Os brasileiros na Libertadores 2016 (parte II – grupo 2).

Nesta série de posts dedicados aos grupos da Taça Libertadores, seguimos comentando aqui apenas os grupos onde se encontram os cinco times brasileiros, classificados para a edição 2016 do torneio.

O regulamento determina que oito grupos contendo quatro times cada um, proponha embates de ida e volta. Em cada grupo, todos jogam contra todos e os dois melhores colocados de cada um dos oito grupos, avançam às oitavas de final.

Grupo 2

Equipes: Nacional (Uruguai), Palmeiras (Brasil), Rosario Central (Argentina), River Plate (Uruguai)

Um grupo equilibrado onde o fator tradição pesa a favor do uruguaio Nacional, atual campeão nacional do Uruguai. O time é tri-campeão da Libertadores (1971, 1980 e 1988). Depois dos uruguaios, o surge o Palmeiras ostentando seu êxito obtido na edição disputada no ano de 1999.

O Nacional é comandado pelo jovem treinador Gustavo Munúa, ex-goleiro da seleção uruguaia que atuou no futebol espanhol e italiano. Dispõe de plantel experiente, contando com o lateral uruguaio Jorge Fucile (ex-FC Porto e Santos) e com o veterano volante Eguren, que jogou no futebol sueco e espanhol.

Eguren também atuou pelo Palmeiras entre 2013 e 2014. No ataque os uruguaios apresentam o atacante brasileiro Leo Gamalho (ex-Inter/RS, Botafogo e Bahia), além do veteraníssimo atacante Sebastián Sosa (ex-Palermo e Empoli, ambos da Itália). O principal jogador de frente é o jovem Nicolás López, de apenas 23 anos.

López já contabiliza passagens pelo futebol italiano (Roma, Udinese e Hellas Verona) e espanhol (Granada), além de atuações frequentes pelas seleções de base do Uruguai.

Palmeiras

Junto ao Atlético/MG, o Palmeiras dispõe do melhor time base/plantel dentre os competidores brasileiros inscritos, na atual edição da Libertadores. A equipe conseguiu segurar praticamente todos os principais atletas do time campeão da Copa do Brasil 2015, além do treinador Marcelo Oliveira.

Nas primeiras rodadas do Paulistão, Oliveira chegou a ensaiar algumas variações táticas, detalhe não explorado durante a temporada passada. Em algumas circunstâncias o time variou o desenho tático do 4-2-3-1 para um 3-5-2, com Egídio destacado da linha defensiva, sendo aberto pela ala esquerda. Este módulo tático é possível desde que o zagueiro Edu Dracena (34 anos), esteje em boas condições físicas, cabendo a ele a função de defensor central.

O plantel dispõe de jogadores experientes, tais quais o citado Dracena e Arouca (ambos campeões da Libertadores 2011 pelo Santos). O veterano meia/lateral Zé Roberto (ex-Real Madrid, Hamburgo e FC Bayern) e o atacante Lucas Barrios, titular da seleção paraguaia e bi-campeão alemão pelo Borussia Dortmund.

Somados a estes valores há os jovens Dudu e Gabriel Jesus, que se não se perderem no aspecto mental devido a imaturidade, são trunfos importantes para o time alviverde. O antigo Palestra se vê junto ao Nacional e ao argentino Rosario Central, numa disputa pelas duas primeiras vagas.

Correm por fora.

Tradicionalíssimo dentro da argentina o Rosario Central tem um elenco jovem, treinado pelo técnico Eduardo Coudet. O ex-meia argentino foi campeão como jogador da extinta Taça Conmebol 1995, único título continental obtido pelo Rosario Central, vencido sobre o Atlético/MG em sua decisão.

O Rosario tem como característica principal o “fator campo”, uma vez que as partidas disputadas no Gigante de Arroiyto (Rosario/Argentina), costumam ser bastante tensas. O plantel apresenta o volante Barrientos (ex-Atlético/PR) e o meia-atacante Franco Cervi (emprestado pelo Benfica). Isso além da veterana dupla de ataque Cesar Delgado (ex-Lyon) e Marco Ruben (ex-Villarreal e Dynamo Kiev).

O River Plate uruguaio, que conta com três atletas brasileiros no elenco, é o espectador privilegiado

Estreia do brasileiro: no dia 16/02, terça-feira o Palmeiras visita o River Plate uruguaio em Maldonado (Uruguai), às 21:45 hr (horário de Brasília).