O Nationalelf de Löw: tetra-campeão

Eclodirá agora uma tendência besta e tipicamente brasileira de que tudo que vem de fora “é melhor”. Com certeza após a vitória da Alemanha sobre a Argentina, na final do Mundial 2014, “o melhor” virá da Alemanha.

A equipe de Joachim Löw precisa ser parabenizada por um projeto contínuo que vem desde o Mundial 2006, disputado em solo alemão. No conjunto e no planejamento este título não foi simples merecimento e sim, planejamento bem feito, e objetivo alcançado.

O conjunto alemão teve uma remanejamento e aproveitamento de peças, muito bem realizado. Mas não se trata de um grupo formado por 23 gênios. Miroslav Klose, depois de sua saída do Werder Bremen, na metade da década passada, nunca conseguiu emplacar uma sequencia convincente pelos clubes grandes onde passou (FC Bayern, entre eles). É um atacante em fim de carreira, dotado de habilidade mínima com os pés.

Mesut Özil foi a pior contratação da última temporada, realizada pelo Arsenal que dispendeu 50 milhões de Euros pelo futebol do meia, que também não havia emplacado no Real Madrid. Durante o primeiro tempo da decisão contra a Argentina, foi anulado de forma exemplar por Zabaleta, que o conhece muito bem dos embates entre Manchester City e Arsenal na Premier League.

Özil foi o “flop” mais caro da história dos gunners. Andre Schürrle, apesar de ainda jovem, não consegue ser titular absoluto no ataque do Chelsea. Não é uma vergonha ter Hulk, Bernard e Jô num time. A vergonha é não saber extrair o melhor de todos os atletas.

Doutor Sócrates costumava afirmar que a copa é uma feira futebolística, algo similar a uma semana de moda ou mesmo a uma semana do automóvel. A tendência futebolística dos campos europeus pelos próximos quatro anos, serão os jogadores e técnicos alemães. É como o cenário posterior a 1998, quando a França venceu o Mundial e a EURO 2000. Ou o cenário posterior a 2002, quando a Europa priorizava jogadores brasileiros.

A Joachim Löw e seus comandados, parabéns!