Beatificação e exorcismo de um trio de craques

Você tem 19 anos. Ganhou seu primeiro título importante recentemente (antes, fez um sem-número de jogadas de efeito, mas nunca havia decidido nada relevante). Todo mundo diz que você vai superar o maior jogador de todos os tempos. Sua família vive às suas custas desde que você ainda era um pré-adolescente; seu empresário garante que não há diferença entre você e Messi. Daí, você vai para um torneio de seleções e do alto da sua experiência de 19 anos, não decide e o mundo, que até ontem o consagrava como um craque, o chama de firuleiro. Quem você é? Um menino de 19 anos que deveria ser protegido por alguém que se preocupasse. Continue lendo “Beatificação e exorcismo de um trio de craques”

O inferno não é tão ruim

Se você gosta de futebol brasileiro, prepare-se. A CBF está orquestrando um golpe que dará a ela o comando completo do esporte profissional. Todas as evoluções dos últimos anos – campeonato por pontos corridos, estatuto do torcedor, melhoria das contas dos clubes, etc – estão para ir por água abaixo. O líder do levante conservador é o presidente do Corinthians, capacho da CBF em troca de favores políticos e financeiros. Falidos, acompanham-no os clubes do Rio de Janeiro e o Coritiba, que não faz parte dos protagonistas do futebol nacional há pelo menos duas décadas. Por mais que o C13 seja fraco, viciado e mal gerenciado, está contra a CBF. Só por isso, já dá para decidir qual o lado certo a se apoiar. Como disse Winston Churchill, “se Hitler invadir o inferno, cogitarei uma aliança com o Diabo”. Continue lendo “O inferno não é tão ruim”

A (cansativa) falácia da unificação

Escrever é uma fatica nera, como se diz em italiano. Quando você começa, não sabe mais quando pode parar. É um hábito que se torna quase físico e que precisa ser exercido independente daquilo que você racionalmente quer fazer. É por isso que me senti compelido a retornar a um assunto tão tolo, supérfluo e irrelevante quanto os argumentos usados para defendê-lo: a malfadada “unificação” dos títulos brasileiros. Continue lendo “A (cansativa) falácia da unificação”

Dunga aumenta a pressão II

Depois que se conhece o ambiente de um time de futebol profissional, é fácil entender por que os grandes treinadores são disciplinadores militares. Num elenco, quando a autoridade começa a ser questionada pelas costas, o rendimento cai. Ou se tem o grupo 100% na mão – por admiração ou medo – ou é ruína na certa. Por isso, acho que os técnicos que enquadram jogadores e/ou imprensa, estão no seu direito. Mas Dunga está sendo, na minha opinião, apenas burro ao partir para a briga com jornalistas de maneira tão ostensiva. Continue lendo “Dunga aumenta a pressão II”

Seis ou menos seis?

Hoje o futebol brasileiro teve um evento que foi o mais importante desdea promulgação do Estatuto do Torcedor. A Eleição no Clube dos 13 decidiria se o futebol continua andar a passos de tartaruga, elegendo o ultrapassado Fabio Koff ou se apertaria a tecla do retrocesso máximo, optando por um Kleber Leite que em suas propostas vazias, enterrou o Flamengo em dívidas (digo, enterrou mais), apesar de posar de “modernizador”. Não era a escolha entre seis ou meia dúzia: era seis ou menos seis. Continue lendo “Seis ou menos seis?”