Atlético de Madrid: #Torres100

Neste sábado o Atlético de Madrid re-encontrou o caminho da vitória em La Liga, após vencer por 3×1 o Eibar, em compromisso válido pela vigésima-terceira rodada. O confronto realizado no Vicente Calderón (Madrid/Espanha) trouxe várias entrelinhas cabalísticas, algo que fez o El País descrevê-lo enquanto digno de um roteiro do diretor Quentin Tarantino.

Lidando com suspensões de Filipe Luís e do capitão Diego Godín, o treinador rojiblanco Diego Simeone, ainda contornou a indisponibilidade de Savic, zagueiro e substituto imediato do citado Godín. “Cholo” Simeone mandou a campo uma formação confirmando improvisos na defesa. Mas sem Fernando Torres entre os titulares no ataque, ao contrário do se suspeitava na véspera.

Os colchoneros tiveram Oblak, Gaméz, Giménez, Saúl e Lucas. Gabi, Koke, Thomas e Carrasco. Griezmann e Angél Correa. O desenho tático variava do 4-4-2 para o 4-3-3, com Carrasco se desprendendo do meio-campo, para se aglutinar à dupla ofensiva Griezmann/Correa. A defesa teve Gaméz deslocado para a direita e o meia Saúl, inusitadamente improvisado na quarta zaga.

Também sem o titular Juanfran na lateral-direita, a “invencionice” de ter Gaméz no setor cobrou seu preço, logo no início do segundo tempo. Gaméz falhou e Keko abriu o placar para o Eibar aos 45 min. No entanto, o Atlético chegou rapidamente ao gol de empate aos 55 min, com Giménez anotando de cabeça, após cobrança de escanteio de Koke.

Simeone lançou o time à frente, sacando Thomas e Correa, para dispor em campo Óliver Torres e Luciano Vietto. O intento ofensivo poderia oferecer um 4-2-3-1 ou um 4-2-4 com Óliver e Carrasco incisivos pelos lados do campo. O gol da virada colchonera porém saiu noutra jogada de escanteio, desta vez com Saúl aproveitando de cabeça e fazendo 2×1, aos 62 min.

O Atlético tinha o jogo nas mãos e 13 minutos depois, Simeone mandou Fernando Torres à campo, tirando o belga Carrasco. O intento era que Griezmann e “el niño” Torres proporcionassem contra-golpes, ou predessem bola no campo de ataque. Aos 90 min, Vietto escapou pela esquerda e cruzou para Torres anotar seu centésimo gol com a camisa colchonera.

100, um número cabalístico.

O nonagésimo nono gol de Torres foi anotado há cinco meses atrás na partida do Atlético contra o Eibar, válida pelo primeiro turno desta edição de La Liga. De lá pra cá alguma desconfiança pairou sobre o atacante espanhol, ainda ídolo do Atlético que o revelou há vinte anos atrás.

A partida ainda contabilizou a centésima vitória de Diego Simeone em La Liga, no comando do time colchonero. O periódico espanhol El País contabiliza que “Cholo” tem 100 vitórias em 154 confrontos, desde que chegou ao clube em 2011. Segue porém atrás do técnico Luís Aragonés, que obteve 194 vitórias em 407 partidas de La Liga pelo “Atleti”.

Torres ofereceu a camisa utilizada no confronto a Manuel Briñas, fundador da Escuela de Fútbol del Atlético, inicialmente fundada nos anos 1970 sem vínculos com o clube, e então nomeada Club Polideportivo Amorós. Foi Briñas quem descobriu “el niño”, ainda adolescente.

Na coletiva pós jogo, Simeone que vinha evitando falar sobre Torres nas últimas semanas, ressaltou o feito do atacante afirmando que “el niño” merecia “menção especial”. Sobre a sua centésima vitória, o treinador argentino ressaltou “o compromisso e a identificação dos atletas com quem trabalha”.

Disse que a marca só foi obtida graças a seus jogadores, e aos atletas com que passaram pelo clube desde 2011. O Atlético quebrou a sequência de duas rodadas de La Liga sem vitórias, seguindo na vice-liderança com 51 pontos.

Imagem de Torres (a esquerda) no lance do gol: Denis Doyle – Getty