Atlético de Madrid: “isto é o que nós somos”.

O Atlético de Madrid mal teve tempo de comemorar a vitória sobre o Real Madrid (1×0), no último sábado por La Liga e já se prepara para entrar em campo pela vigésima-sétima rodada do torneio mesmo, nesta terça-feira. A sequência frenética se iniciou na última quarta-feira contra o PSV Eindhoven, pelas oitavas de final da Champions League.

Três dias depois, os colchoneros bateram os rivais blancos no derby e até o momento em que entrarem em campo contra a Real Sociedad, vão ter tido cerca de 48 horas de repouso. O êxito sobre o time merengue obteve grande repercussão, primeiro pelo Atlético ter atuado em sua forma característica e segundo, por contabilizar a terceira vitória consecutiva em La Liga, dentro do Santiago Bernabéu domínio adversário.

“Nós somos o Atlético de Madrid. Esta partida nos definiu claramente enquanto time. Isto é o que somos”. Foi o que expressou o treinador Diego Simeone em coletiva pós-jogo, conforme ressaltou o site da Four Four Two inglesa. O Atlético se portou de forma habitual, ostentando marcação alta e explorando contra-ataques em velocidade.

O desenho tático sem o lesionado Carrasco varia o 4-4-2 para o 4-2-3-1/4-1-4-1 se necessário. Mesmo com dois atacantes (Griezmann/Fernando Torres), Simeone ordenou que o time sufocasse a equipe de Zinedine Zidane. A marcação começava com os próprios Griezmann e “el niño”, pressionando o miolo de zaga blanco.

Sufocando os merengues.

Postados “homem a homem” aos atletas blancos, sem a posse de bola o “Atleti” não dava espaços povoando o meio-campo, o que inutilizou as presenças de James Rodríguez e Isco. Verter o 4-4-2 para o 4-1-4-1, implicava em ter Griezmann recuado ao meio-campo. Em alguns momentos, Torres também se aglutinava ao meio designando um 4-6-0.

Detendo a posse de bola, obrigava o Real Madrid a ver-se acuado em seu próprio campo. Sem os atacantes blancos na área adversária, Kroos e Modrić tinham anuladas suas capacidades de aproveitamento na bola longa. O desespero blanco fazia com que os laterais se projetassem (Carvajal/Danilo).

Nos espaços deixados por eles, o Atlético encontrava seu jogo. O gol da vitória saiu em lance iniciado por Filipe Luís, avançando nas costas de Carvajal. O gol foi de Griezmann, que encerrou jejum de seis partidas sem anotar. Os laterais colchoneros (Filipe/Juanfran), ainda avançavam alternadamente para atrair os meias merengues e abrir espaços.

O Atlético venceu ostentando apenas 29% da posse de bola, segundo informou o periódico espanhol El País. Contrariando seu próprio estilo de jogo aguerrido, o time rojiblanco fez ainda menos faltas do que o Real Madrid (13×14).

Contra si Simeone lida com as consequências do desgaste físico demandado por dois jogos em três dias, que podem afligir seu plantel. Uma surpresa no derby foi a reaparição do meia Augusto Fernández, recuperado de lesão prevista para ser sanada em dois meses (lesionou-se em 31/01). Augusto atuou por 76 min.

Atlético de Madrid x Real Sociedad se enfrentam nesta terça às 17 hr (horário de Brasília), no Vicente Calderón (Madrid/Espanha). O rojiblanco é o vice-líder na tabela (58 pontos). La Liga espanhola está sendo transmitida no Brasil pela ESPN e Foxsports.

Imagem dos jogadores do Atlético comemorando a vitória: Jaime Villanueva