Champions League: PSG 2×1 Chelsea – o duelo tático.

Na última terça-feira, o francês PSG recebeu o inglês Chelsea no Parc des Princes (Paris/França), na partida de ida válida pelas oitavas de final da Champions League. Apesar da derrota por 2×1, o Chelsea está “no jogo”, devido ao gol qualificado anotado na casa do adversário. A vitória pelo placar mínimo em Londres, classifica os blues.

Paris Saint-Germain.

Pelo lado parisiense, o técnico Laurent Blanc afastou o lateral-direito Aurier, na véspera por atos de indisciplina. Aurier vinha fazendo uma boa temporada, tendo solucionado o problema do time no setor. Embora não seja um jogador técnico, Aurier compensava na capacidade física. É superior a Van Der Wiel, na parte defensiva.

Blanc escalou o time com Trapp, Marquinhos, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell. Motta, Verratti e Matuidi. Di Maria, Ibrahimović e Lucas. O zagueiro Marquinhos foi postado no lugar de Aurier. O terceiro zagueiro dava a opção do 4-3-3, verter-se num 3-4-3, quando Maxwell se destacava da linha de quatro defensores.

A não ser pela presença de Angel Di María, o módulo foi similar ao do PSG que eliminou o próprio Chelsea, nas oitavas de final da última edição da CL. Blanc tem sido melhor gestor de egos do que estrategista, confiando em demasia no talento dos atletas de ataque à sua disposição. Isso valendo-se uma defesa quase intransponível.

O primeiro gol anotado por Ibrahimović não se originou de um arroubo de talento, mas sim de uma bola que desviou no defensor adversário (Obi Mikel).

Com Cavani ou sem Cavani, eis a questão?

Na última temporada, Cavani e Ibrahimović jogavam juntos, simplesmente porque são os atletas mais caros do elenco. São fisicamente parecidos e tecnicamente versáteis, pois podem se alternar atuando como homens referência, dentro da área adversária ou fora dela alternadamente.

Com a chegada de Angel Di María na atual temporada, quem perdeu espaço foi o uruguaio Cavani. Di María é um “enganche” argentino que pode atuar centralizado, mas melhor se deslocado pelas extremidades. Na prática flutua numa linha de 3 meias ofensivos, do 4-2-3-1, sem muitos problemas.

Numa variação 4-4-2/4-3-3, Di María pode ser o atleta crucial que completa o quarto homem de meio no primeiro módulo, ou terceiro homem de ataque no segundo módulo. Quis o destino que o gol da vitória saísse de um lançamento do argentino para Cavani, três minutos depois do uruguaio entrar no lugar de Lucas.

Chelsea

Já o treinador holandês Guus Hiddink também lidou com problemas no setor defensivo, mais exatamente no miolo de zaga. O francês Zouma se lesionou há algumas semanas e está praticamente fora da temporada. O capitão John Terry teve um problema muscular, sofrido na rodada de fim de semana da Premier League.

Hiddink escalou os blues com Courtois, Azpilicueta, Cahill, Ivanovic e Rahman. Obi Mikel, Fàbregas. Pedro, Willian e Hazard. Diego Costa. O módulo foi um 4-2-3-1. Na linha defensiva, Ivanovic deixou a lateral-direita para compor o miolo de zaga junto ao confiável Cahill, que voltou a ser titular.

Versatilidade na defesa e posse de bola.

Geralmente lateral-esquerdo, Azpilicueta foi deslocado para a direita, com Rahman, dotado de maior força física na esquerda, dando a opção de se desprender. O 4-2-3-1 de Hiddink também possibilitava um 3-4-3 (com Rahman avançando e se aglutinando ao meio-campo) ou 3-5-2, pois Mikel pode ser um interditor fixo à frente da defesa.

Experiente (e campeão de CL pelo PSV Eindhoven), Hiddink adotou uma postura propositadamente defensiva, atraindo o PSG para o seu campo. Tanto é que o PSG teve índice de posse de bola superior (61%). Porém, a qualidade técnica de Hazard, Fàbregas, Pedro e Oscar (que entrou no decorrer), poderia ser usada a favor, possibilitando aos blues a contenção da posse de bola.

O objetivo era anotar um gol na casa do adversário, algo obtido. Curiosamente, o Chelsea fez apenas uma substituição na partida (Oscar que surgiu no lugar de Hazard, ao fim da segunda etapa).

Chelsea x PSG fazem a partida de volta das oitavas de final da CL, em Stamford Bridge (Londres/Inglaterra), no próximo dia 09 de março.

Imagem de Thiago Silva (a esquerda) e Diego Costa: AFP – Getty Images.