Champions League: finalistas definidos.

Nas últimas terça e quarta-feiras tivemos os jogos de volta das semi-finais da Champions League. Na terça o Atlético de Madrid se classificou para a final, mesmo perdendo de 2×1 para o FC Bayern. Na quarta, o Real Madrid se tornou o segundo finalista, ao bater o Manchester City por 1×0.
Jogo de terça.

A Allianz Arena (Munique/Alemanha) testemunhou uma das melhores partidas desta edição da Champions League. Atlético e Bayern escreveram o segundo capítulo das semi-finais, numa partida disputada onde o apuro tático/técnico também prevaleceram.

O treinador rojiblanco Diego Simeone teve o time completo, com a adição do zagueiro Diego Godín, desfalque na partida de ida. O Bayern buscou o ataque desde o início, abrindo o placar aos 31 min, em cobrança de falta do ex-Real Madrid Xabi Alonso. O volante bávaro contou com desvio da bola no zagueiro Giménez.

O mesmo defensor do “Atléti” cometeu penalti em Javi Martínez, minutos depois. Thomas Müller cobrou mas o goleiro rojiblanco Oblak defendeu. Na segunda etapa, Simeone substituiu o marcador Augusto, pelo meia-atacante belga Yannick Carrasco. O “Atléti” empatou aos 53 min, com Griezmann recebendo passe primoroso de Fernando Torres.

Ao Bayern cabia atacar e a equipe do treinador Pep Guardiola se colocou novamente à frente no marcador, aos 73 min. Após jogada tramada em lances de cabeça, Vidal passou para Lewandowski finalizar e fazer 2×1. A reação bávara porém esfriou, após penalti inexistente marcado pelo árbitro em cima de Fernando Torres. “El niño” cobrou, mas Neuer defendeu.

Num placar total de 2×2 somada a vitória pelo placar minimo do “Atléti” na partida de ida, o gol anotado na Alemanha deu a classificação ao time de Simeone.

Jogo de quarta.

No Santiago Bernabéu (Madrid/Espanha), Real Madrid e Manchester City fizeram uma partida drasticamente oposta à vibração vista em Munique. Os blancos tiveram o retorno de Cristiano Ronaldo, mas a equipe treinada pelo ídolo Zinedine Zidane, teve grande dificuldade em dominar um desfalcado time citzen.

O treinador do City Manuel Pellegrini, não teve o meia-atacante David Silva por problemas físicos, algo que prejudicou sensivelmente o setor criativo da equipe. Imprevistos da mesma natureza tiraram o zagueiro/capitão Kompany, logo aos 9 min de partida.

A saída do defensor belga, líder da equipe substituído por Mangala, concedeu alguma insegurança ao time de Manchester. O gol do Real Madrid saiu aos 19 min em lance de Gareth Bale, que contou com desvio do volante brasileiro Fernando.

Na segunda etapa a partida seguiu igual, numa partida de muita disposição física e pouco apuro técnico. Pellegrini lançou o time à frente, sacando Touré e Navas para as entradas de Sterling e Iheanacho, o que possibilitou um desenho em 4-3-3.

Pelo lado blanco a ausência de Casemiro abriu espaço para Isco, que fez uma partida esplendorosa, cumprindo uma função de marcação e preenchimento de espaços. O pouco badalado meia espanhol, foi o fator definitivo para equipe de Zizou não perder o equilíbrio defensivo.

O Manchester City encerrou o “ciclo Manuel Pellegrini” de forma digna. A equipe nunca havia avançado as oitavas de final do torneio. O treinador de origem chilena mais uma vez levou uma equipe às semi-finais da CL, repetindo o feito da temporada de 2005/2006, à frente do Villarreal.

Os dirigentes citzens sempre afirmaram que o objetivo do clube em sua era milionária, era torná-lo vitorioso em âmbito nacional e competitivo em âmbito continental. Poderá almejar algo mais a partir da próxima temporada, sob comando de Pep Guardiola.

Uma vez que a partida em Manchester acabou sem gols, a vitória por 1×0 foi o suficiente para um não convincente Real Madrid, obter a segunda vaga da final.

Tal qual na final da edição 2013/2014 da Champions League, Atlético de Madrid e Real Madrid decidirão o título da edição 2015/2016, no próximo dia 28 de maio. A partida acontecerá no San Siro em Milão (Itália).

Imagem dos jogadores do Real Madrid junto ao zagueiro citzen Kompany (caído): Paul White – AP