Ligue 1: en équilibre.

Olympique Lyonnais (ou Lyon), Paris Saint-German, Olympique Marseille e Monaco são respectivamente os quatro primeiros colocados da atual Ligue 1 francesa. O torneio se vê disputado e a exceção do milionário PSG, todos os times da liga se valem de planejamento que abdica loucuras financeiras. Há enfase nas categorias de base e na busca pelo “bom e barato”.

Sensação no primeiro turno o Marseille do treinador argentino Marcelo “el loco” Bielsa, perdeu o fôlego. Nesta vigésima sétima rodada cedeu a vitória para o Caen, ainda na abertura da rodada, na sexta-feira. Os marselheses perderam por 3×2 e se veem na terceira colocação com 50 pontos, isso depois de liderar a tabela por boa parte do primeiro turno.

No último sábado o atual líder Lyon, manteve-se à frente (54 pontos) mesmo perdendo para o Lille por 2×1 na casa do adversário. Era o precedente necessário para o PSG, atual bi-campeão do torneio saltar à frente neste domingo. Os parisienses iriam ao Louis II, no Principado de Mônaco enfrentar time local, badalado pelo 3×1 imposto sobre o Arsenal, na partida das oitavas de final da Champions League, dias antes.

Monaco 0x0 PSG.

O PSG de Laurent Blanc segue receoso e ciente da fase que não é das melhores. O time parisiense entrou em campo sem o meia-atacante brasileiro Lucas (lesionado) e sem o destaque Ibrahimović (suspenso). Blanc segue escalando o time com os três defensores brasileiros Thiago Silva/Marquinhos/David Luiz, como passou a fazer desde o confronto contra o Chelsea, pelas oitavas de final da CL.

O Monaco por sua vez não vencerá a CL e só fez o estardalhaço em Londres pelo torneio continental, porque o Arsenal realmente vai mal. O clube do Principado também se vale de investimento vultuoso oriundo da Rússia, desde a última temporada quando retornou da Ligue 2 (ou segunda divisão francesa).

Porém o time perdeu James Rodriguez (Real Madrid) e Falcao Garcia (Manchester United), no início da atual temporada não fazendo questão de segurá-los diante ofertas absurdas. Por outro lado, seu time-base comandado pelo treinador lusitano Leonardo Jardim, mostra-se suficiente para manter-se na disputa por classificação para torneios continentais. Não há destaques individuais com o time monagesco atuando de forma coletiva, defensiva e saindo nos contra-ataques quando pode.

O confronto no Louis II mostrou mais transpiração do que inspiração. Pelo lado parisiense Blanc opta por um desenho tático que varia do 3-5-2 para o 4-3-1-2, com Pastore ocupando o lugar do suspenso Ibrah. O meia argentino atuou como “1”, um “enganche” típico, com a dupla Cavani/Lavezzi à frente. A equipe criou oportunidades de gol, mas pecou nas finalizações.

O uso do terceiro zagueiro, seja Marquinhos ou seja David Luiz, se dá por dois motivos. O primeiro é assediado por outros clubes e precisa jogar e o segundo que custou um valor vultuoso no início da temporada, não pode ser reserva. Em contraparte, o PSG pode jogar para se defender mais pragmaticamente com ambos em campo. Assim, Blanc libera os laterais Van Der Wiel e Maxwell.

David Luiz é uma peça móvel, surgindo como primeiro volante e compondo a linha defensiva quando o time rouba a bola. A postura se desenha em 3-5-2 com os dois laterais se destacando dos lados externos do 4-3-1-2. Com Ibrahimović, o desenho é um 4-3-3, sem Pastore em campo.

O PSG se vê na vice-liderança com 53 pontos, um a menos que o líder Lyon e o Monaco é o quarto colocado, com 44 pontos. PSG e Monaco voltam se enfrentar na próxima quarta-feira em Paris, pelas quartas de final da Coupe de France.

Foto de Thiago Silva disputando bola com Martial do Monaco: Reuters.