Special one last stand: Real Madrid 1×1 Manchester United

Mais uma vez começamos um post corrigindo um equivoco do post da véspera dos jogos desta quarta feira pelas oitavas de final da CL. Demos a entender que Cristiano Ronaldo visitaria Old Trafford onde foi ídolo mas o mando das partidas foi o oposto.

O United de Sir Alex Ferguson foi ao Santiago Bernabéu (Madrid/Espanha) enfrentar o Real Madrid de José Mourinho. A partida criou muita expectativa mas viu-se um jogo mais cerebral e equilibrado do que algo dotado de muitas emoções.

O Real Madrid até surgia animado após a goleada de 4×1 sobre o Sevilla por La Liga no último fim de semana. Aparentemente amenizando a fragil consistência psicológica da equipe. Sem seu líder Ilker Casillas no gol, Diego Lopez trazido na última janela de transferências surgia na equipe titular. Além de Lopez, os blancos tinham Arbeloa, Sergio Ramos, Varane e Coentrão. Alonso, Khedira, Özil e Di Maria. CR7 e Benzema.

Transpirando serenidade, o Manchester United parecia sim um time tradicional e tricampeão da CL, mantendo quase 15 pontos de distancia para o vice-líder da Premier League. Tentar conquistar ambas as competições não é um trabalho tão homérico assim para o time de Sir Alex.

O Real Madrid iniciou melhor o primeiro tempo mas em jogada de escanteio aos 20 min, Welbeck aproveitou de cabeça fazendo 1×0 para o United. Interessante perceber que os blancos não perderam a cabeça e o empate surgiu dez minutos depois. Di Maria inicialmente atuando pelo lado externo direito foi deslocado para a esquerda de onde cruzou, para ele, CR7 empatar também de cabeça. Marcando contra o ex-clube, Ronaldo comemorou discretamente.

No segundo tempo as equipes passaram a se estudar. Mourinho não dispôs Essien na cabeça de área como vinha fazendo nas partidas da CL, o que criava alguma dificuldade em conter os avanços red devil pelo meio. Sem Marcelo lesionado os blancos perderam uma forte capacidade ofensiva pelo lado esquerdo, sobretudo quando o brasileiro proporcionava jogadas com CR7.

Welbeck, Rooney e Van Persie dispõem-se num interessante trio ofensivo red devil, atualmente com o holandês podendo atuar mais centralizado e recuado. O Real Madrid arriscava a longa distância sem sucesso. Não houve um ‘nó tático’ mas sobressaiu-se algo que Mourinho sabe fazer desde os tempos do Chelsea, conter as alternativas de jogo do ‘boss’ (nas palavras do próprio Mou) Alex Ferguson.

O United tem um time sólido mas Mourinho, the special one estava conseguindo neutralizar o ataque red devil com uma linha defensiva formada por dois medíocres (Arbeloa/Coentrão), um superestimado (Sergio Ramos), um rookie (Varane) e sem um Essien na cabeça de área.

Para a partida de volta em Old Trafford o United leva uma boa vantagem do empate sem gols. Há na interpretação (veja bem a palavra ‘interpretação’) desde que vos escreve uma superioridade mental por parte de times montados por Sir Alex. A fragilidade psicológica do Real Madrid pode se desnudar com qualquer descuido em Manchester.

Enquanto isso na Ucrânia: como dizemos nos bingos no interior, também ‘comemos barriga’ na disposição do confronto entre Dortmund e Shakthar. Foram os ucranianos que receberam os alemães numa disputada partida em que o sim, favorito Dortmund obteve grande vantagem para a partida de volta na Alemanha.  Shakthar Donetsk e Borussia Dortmund empataram em 2×2!