O Nationalelf de Löw: quando a coisa fica feia – parte I

A Alemanha continua com um dos melhores times do Mundial 2014, mesmo após o empolgante empate em 2×2, contra a seleção de Gana realizado no último sábado, pelo grupo G. Dentre os africanos, atualmente os ganeses possuem o time mais equilibrado. Se a seleção de Gana tivesse os marfinenses Gervinho e Yayá Touré, por exemplo, seria perfeito. .

Se comparado com os outros times europeus, a Alemanha possui um banco de reservas mais completo, que oferece tanto peças de reposição sem reduzir o nível de qualidade técnica, quanto possibilidade de variações táticas.

Plantel de ataque quase perfeito

Marco Reus, que fez grande temporada pelo Borussia Dortmund foi cortado já convocado, após se lesionar em amistoso, dias antes do Mundial começar. Podolski, Schürrle e Götze podem realizar a função de Reus, abertos pelo lado esquerdo. Os três atuam em grandes times da Europa. Podem jogar pelos lados do campo ou como “falsos centroavantes” numa formação 4-2-3-1.

Os três podem variar entre a linha de 3 meias ofensivos e o homem referência. No setor ofensivo porém, a Alemanha carece de um atacante de força física, convincente. Tal qual Cavani ou o Drogba. Inicialmente Mario Gómez era o titular nesta posição, mas foi preterido pelo FC Bayern, no início a última temporada, em nome do croata Mandzukić.

O Bayern negociou Gómez com a italiana Fiorentina, sendo que o atacante pouco jogou pela violá, perdendo seu posto na seleção. O técnico Joachin Löw reservou vaga para o veterano Miroslav Klose, ainda atuando em alto nível pela Lazio (Itália); disputar sua quarta copa do mundo.

75211_20140621180620Klose comemora seu décimo quinto gol em Mundiais. (foto: Wagner Carmo)

Com o time alemão atrás no placar, durante o segundo tempo do jogo contra Gâna, Klose num lance que aliou bom posicionamento e oportunismo em jogada de bola parada, anotou o gol de empate. E alcançou Ronaldo no topo o ranking dos maiores artilheiros dos Mundiais, com 15 gols. Na prática contra Gana, Götze, Özil e Thomas Müller (o que mais tem características de atacante de área), sofriam com o vigor físico dos defensores ganeses.

A mentalidade futebolsitica européia não consiste em buscar o gol incessantemente, mas sim em criar o maior número de jogadas coletivas possíveis, que objetivem possibilidade de gol. Atacantes que fazem muitos gols, ou futebolsitas que buscam o gol incessantemente, são uma virtude individualista do futebol brasileiro.