Champions League: Barcelona 2×1 Atlético de Madrid – o duelo tático.

Em partida de ida válida pelas quartas de final da Champions League, o Barcelona venceu o Atlético de Madrid por 2×1 na Catalunha (Espanha). A partida foi tensa e mais uma vez os culés venceram com um jogador a mais. Aliás, os três últimos confrontos entre os times resultou em vitórias por 2×1 para os blaugrena.

O segundo destes últimos três confrontos (os dois primeiros pela atual edição de La Liga), o Atlético terminou com nove jogadores em campo. O confronto desta terça-feira pela CL, os colchoneros tiveram Fernando Torres, autor do gol, expulso minutos depois de anotá-lo.

Barcelona

O técnico Luís Enrique mandou a campo Ter Stegen, Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba. Busquets, Rakitić e Iniesta. Messi, Neymar e Suárez. O desenho tático era o seu 4-3-3 típico. Enfrentando onze adversários colchoneros, o Barcelona teve dificuldades extremas durante toda a primeira etapa.

O uruguaio Diego Godín retornou à zaga do Atlético e anulou bem seu companheiro de seleção, Luís Suárez. O trio ofensivo catalão “MSN”, não conseguia se desvencilhar do “ferrolho” armado pelo treinador Diego Simeone. A marcação iniciava-se alta, com Fernando Torres postado na parte do circulo central de seu próprio campo.

Simeone permitia que os adversários culés ostentassem a posse de bola e seu intento era sair nos contra-ataques. Com Fernando Torres expulso aos 34 min, o Barcelona ainda teve dificuldades no fim da primeira etapa, mas naturalmente acharia mais espaços pelo adversário ter um homem a menos.

Quando a partida se tornou um ataque (Barcelona) contra defesa (Atlético), Suárez com oportunismo fez a diferença pelos culés, anotando os dois gols. No pós-jogo, da parte do “Atléti”, muito se cobrou uma expulsão de Suárez por agressões a Juanfran e Filipe Luís.

Atlético de Madrid

Simeone escalou o time rojiblanco com Oblak, Juanfran, Godín, Lucas e Filipe Luís. Gabi, Koke, Saúl e Carrasco. Griezmann e Fernando Torres. O desenho tático variou o 4-3-3 para o 4-1-4-1/4-2-3-1, lembrando que o módulo 4-3-3 é possível para o “Atléti” desde o início da atual temporada, devido a chegada do belga Yannick Carrasco.

O meia belga é um jogador de transição que atua pelos lados do campo. A variação no campo ofensivo passa pela versatilidade oferecida por ele, Griezmann e Koke. O 4-1-4-1/4-2-3-1 é possível com os três formando as linhas de 4 (mais Saúl) ou 3 meias ofensivos. Carrasco é o atleta que representa o quarto ou quinto homem de meio-campo, quando o time em 4-3-3, perde a bola. Ele se desvencilha do tridente ofensivo.

O gol colchonero saiu aos 24 min, em jogada iniciada pela direita. Koke recebeu pouco a frente do circulo central e anteviu o espaço entre a defesa por onde Fernando Torres apareceu para receber a bola e concluir, tocando por baixo das pernas de Ter Stegen. O domínio colchonero até pouco depois da expulsão de Torres aos 34 min, era evidente.

Com onze atletas em campo, Simeone consegue propôr uma ocupação de espaços perfeita. Com seu campo de defesa “povoado” os laterais blaugrenas (Alves/Alba), não conseguem avançar. É porém, uma estratégia que acaba por exaurir fisicamente os atletas colchoneros, sendo necessário dispôr de todos os seus jogadores em campo. Tem como dano colateral a obrigação defensiva dos atacantes, que podem cometer faltas em excesso. Torres foi expulso por receber dois cartões amarelos em 34 min.

Na segunda etapa, sem Torres, Simeone abdicou do jogo aceitando o “ataque contra defesa”, postando jogadores de força física como Augusto Fernández e Thomas Partey para segurar o jogo. Com o gol marcado fora, uma vitória simples na partida de volta em Madrid, classifica o Atlético.

Atlético e Barcelona já realizam a partida de volta no Vicente Calderón, na próxima quarta-feira, 13/04.

Imagem de Godín (à esquerda) e Iniesta: Vicens Gimenez