EURO 2016 – grupo F

Seguimos com a apresentação dos seis grupos da EURO 2016, que começará a ser disputada na França, no próximo dia 10 de junho.

As seleções se dividem em seis grupos elencando quatro times em cada. As duas melhores colocadas de cada grupo, mais os quatro melhores terceiro colocados dentre todos os seis grupos, avançarão para o mata-mata.

A fase eliminatória se desenvolve em oitavas de final, quartas de final, semi-finais e final. A competição voltou a ter a fase de oitavas de final. A fórmula da EURO não inclui disputa de terceiro e quarto lugar. Confira agora o grupo F.

Grupo F: Portugal, Islândia, Áustria e Hungria.

Portugal
Melhor colocação: vice-campeão em 2004.
Treinador: Fernando Santos
Provável time-base: Rui Patrício, Cédric Soares, Bruno Alves, Pepe e Raphaël Guerreiro. João Moutinho, Renato Sanches, André Gomes e Nani. Cristiano Ronaldo e Éder (Quaresma).

A tradicional seleção de Portugal prepara-se para disputar sua sétima EURO. A equipe participou das últimas cinco edições do torneio, de forma ininterrupta. Na última edição em 2012, ficou em terceiro lugar ao ser eliminada nos penaltis das semi-finais, pela campeã Espanha.

O grupo presente na EURO 2012 tinha condições de desenvolver um bom Mundial, o que não aconteceu em 2014. Os lusitanos comandados por Paulo Bento (atual Cruzeiro/Brasil), não passaram da primeira fase. Bento deixou o comando da seleção logo depois, sendo substituído por Fernando Santos.

Santos por sua vez, esteve à frente da seleção da Grécia no Mundial de 2014. Os gregos também foram eliminados na primeira fase. Em sua segunda experiência com uma seleção, Fernando Santos (61 anos) ostenta um currículo expressivo, elencando passagens por clubes em Portugal e Grécia. Seu título mais representativo foi a Liga Sagres portuguesa 1998/1999, à frente do FC Porto.

O português Nani, que fez uma boa temporada no futebol turco e voltou a ter protagonismo na seleção. (Foto: Miguel Riopa –AFP)
O português Nani, que fez uma boa temporada no futebol turco e voltou a ter protagonismo na seleção. (Foto: Miguel Riopa –AFP)

Por não ter um elenco numericamente privilegiado, os portugueses esperam ter seus principais jogadores em boas condições físicas. Algo que não aconteceu no Mundial 2014. Só na partida de estreia na copa no Brasil, os lusitanos perderam Hugo Almeida (atacante) e Fabio Coentrão (lat.esquerdo), lesionados.

O time de Fernando Santos pode se desenhar no 4-2-3-1 padrão, vertendo-se em 4-3-3. O diferencial técnico ainda é Cristiano Ronaldo (Real Madrid/Espanha). Por outro lado, vale ressaltar o ressurgimento de Nani (29 anos, Fenerbahce) e Ricardo Quaresma (32 anos, Besiktas), atualmente no futebol turco.

Nani e Quaresma foram superestimados quando surgiram no futebol europeu, tendo sido rapidamente equiparados a Cristiano Ronaldo, ainda em pouca idade. Na última temporada Nani atuou em 46 partidas, anotando 12 gols pelo Fenerbahce, isso contabilizando jogos pela liga turca e pela Copa da Turquia.

Em sua segunda passagem pelo Besiktas, Quaresma também fez temporada regular, disputando 30 partidas e anotando 4 gols (somando liga e copa). O atacante ajudou o seu clube a vencer a última edição da Süper Lig turca.

Os portugueses devem avançar ao mata-mata sem muitos problemas.

Islândia
Melhor colocação: estreante
Treinadores: Lars Largerbäck e Heimir Hallgrimsson

A curiosa seleção da Islândia chega pela primeira vez a uma competição expressiva. Os islandeses nunca disputaram um Mundial e chegaram à EURO pela primeira vez, isso mesmo a Associação Islandesa de Futebol tendo sido fundada em 1947.

Seu país tem uma pequena dimensão territorial (102,774 km quadrados), que abriga pouco mais de 332 mil habitantes. A seleção islandesa é treinada por uma dupla de técnicos, o sueco Lars Largerbäck (67 anos) e o islandês Heimir Hallgrimsson (48 anos).

O Lars Largerbäck comandou a Suécia (2002 e 2006) e a Nigéria (2010), em Mundiais. Já Hallgrimsson é islandês, tendo se especializado em treinar times do futebol feminino local. Hallgrimsson chegou a seleção da Islândia masculina em 2011, como assistente.

A equipe islandesa adentra à EURO 2016 para competir. Seu atleta mais conhecido, é o veteraníssimo atacante Eidur Gudjonssen (37 anos), ex-Chelsea e Tottenham Hotspur (Inglaterra) e Barcelona (Espanha). O setor de meio-campo conta com alguns jogadores em clubes expressivos da Europa.

O volante Birkir Bjarnasson é titular do suíço Basel. O meia-atacante Gylfi Sigurdsson, já atuou pelo Tottenham Hotspur e fez boa temporada pelo Swansea City, na última edição da Premier League inglesa. O veterano meia Emil Hallfredsson (31 anos), era ídolo do italiano Hellas Verona e acaba de assinar com a Udinese.

Os islandeses disputam a terceira vaga do grupo F com a Hungria.

Áustria
Melhor colocação: décimo terceiro lugar em 2008
Treinador: Marcel Koller

A seleção da Áustria é bastante tradicional, embora tenha disputado o seu último Mundial em 1998. Os austríacos foram terceiro colocados no Mundial de 1954. Porém sua primeira participação na EURO, se deu apenas em 2008. A equipe não passou da primeira fase.

O time é treinado pelo ex-meia suíço Marcel Koller, que como técnico fez trabalhos expressivos no futebol suíço e alemão. Koller (51 anos) está no comando do time da Áustria desde 2011. Sua equipe comemora o sorteio que a colocou num grupo sem campeões mundiais, nem campeões europeus.

Os austríacos são candidatos a uma das duas primeiras vagas do grupo F. A equipe tem alguns jogadores de renome, em clubes expressivos da Europa. O capitão do time é o lateral-esquerdo Christian Fuchs, peça importantíssima do Leicester City campeão inglês 2015/2016.

No meio-campo David Alaba tem muito mais protagonismo que em seu clube, o poderoso FC Bayern/Alemanha, onde atua como lateral. Outros destaques são os meio-campistas Marcel Sabitzer e Stafan Ilsanker, ambos do Red Bull Leipzig que ascendeu a segunda divisão alemã, e jogará a próxima Bundesliga.

No ataque os destaques são o veterano Marc Janko (32 anos, Basel/Suíça), artilheiro da seleção com 26 gols, e Marco Arnautović ídolo do Stoke City/Inglaterra. Ex-Internazionale/Itália e Werder Bremen/Alemanha, Arnautović é o principal atleta do Stoke, tendo disputado 40 partidas e anotado 12 gols na temporada 2015/2016.

Hungria
Melhor colocação: terceiro lugar em 1964.
Treinador: Bernd Storck

A seleção da Hungria é uma das mais tradicionais da história do futebol. Em seus anos dourados entre as décadas de 1950 e 1960, o time húngaro contou como mitos como Sandor Kócsis, Nandor Hidegkuti e Ferenc Puskás. Seu maior feito é um tricampeonato olímpico, obtido nos Jogos Olímpicos de 1952, 1964 e 1968.

Em Mundiais, os húngaros ostentam dois vice-campeonatos (1938 e 1954), porém não disputam uma copa do mundo deste 1986. Com a EURO disputada desde 1960, os húngaros só a jogaram em duas oportunidades, em 1964 (terceiro lugar) e 1972 (quarto lugar).

Em 2016, a Hungria iria completar 30 anos de ausência da EURO mas conseguiu se classificar nas Eliminatórias, contando com torcida simpatizante de lugares além da próprio país. A federação húngara apostou numa comissão técnica alemã, encabeçada pelo treinador Bernd Storck. Seu assistente é o antigo ídolo do Nationalelf alemão, Andreas Möller campeão Mundial em 1990 e da EURO em 1996.

O time húngaro não tem grandes destaques individuais. Os principais atletas são o meia-atacante e capitão Balázs Dzsudzsák (18 gols pela seleção, Bursaspor/Turquia), os atacantes Ádám Szalai (Hannover 96/Alemanha) e Tamás Priskin (17 gols pela seleção, Slovan Bratislava/Eslováquia).

Para os húngaros retornar à EURO já é um grande feito. A equipe briga por uma terceira colocação do grupo com a Islândia.

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