é complicada (só sai se o Arsenal aceitar Dalmat ou Recoba na troca). Kily González garante fácil adaptação, mas não é um jogador para se abrir um ciclo, já que tem 31 anos. Van der Meyde é uma excelente aposta. Se der certo, garante ao clube pelo menos cinco anos de bom futebol, e ainda pode ser vendido no futuro, por um preço interessante. Mas existe a chance de não vingar. Um palpite? Hoje, Kily González parece a alternativa mais viável.

Semana de altos e baixos para a Lazio

A semana que passou começou muito bem para a Lazio. O clube de Roma, que quase faliu na temporada passada, assegurou um aumento de capital junto aos seus bancos credores, o que permitiu um novo aporte de dinheiro para novas contratações e impedir que jogadores importantes saíssem do elenco.

Assim, a Lazio praticamente garantiu que o meio-campista sérvio Dejan Stankovic e o zagueiro central Jaap Stam permanecerão mais uma temporada no clube. Stankovic e Stam são os jogadores que fazem com que o elenco da Lazio se mantenha entre a elite do futebol italiano. Sem eles, o técnico Roberto Mancini teria de se contentar com uma participação de figurante.

O aumento de capital também fez com que a Lazio pudesse realizar duas importantes negociações. O clube ‘biancoceleste’ contratou o meia chileno David Pizarro e o ala-esquerdo Martin Jorgensen, ambos da Udinese. O time de Udine recebeu, em troca, os passes do armador Fabio Liverani, o ala Lucas Castromán mais US$ 8 milhões.

Mancini está rindo à toa com os dois novos jogadores. Pizarro deve formar com Fiore a dupla de meio-campistas, enquanto Jorgensen deve completar o setor com Stankovic. No papel, um dos melhores meio-campos da Itália. Pizarro é um regista de fina técnica, e Jorgensen um nome que impõe pressão ao jogo pelas laterais. Sob o ponto de vista técnico, uma consolidação importante. Contudo, uma oposição de Liverani à Udinese poderia anular a passagem de Pizarro à Lazio, e a Juventus voltaria a ser rival de mercado. Mas isso é outra história…

No âmbito financeiro, porém, as novidades não foram todas positivas. O atacante Cláudio López estava acertado com o Valencia. A transação era excelente para a Lazio, porque tiraria um grande peso de sua folha salarial (López ganha cerca de US$ 210 mil mensais) e também conseguiria um pesado abatimento na dívida junto ao Valencia, referente ao pagamento pelo meio-campista Mendieta. O problema é que Cláudio López não aceitou e o negócio foi cancelado.

O resultado é que o mercado da Lazio deve se interromper. Mancini pediu, como substituto de López, o romeno Mutu, que foi muito bem no Parma na última temporada. Só que se o argentino não for para a Espanha, as chances da negociação andar são nulas. Contudo, para quem quase faliu há um ano, o panorama de hoje é pura festa.

O Milan tem um atacante que tem um currículo único, pronto para ser vendido

Jon Dahl Tomasson, atacante que chegou ao clube a custo zero, foi o único jogador a ter vencido a Copa da UEFA com o Feyenoord, em 2002, e a Liga dos Campeões, em 2003

Pelos cálculos do clube de Milão, vale US$ 15 milhões

Depois dos fracassos nas contratações de Legrottaglie e Lúcio, a Roam anuncia que seu novo alvo é Metzelder, do Borussia Dortmund

Seco: a Roma não tem caixa para levar Metzelder a Trigoria

O Perugia não quer parar na contratação de “Ghedaffinho”

Sonda também Sottil e Warley, junto à Udinese