PSV Eindhoven: a escola holandesa verticalizada.

Tradicional na Europa e na Holanda, o PSV Eindhoven foi um dos destaques da primeira fase da Champions League 2015/2016. A equipe integrou o difícil grupo B e surpreendentemente, eliminou o tricampeão da CL Manchester United, classificando-se junto com o alemão Wolfsburg.

O sorteio dos confrontos das oitavas de final, determinou que os holandeses enfrentarão o espanhol Atlético de Madrid, nos dias 24/02/2016 (Eindhoven/Holanda) e 15/03/2016 (Madrid/Espanha). Tal qual todo o futebol holandês, o PSV se vê em re-estruturação nestes tempos de futebol milionário e mercado futebolístico inflacionado.

A Holanda perdeu espaço nos últimos 20 anos conformando-se com a condição de pólo formador e exportador de atletas. No Brasil o PSV é bastante lembrado devido às exitosas passagens de Romário e Ronaldo “fenômeno” pelo clube, entre o fim dos anos 1980 e início dos anos 1990. O clube já venceu a Champions League, na temporada 1987/1988.

Atualmente

O atual treinador do PSV é o ex-meia-atacante Phillip Cocu, que serviu a seleção holandesa nos anos 90 e atuou pelo Barcelona. O periódico espanhol El País, descreve o conceito de futebol imposto por Cocu enquanto arraigado às raízes holandesas, mas ainda assim antenado ao futebol atual.

O PSV mantém características típicas do futebol holandês, como o uso de jogadores pelos lados externos do campo e valorização da posse de bola. Porém a verticalização que implica na saída de bola em velocidade de forma objetiva, é uma característica contemporânea forte da equipe.

A agremiação é a atual campeã da Eredivisie holandesa, mas sua base foi comprometida após a última janela de transferências. Como afirmamos, os times holandeses formam atletas para negociá-los e poderem fechar o caixa. A equipe de Eindhoven perdeu o atacante Wijnauldum e o destaque meia-atacante Memphis Depay. Ambos também da seleção da Holanda, foram para o futebol inglês para Newcastle United e Manchester United, respectivamente.

Em campo, Cocu foi obrigado a readequar a situação recorrendo à base. Financeiramente a equipe segue gerida pela Philipps, conhecida multinacional do ramo eletrônico. Em parte muito do êxito do PSV na primeira fase da CL foi creditado às partidas disputadas no Philipps Stadium, onde a pressão da torcida holandesa concedeu grande apoio. A equipe venceu os três jogos disputados em seus domínios, dentre as seis partidas da fase de grupos,2×1 contra o Manchester United, 2×0 contra o Wolfsburg e 2×1 contra o CSKA Moskow.

Como tradicionalmente se observa na Holanda, os times geralmente se desenham em 4-3-3. No caso do PSV re-designa-se outras formações táticas conforme a necessidade, a postura do adversário ou conforme se alternam as peças em campo. Geralmente a variação se redesenha nos módulos padrão dos atuais 4-2-3-1 ou 4-1-4-1.

O alicerce do meio-campo tem Propper, Hendrix e o mexicano Guardado. Pelos lados do campo Cocu tem à disposição o uruguaio Gastón Pereira e o destaque Narsingh, enquanto externos pelo lado direito. Pelo lado esquerdo, revezam-se Locadia e Lesttienne.

À frente o treinador lança expediente do centroavante Luuk De Jong (25 anos), apresentando um estilo típico de atacantes de área holandeses. De Jong é o artilheiro da atual temporada da Eredivisie com 13 gols, tendo anotado 19 gols, se somados os tentos feitos pelos outros torneios que o PSV está disputando (CL inclusa).

A defesa começa pelo goleiro Zoet, titular da seleção holandesa sub 21. O miolo de zaga conta com Hector Moreno e Bruma. Na lateral o destaque é o colombiano Santiago Arias, um trunfo recente do empresário lusitano Jorge Mendes (agente de Cristiano Ronaldo).

Foto de De Jong (número 9) finalizando em gol em partida da CL contra o CSKA: Dean Mouhtaropoulos – Getty Images