Barcelona: o problema dos laterais.

O periódico espanhol El País foi coerentemente cruel com os laterais do Barcelona, um dia após a derrota por 3×2 pelo PSG, pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League. Os mesmos atendem pelos nomes de Daniel Alves (na direita) e Jordi Alba (na esquerda). Os espanhois sublinharam o crescimento do entendimento entre Neymar e Messi, que ocorre quando o blaugrena tem em decrepitude seu jogo coletivo.

A imprensa espanhola sem erro responsabilizou Alves pela falta que resultou no primeiro gol sofrido e Alba pelos outros dois gols anotados pelos parisienses. No português brasileiro houve uma “avenida” nas costas de Jordi Alba. Daniel Alves já está calejado, cogitava-se a sua saída do Camp Nou, algo que não ocorreu na última janela e seu substituto já está contratado, o controverso Douglas, ex-São Paulo.

O que acontece quando Alves está em campo, é similar ao que acontecia quando ele estava em campo pela seleção brasileira na copa. Até um Maicon em fim de carreira, no lugar de Alves soluciona os problemas. O El País criticou a disposição de Busquets ao centro, obviamente sobrecarregado, além de um jogo coletivo defensivo que já não funciona mais. Talvez porque atletas como Xavi e Iniesta embora craques, não possuam mais a mesma disposição física para marcar.

Uma solução reside no próprio miolo de zaga blaugrena. Há alguns meses o mundo inteiro viu Javier Mascherano em sua posição original, comandando a Argentina vice-campeã do Mundo. Mascherano foi volante no River Plate, no Corinthians, no Liverpool, na seleção olimpica argentina onde venceu duas medalhas de ouro seguidas. Xabi Alonso decrépito no FC Bayern não é páreo para Mascherano, o Real Madrid não tem um volante como Mascherano.

Os dois últimos títulos da CL vencidos pelo Barça de Guardiola (2009 e 2011) mostravam na escalação volantes/meias de muita força física, tais quais Yayá Touré e Seydou Keita, ao lado do próprio Busquets. Em termos de Barça, eram atletas “menores”. O Barcelona erra. Os adversários mais do que nunca sabem como os blaugrenas joga.

O “tik-taka” precisa ser reinventado.