Champions League: PSG 3×2 Barcelona.

Nesta terça 30/09 o Paris Saint German recebeu o Barcelona no Parc des Princes, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League. Os parisienses precisavam vencer, como de fato o fizeram, pois em caso de êxito do Barcelona, os catalães poderiam disparar na liderança do grupo F. Com o 3×2, o PSG agora lidera o grupo com 4 pontos. Muito provavelmente PSG e Barça devem levar as duas vagas para o mata-mata.

A imprensa espanhola destacou a boa atuação de Lionel Messi que contrastou com o resultado. Porém, a partida que representou a primeira derrota do Barça de Luís Enrique nesta temporada, foi também o primeiro teste realmente verossimil imposto ao clube catalão. O Barça esteve atrás no placar desde o início, quando David Luiz abriu o marcador para os parisienses aos 10 min de partida. Verratti e Matuidi anotaram os outros gols do PSG. Os gols blaugrenas foram feitos por Messi e Neymar.

Faltou ao clube catalão alguma consistência defensiva no meio-campo, devido a utilização da dupla Daniel Alves/Jordi Alba nas laterais. O meio teve Rakitić, Busquets e Iniesta. Daniel Alves com problemas defensivos é o mesmo da seleção brasileira na copa. Algo que solucionaria a questão, seria adantar Javier Mascherano para a cabeça de área, opção que nunca será colocada em prática na Catalunha.

O periódico espanhol El País, em contrapartida, enalteceu a presença de Thiago Motta, dúvida na véspera, postado a frente da defesa do PSG. Foi um teste válido para os catalães, mas diante de um PSG que não era o melhor possível, desprovido de Ibrahimović e de Thiago Silva. Na França o PSG começou mal a temporada e vê o Olympique de Marseille disparado a frente da tabela da Ligue 1. As notas mais sensacionalistas falam até em demissão do técnico Laurent Blanc. Talvez a melhor decisão de Blanc tenha sido escalar Thiago Motta, que deveria ir para campo mesmo se estivesse com uma perna só, na ausência de Thiago Silva.

Ibrahimović é o “solista” e principal finalizador da equipe, que quase se torna um time comum sem o sueco. Sem Ibrah a eficente movimentação sem bola de Cavani, se torna uma correira infertil, uma vez que o time tinha o próprio Cavani na área, com Pastore e Lucas ao seu redor. O que garante a regularidade é o investimento capaz de oferecer peças de reposição sem queda de qualidade.

Voltando ao Barcelona, embora hajam problemas expostos por um adversário qualificado, Luís Enrique tem em mãos um time em evolução, o qual não está se mostrando descaracterizado. Há problemas defensivos mas a essência ofensivista do “tiki-taka” está ali.

Foto: AFP