Juve de volta e o “fenômeno” Stramaccioni

A vitória arrancada pelos cabelos no nonagésimo minuto diante do Bologna deixaram claro que a Juventus está mesmo de volta, erros de arbitragem incluídos. Mas o fato é que a Juventus tem um peso que os demaos clubes não tem quando está no auge do seu poder psicológico. Por isso que é difícil imaginar alguém ameaçando os piemonteses neste ano – seja oCavanidependente Napoli, seja o “fenômeno” temporal Stramaccioni na Inter. A Inter ainda aparece como protagonista por causa do extraordinário estado confusionário do Milan e de uma Roma em construção. Mesmo com um bom elenco, a Inter perderá o fôlego antes de conseguir fazer a Juventus sucumbir na tabela, dado um elenco cheio de veteranos e um treinador que não será protegido em caso de uma má fase. Na terra de cegos que se tornou o campeonato italiano, quem tem um olho é rei. Neste caso, a Juve.

Stramaccioni é um excelente treinador, mas não há registro de treinadores jovens debutando em times grandes conseguindo sucesso numa fase recente. Depois de Fabio Capello, o máximo que se conseguiu foram resultados medianos (Mancini, Tardelli, Ferrara et al). O elenco interista ainda tem qualidade, sem dúvida, e está ajudando o neotreinador, mas mais cedo ou mais tarde as coisas desandam e é a experiência acumulada que incute o respeito necessário nos jogadors que começam a desacreditar.

Esse é exatamente o oposto da Juventus. Seu técnico é respeitado no clube, teve experiências em clubes menores (como está fazendo Vincenzo Montella, que sugere um futuro interessante), o clube trabalha para protegê-lo, o elenco é experiente e entrosado e, mais que tudo, a Juventus recompôs-se, tornando-se um time extremamente determinado e confiante, especialmente jogando num estádio onde jamais perdeu (caminha para bater o recorde do Milan de 58 jogos – antes da partida com a Inter, a marca chega aos 38). A menos que haja um novo escândalo de resultados, é difícil imaginar que este ano não seja juventino.