EURO 2012: Alemanha continua favoritíssima!

Hoje em Gdansk na Polônia tivemos o segundo jogo válido pelas quartas de final da EURO 2012. É bem verdade que a Grécia se apresentava enquanto uma zebra em azul e branco tendo se classificado em segundo do grupo A.

Do outro lado tínhamos a favoritíssima Alemanha que apenas confirmou sua condição de…favoritíssima! Previsivelmente os helênicos se portaram defensivamente no primeiro tempo. Num jogo pragmático os alemães se saíram bem com o lateral Philip Lahm avançando aos 39 min do primeiro tempo e acertando um belo chute que culminou no primeiro gol do nationalelf.

Alemanha 1×0 Grécia. O segundo tempo foi um pouco diferente obrigando os helênicos a saírem para o jogo. Sistematicamente aguardando a proposta tática do adversário, o nationalelf viu Samaras que entrara no segundo tempo fazer 1×1. Num lance em que o atacante grego cometera falta puxando a camisa de Boateng.

Esperar o jogo adversário parece uma proposta arrogante porém em se tratando do nationaleff não temos nada além de autoconfiança. Percebendo o jogo ofensivo helênico os alemães buscaram a desigualdade que acontece aos16 min. Após cruzamento de Boateng, Khedira aproveita num belo chute faz Alemanha 2×1 Grécia. Sim Joachin Löw mudou o ataque alemão com Schulrre e Klose nos lugares de Podolski e Gómez respectivamente.

Poupar os adversários ou ter plena consciência de que tem-se em mãos um grupo com 22 titulares? Klose faz o terceiro gol alemão e um pouco depois Reus faz o quarto. No finzinho da partida um pênalti anotado após a bola bater na mão de Boateng. Salpingidis cobra e faz o segundo da Grécia. O interessante é a mentalidade germânica de pressionar a marcação sem necessariamente obrigar os homens de ataque a desarmar.

Todos marcam a saída de bola e se no próprio campo alemão quem saí para o desarme são os próprios zagueiros alemães, obviamente os mais indicados para o serviço. Marcar não quer dizer desarmar, algo que os alguns técnicos brasileiros não conseguem diferenciar.

Placar final Alemanha 4×2 Grécia, o previsível. Os alemães aguardam o vencedor da partida entre Inglaterra x Itália que acontece só no domingo.

Preleção

Aquecendo-se e concentrados devem estar Espanha e França que se enfrentam amanhã. É perfeitamente compreensível e digno de entendimento uma derrota da Espanha caso seu elenco finalmente ‘vire o fio’ no que diz respeito ao condicionamento físico. Boa parte deste grupo espanhol atual vem daquele campeão da EURO 2008.

Lembrem-se que estes atletas não tiveram tempo total de férias em 2009 pois jogaram a Copa das Confederações nem em 2010 pois venceram o Mundial da África do Sul. Mais além alguns são atletas importantes no Real Madrid e sobretudo no Barcelona. Ambos os clubes vem em ritmo absurdo há pelo menos duas temporadas.

Uma derrota da fúria não tirará seus méritos e para aquele povo é um time tão importante quando o Brasil de 70 para os brasileiros ou a Argentina de 86 para os argentinos. Afora isso, técnica, experiência e tradição deste grupo espanhol se mostram superiores ao elenco francês, muito interessante, mas que ainda se encontra em processo de formação.

Se os bleus conseguirem anular o jogo ofensivo pelas pontas da Espanha a chance de vencerem no contra-ataque é grande. Por não ter chegado nas melhores condições físicas, Fabregas tem feito falta na articulação do jogo pelo meio. O gol da classificação espanhola só saiu depois que ele entrou em campo contra a Croácia.

Os atacantes espanhóis são muito leves e tiveram dificuldade contra defensores croatas vigorosos. A Espanha não é derrotada por ter uma defesa intransponível e sim por conseguir manter a posse de bola, algo que impede o adversário de jogar. Nos bastidores bleus o técnico Laurent Blanc assumiu que houve desentendimentos nos vestiários após a derrota para a Suécia, mais uma vez o psicológico pode pesar. São dois títulos para cada lado, Espanha 1964/2008 e França 1984/2000.

Se por um lado falta aos bleus aquele ‘homem a mais’ realmente decisivo por outro seu grupo jovem pode perfeitamente superar as condições físicas da fúria. Falta aos franceses um Xavi ou um Iniesta. Saudades de Zizou que declarou que vê a si mesmo quando assiste Iniesta em campo. Cotação desde que vos escreve de possibilidade de avanço para as semifinais: Espanha 55% x 45% França.