Luisito e o fair play

Na última quinta-feira o grande atrativo do feriado de Corpus Christi foi a partida entre Uruguai 2×1 Inglaterra, válida pelo grupo D do Mundial 2014. Não apenas pelo confronto em si, opondo duas seleções já vencedoras de copas (Uruguai 2 vezes, Inglaterra 1), mas pela forma como o espetáculo se desenhou. A celeste mostrou que padeceu de alguma tensão na estreia em que acabou atropelada pela Costa Rica, por 3×1. Continue lendo “Luisito e o fair play”

Rooney, o melhor do mundo?

O neocapitão inglês, Steven Gerrard, declarou que acha o colega de seleção, Wayne Rooney, o melhor do mundo. Não sei se ele acha mesmo isso. Naquele ponto da coletiva, ele respondia a uma pergunta na qual o jornalista dizia que a nação toda tinha medo de uma contusão de Rooney (que quase se machucara na tarde anterior). “Então o resto de nós somos merda?”, perguntou Gerrard, antes de esclarecer que achava Rooney o melhor atacante do mundo. Continue lendo “Rooney, o melhor do mundo?”

Porque um treinador é treinador

No primeiro jogo de Fabio Capello como treinador da seleção, em fevereiro do ano passado, um 2 a 1 chorado em cima da Suíça em Wembley, ele foi muito criticado. Ao usar só um atacante – Rooney – e três meias, teve seu esquema comparado às seleções de Eriksson e McClaren. “Eu gostaria de ver a Inglaterra jogando com o “tempo” da Premier League. O time está muito lento”, dizia o ex-atacante Alan Shearer.

Capello naturalmente não se incomodou com as críticas. A Inglaterra vinha de uma desclassificação para a Eurocopa e ele era mais um estrangeiro no comando da seleção, coisa que Shearer, Mark Lawrenson, Alan Hansen e dezenas de outros ex-boleiros – ingleses – abominam.

Com Lampard machucado, o técnico pôde escalar só Gerrard, mas a cobrança inglesa era a de que os dois jogassem juntos – ainda que ninguém soubesse explicar como. E sem um centroavante goleador, entre outras carências, foi fazendo experiências até chegar ao massacre da Croácia na quarta – ironicamente, a mesma Croácia que tirara a Inglaterra da Eurocopa passada. Continue lendo “Porque um treinador é treinador”

Mergulho no fel

A semana passada começou até com um certo otimismo para Juventus e Inter. A primeira tinha perdido para o Arsenal por 2 a 0, mas em se tratando da Juventus, tudo é possível; a Inter então, tinha até um resultado favorável embaixo do braço quano viajou para Villarreal, que convenhamos, está longe de ser um time de dar medo. Mesmo assim, a semana se encerrou para os dois times encerrados numa profunda e cava depressão, como diria Nelson Rodrigues. Continue lendo “Mergulho no fel”

A derrota do século

O apito triplo do árbitro espanhol Mejuto Gonzalez no final da Liga dos Campeões, estava se encerrando uma tragédia italiana com tons operísticos. Jamais um time tinha reagido depois de tomar três gols seguidos. Depois, vieram os pênaltis, mas o Milan já estava derrotado. A avalanche moral de um Liverpool determinado até a medula já tinha varrido os italianos do mapa. Continue lendo “A derrota do século”