Tablóide Itália

A Itália, sempre que vai a uma competição internacional e dá vexame, volta reclamando de arbitragem, combinações, teatro, farsas e etc. Até daria para encarar, se a vida dentro do próprio futebol italiano não fosse tão cheia de escândalos. Doping, clubes com contas fraudadas, dirigentes envolvidos com credores de clubes. Tem de tudo. Nos últimos meses, o que chamou a atenção é um escândalo de apostas. E está pintando cana da brava para uma penca de gente. Continue lendo “Tablóide Itália”

Baggio, o adeus a Brescia

Quando Roberto Baggio assinou contrato com o Brescia, quatro temporadas atrás, a jogada parecia fadada ao fracasso, tanto para o jogador, quanto para o clube. Para o jogador, porque o Brescia jamais tinha feito duas temporadas seguidas na Série A; para o clube, porque os 4 milhões de euros que pagaria de salário ao “Codino” eram um luxo que o pequeno clube lombardo parecia não poder se permitir.

Neste domingo, Baggio fez seu último jogo no estádio Mario Rigamonti, em Brescia, diante de um público que o idolatra. Sim, porque o Brescia conseguiu ficar inacreditáveis quatro temporadas sem retroceder, assistiu Baggio no esplendor da sua forma técnica, e por pouco, não conseguiu vagas na Copa UEFA em alguns desses anos.

Roberto Baggio não poderia se despedir do time que o redimiu de seus “fracassos” em Milão de uma forma que não fosse uma performance de craque. Baggio estendeu a Lazio no chão, fazendo um golaço, dando o passe para outro, e recebendo uma ovação que encheu de lágrimas os olhos de muita gente.

Em Brescia, o craque de 37 anos certamente se redimiu de uma passagem cinzenta pela Inter de Milão. Anunciou sua aposentadoria jogando ainda incrivelmente bem. Não fosse pelas dores no joelho que o afligem, Baggio poderia continuar jogando em um grande clube italiano ou europeu. “Eu continuaria se tivesse dois novos joelhos”, foram as palavras do próprio à imprensa italiana, numa coletiva.

Apesar de todas as afirmações do jogador, ainda não está completamente descartada a possibilidade de Baggio disputar mais uma temporada. Fala-se muito em Firenze do retorno à Fiorentina de Baggio e de Batistuta, o que faria Firenze explodir em animação. O jogador não dá muito crédito à esta hipótese, mas, no passado recente, já anunciou sua aposentadoria e voltou atrás. Oxalá o faça mais uma vez.

O Empoli entre a Inter e a Liga dos Campeões

Com uma prova convincente (um Parma embalado), a Inter fez o seu papel em San Siro e voltou a depender de si mesma para poder ir à Liga dos Campeões. Com um gol do brasileiro Adriano (provavelmente a atração do próximo Italiano), a Inter bateu o Parma, retomou a frente entre os pretendentes à vaga, e agora só precisa vencer o Empoli, no Carlo Castellani, na última rodada.

Eu disse só? Bem, talvez não seja este o caso. O time toscano está entre os últimos, é verdade. Contudo, convém considerarmos alguns fatores antes de colocar o time vizinho da Fiorentina como sendo uma ‘baba’ para Veri e companhia.

O primeiro deles é que o Empoli bateu a Inter em San Siro, no jogo de ida, e convenhamos não é tarefa fácil. O segundo, é que o clube toscano está com o orgulho ferido por ter sido derrotado pelo já rebaixado Ancona, neste último final de semana. E em terceiro, uma vitória do Empoli garante ao clube, no mínimo, a chance de jogar uma repescagem contra o sexto colocado da segunda divisão, por uma vaga no próximo torneio.

Se a Inter não conta com Almeyda, Brechet e Vieri (suspenso pelo terceiro amarelo), o Empoli terá seu time com desfalques menos importantes (Foggia, Bucci e Zanetti, nenhum deles titular absoluto). A torcida vai lotar o pequeno estádio municipal da cidade, bem às margens do rio Arno (o mesmo que cruza Firenze) e vai ajudar na pressão.

Diga o que se quiser de Vieri, mas ele decide quando a Inter precisa, e o time vai sentir falta dele. Adriano é um estupendo jogador, só que Vieri já assusta no vestiário. Além disso, Zaccheroni precisa trabalhar o grupo com o fato de que ele pode não ser o técnico no ano que vem.

Parma e Lazio dependem do jogo de Empoli. Se a Inter empatar, o Parma sai avantajado, porque, vencendo a Udinese (já classificada para a Copa UEFA e sem outras motivações no torneio), termina em quarto lugar, ficando com a vaga da LC. A Lazio precisa vencer o Modena, que Parma e Inter percam, para forçar uma partida desempate com a Inter. É muita matemática, mas a esperança….

Modena, Perugia e Empoli: dois vão cair

Tão sangrenta e cruel quanto a vaga pela Liga dos Campeões, é a luta contra o rebaixamento. Com o Ancona já sem pulsação, Reggina, Lecce, Siena e Brescia salvos antes da última rodada, são três os desesperados que fogem das duas vagas na Série B. Aliás, duas vagas diretas mais um “playoff” contra o sexto colocado na Série B desta temporada (hoje, seria o Piacenza).

A pior situação é a do Perugia, com 29 pontos. Só que o time umbro vem de duas vitórias animadoras, contra Juventus e Roma, onde o velho Ravanelli mostrou que pode jogar mais alguns anos de bola, desde que num time pequeno. A motivação cresceu enormemente nas últimas semanas, e o elenco voltou a acreditar na salvação. Seu último adversário será o Ancona, morto-vivo que faz estragos.

Modena e Empoli têm 30 pontos cada um, mas vivem a situação inversa do Perugia: estão enterrados na frustração. O Empoli, como já dissemos, perdeu para um Ancona rebaixado, enquanto o Modena, perdeu, em casa, para um Siena que ainda estava na luta contra o rebaixamento. O Modena pega a Lazio em Roma, e o Empoli, recebe a Inter.

Mesmo tendo um ponto a menos, o calendário parece francamente favorável ao Perugia da família Gaucci, useira e vezeira em tramóias tapetísticas. Bater o Ancona no Renato Curi é uma tarefa absolutamente ao alcance do time de Serse Cosmi. E as chances de que Lazio e Inter percam seus jogos (simultaneamente), é bem pequena. Vejamos, porque as últimas rodadas dos Italianos passados têm sido bem surpreendentes.

Juve e Lazio querem a Copa Itália. Mesmo.

Para quem começou a temporada tendo em vista a Liga dos Campeões, a Copa Itália não passa de um prêmio de consolação. Um pacote de bolachas, para quem queria o banquete. Mesmo assim, Lazio e Juventus farão uma luta com todas as suas forças, para conseguir o título da copa doméstica.

Explica-se: nenhum dos dois times quer fechar a história da temporada com um branco no “palmarés”, e é melhor vencer a Copa Itália do que nada. A motivação é ainda maior para Marcello Lippi, que no ano que vem, não estará mais no Delle Alpi.
A batalha desta quarta-feira é a última grande emoção que juventinos e laziali poderão oferecer para suas torcidas (e, indiretamente, para seus patrocinadores).

A vantagem de dois gols da Lazio não é intransponível, mas pode-se dizer que é quase. Lippi tem problemas para escalar o meio-campo, com Tudor, Tacchinardi e Conte fora de jogo, e com Appiah tentando se recuperar às pressas (ah, que falta que faz Davids). Nedved volta ao time depois de sua folga, com Del Piero-Trezeguet no ataque.

A Lazio tem a seu favor, além da vantagem, a ausência de problemas de elenco e ainda uma chance matemática de se classificar para a Liga dos Campeões. Com 100 participações recém-completadas como treinador da Lazio, Roberto Mancini quer a sua sétima copa nacional (a segunda como técnico).

Curtas

Se a Copa Giovanni Havelange (ou Série B) acabasse hoje, estariam automaticamente promovidos à Série A os seguintes times

Palermo, Cagliari, Livorno, Messina e Atalanta

Além disso, haveria um “playoff” entre o 15o (hoje, Modena ou Empoli) e o Piacenza

Ou seja: tudo indica que teremos mais espaço para os times do sul da Itália na próxima temporada

Palermo, Cagliari e Messina são times de torcidas calorosíssimas

Apesar da derrota para a Reggina, Shevchenko conseguiu mais uma marca importante sem sua carreira italiana

Ucraniano, Sheva completou 150 jogos pela Série A, anotando 90 gols, alcançando ninguém menos do que o holandês Marco Van Basten

O sérvio Dejan Stankovic (Inter) também completou 150 jogos pela divisão máxima da Itália

O segundo turno do Lecce foi o que salvou o time salentino

Somente Milan, Roma e Juve fizeram mais pontos do que o elenco do Via del Mare

Falando nisso, o volante Ledesma, do Lecce, vai fazer uma turnê do clube ‘rossonero’ na China, durante as férias de verão

Não seria nada improvável que Ledesma voltasse da Ásia já contratado, uma vez que Ancelotti procura jogadores na posição, para compor elenco

Outro jogador que pode participar da turnê com o Milan é Beppe Signori, que está encerrando a carreira, juntamente com Donati e Dalla Bona (do Milan, mas emprestados à Sampdoria e Bologna), além dos sampdorianos Antonini, Carrozzieri e Diana, e de Dainelli (Brescia)

Antonini cresceu nas divisões de base do clube de Via Turati

Esta é a seleção Trivela da 33a e penúltima rodada

Castelazzi (Brescia); Zé Maria (Perugia), Cannavaro (Inter), Oddo (Lazio) e César (Lazio); Taddei (Siena), Vergassola (Siena) e Appiah (Juventus); Baggio (Brescia), Adriano (Inter) e Amauri (Chievo).

A vida por uma vaga

A luta contra o rebaixamento na Itália sempre foi acirrada. Com um regulamento que torrifica quatro entre dezoito participantes, desde sempre os clubes pequenos (e às vezes alguns grandes) sentiam a água no pescoço para não precisar contar com a sorte na última rodada.

Imaginava-se que este campeonato seria diferente. Afinal, somente três devem cair diretamente para a segunda divisão, enquanto o 15º joga a permanência contra o sexto colocado da Série B, numa espécie de desempate. Mas o que estamos vendo não é nada disso.

Nada menos do que oito dos dezoito times estão na região quente da tabela. Ancona, Perugia, Empoli, Modena, Reggina, Lecce, Siena e Brescia não medem esforços para não cair, até porque, a partir do ano que vem, somente três times subirão a cada temporada, e a Série B italiana é carne de pescoço.

O Ancona já se acostumou à idéia do rebaixamento. Com sete pontos em vinte e sete rodadas, provavelmente deve estabelecer a nova marca histórica negativa na Série A. Realmente ameaçados estão Perugia (que vive uma temporada turbulenta desde o início), com 22 pontos.O Empoli, graças a um péssimo início de temporada, é o terceiro favorito para cair, mas tem melhorado bastante.

Numa região intermediária estão o Modena (25 pontos, dois a mais que o Empoli), a Reggina, com 27, e o Lecce, com 28. O Modena está na descendente (até demitiu o técnico Alberto Malesani), e precisa achar um coelho para tirar da cartola. A Reggina agarra-se à sua torcida fanática e à Nakamura; o Lecce já demonstrou que tem credenciais para se salvar, com a segunda melhor campanha de 2004, atrás somente do Milan.

Siena (30 pontos) e Brescia (31 pontos mais Roberto Baggio), ainda sofrem ameaças, mas têm como gerenciar a vantagem. Em especial, o Brescia, pois além do “Codino”, tem quatro confrontos contra concorrentes diretos (com dois deles em casa). A desvantagem do Siena é que tem uma tabela duríssima, com Lazio, Bologna e Modena (fora) e Samp, Milan, Juve e Brescia em casa.

No presente momento, tudo leva a crer que a tabela não se altera; caem Ancona (praticamente rebaixado), Perugia e Empoli, com o Modena disputando a vaga com a sexta colocada (atualmente, a Ternana). Só que não se engane: a luta até a 34ª rodada promete muito derramamento de suor.
Quem tem garrafas para vender?

No início do Italiano, todo mundo costuma apostar nos times grandes para vencer o ‘scudetto’. Juve, Milan e Inter, e dependendo da forma, Roma e Lazio. É fácil. Uma aposta em um dos maiores cinco clubes é uma barbada. Mas sem fazer profecia, a liga que agora aponta cada vez mais um Milan campeão, dava sinais ainda em junho. O ‘anormal’, se é que se pode chamar assim, é de a Juve ter jogado a toalha a oito rodadas do fim. E mesmo isso, se explica.

As primeiras partidas da temporada já demonstravam Milan, Juventus e Roma com mais fôlego, dando até à Roma uma “vantagem” de não disputar a Liga dos Campeões, que consumiria energias importantes em março/abril. Contudo, os detalhes estavam lá, indicando um favoritismo de Juve e Milan.

Os dois times mais fortes da Itália tinham, indiscutivelmente, um elenco mais completo do que a Roma. O time titular de Capello é tão forte como os de Marcelo Lippi e Carlo Ancelotti. Só que o banco de reservas faz uma diferença sensível, além da mega dependência da Roma em relação a Francesco Totti.

Durante o campeonato, a Roma lutou enquanto pôde, chegando até a manter seis pontos de vantagem sobre os milaneses, em janeiro. E exatamente em janeiro, o Milan botou na mesa as suas reservas físicas, vencendo todas as seis partidas disputadas, quatro delas pelo campeonato, (três contra a Roma – uma pelo campeonato e duas pela Copa Itália). No mesmo período, a Roma começava a dar sinais de fadiga.

A forma milanista manteve-se em fevereiro e março, com os ‘rossoneri’ perdendo somente quatro pontos, empatando com Lecce (segundo melhor time de janeiro para cá) e Chievo. Já a Roma, alternou bons resultados (como o 4 a 0 sobre a Juventus) e a derrota para o Bologna, em casa. Nocaute técnico, salvo um milagre de proporções bíblicas.

“E a Juventus?”. De fato, da Juve se esperava uma forma melhor no bimestre dezembro-janeiro. Mas cabe lembrar que o clube piemontês iniciou a pré-temporada vinte dias antes do que faz usualmente. A idéia era atingir o ápice da forma em maio, na final da Liga dos Campeões, onde os juventinos tinham certeza de estar. A primeira conseqüência foi uma largada arrasadora do time do Delle Alpi.

O preço a se pagar foi a péssima forma no bimestre dezembro-janeiro. Isso, somado à contusão de Alessandro Del Piero e a partida de Edgar Davids (cuja importância foi sub-avaliada pela comissão técnica), foi o suficiente para o golpe final na temporada da Juve. O time teve na defesa o seu trunfo para suas últimas conquistas. Neste ano, a defesa juventina é a sexta melhor, superada por times como Udinese e Chievo.

No pingue-pongue: quem vence o ‘scudetto’? O Milan, salvo um milagre inacreditável. Quem fica em segundo? A Juventus, porque a tendência é que os ‘bianconeri’ subam de produção. O Milan tem chances na Liga dos Campeões? Todas, desde que não subestime Deportivo (ainda falta um jogo) e o Porto (provável rival na semi-final). Para a Juve, é quase certa uma reformulação considerável; a Roma do ano que vem deve perder sua espinha dorsal (Capello, Samuel, Emerson e Totti), caso não seja comprada por quem possa injetar dinheiro em Trigoria.

Vox Populi: Maldini de volta

“Do jeito que ele está jogando, não podemos deixar que a Itália não o tenha no Europeu. Vou convencê-lo a aceitar a convocação de Trapattoni”. A frase é do premiê italiano Silvio Berlusconi (também dono do Milan), e o jogador em questão é Paolo Maldini, recordista de participações com a camisa da ‘Azzurra’, e que, de fato, nos dois últimos anos, tem sido um dos três melhores defensores da Europa.

Maldini decidiu abandonar a seleção depois da Copa de 2002. Seu argumento era que se baseava na experiência de Franco Baresi, que ia parar depois de 1994, acabou aceitando uma convocação para uma partida contra a Eslovênia, e se arrependeu. “Não quero chegar a um ponto de ter de ser suportado”, disse Maldini, ainda em 2000.

Só que justamente neste período, jogou como nunca no Milan. Poderia ter ganho a Bola de Ouro que foi para Nedved, foi campeão europeu, e parece ter 20 anos. Não que a Itália tenha poucos defensores, mas estamos falando aqui de um daqueles que poderia ser considerado o melhor.

Maldini tem receio de “roubar” o lugar de alguém que tenha participado de toda a (dura) campanha da Itália pela vaga na Euro-2004, o que pegaria bem mal. Quem ficaria de fora? Não se sabe. Mas o técnico Giovanni Trapattoni diz, e já faz tempo, que quer Maldini. E pela primeira vez, na semana passada, Maldini disse que “espera um telefonema do técnico para discutir o assunto”. Trapattoni já confirmou que vai ligar para Maldini, da mesma maneira que já tinha anunciado que Roberto Baggio também passa por seus planos (este, como falamos na semana passada, uma polêmica ainda maior)

Enquanto negocia-se a volta do “Capitano” da Itália, Trapattoni tem praticamente sua equipe titular acertada. Entre os convocados para o jogo contra Portugal, em Braga, não estarão Nesta (Milan), Zambrotta (Juve) e Cristiano Zanetti (Inter). E quem sabe, Maldini. Se não tivesse ninguém machucado, e com Maldini aceitando, a Itália seria: Buffon; Nesta, Maldini e Cannavaro; Camoranesi, C. Zanetti, Perrotta e Zambrotta; Totti; Del Piero e Vieri.

A lista de convocados para o amistoso:

Goleiros: Buffon (Juventus), Pelizzoli (Roma)
Defensores: Adani (Inter), Birindelli (Juventus), Favalli (Lazio), Ferrari (Parma), Oddo (Lazio), Natali (Bologna), Pancaro (Milan) e Panucci (Roma)
Meio-campistas: Ambrosini (Milan), Camoranesi (Juventus), Fiore (Lazio), Gattuso Milan), Nervo (Bologna), Perrotta (Chievo), Pirlo (Milan)
Atacantes: Corradi (Lazio), Di Vaio (Juventus), Miccoli (Juventus), Totti (Roma), Vieri (Inter).

Curtas

Três jogadores atingiram marcas importantes nesta rodada

Favalli, da Lazio, completou 395 partidas pela Série A, e comemora sua marca sendo convocado para a seleção

Outro foi Simone Perrotta, ex-Juventus e Bari, atualmente no Chievo, que completou 150 jogos pela Série A, também sendo chamado por Giovanni Trapattoni

Um ex-astro da ‘Azzurra’, Gianluca Pagliuca, jogou, contra a Roma, sua partida de número 700 como profissional

Fabio Liverani (Lazio), chegou à quota 100 em jogos na divisão máxima; Bresciano (Parma), Flachi (Sampdoria) e Sussi (Bologna), bateram na marca dos 50

Os 32 gols marcados nesta 27ª rodada são um recorde para esta temporada, igualado somente pela primeira jornada

A média de gols por partida, de 3,65, é maior do que a média do campeonato, que é de 2,62, até o presente momento

O Bologna teve uma semana de ouro

Depois de três derrotas consecutivas, conseguiu, nos últimos sete dias, somar nove pontos

Brescia, Lazio e Roma foram as três vítimas

Como o vergonhoso projeto “Salvacalcio” foi vetado pela União Européia, a Federcalcio já está imaginando alternativas

A EU não admite subsídios de nenhuma natureza, e o projeto da cartolagem era, basicamente, um perdão fiscal

A idéia da patota agora seria a de fazer com que os times “tradicionais” (seja lá o que for isso), desceriam uma categoria, mas teriam de mudar de nome.

Assim, se o Parma, por exemplo, fosse rebaixado, iria para a Série B com o nome de Atlético Parma Cálcio

Que imaginação!

Esta é a seleção Trivela da Série A, nesta 27ª rodada

Toldo (Inter); Gamarra (Inter), Stam (Lazio) Barzagli (Chievo); Barone (Chievo), Perrotta (Chievo), Maresca (Juventus) e Fiore (Lazio); Baggio (Brescia), Shevchenko (Milan) e Gilardino (Parma)

Entrevista com Roberto Baggio: “O Brasil é futebol”

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0 Craque italiano chega aos 34 anos cotado para ir à Copa de 2002 e não acredita numa decadência do futebol brasileiro. “È insuperável”, disse. Continue lendo “Entrevista com Roberto Baggio: “O Brasil é futebol””