A falácia da unificação

Não vou perder tempo (demais) escrevendo sobre a cômica oficialização dos títulos que a CBF fez para tirar a atenção de si e agraciar meia dúzia de clubes com uma esmola. Faço minhas as palavras de Alberto Helena Júnior em seu blog, incluindo algumas das observações sobre meu amigo Odir, cara honestíssimo, mas cujo fanatismo pelo Santos o transtorna vez por outra.

No mais, nada a comentar. Celebrar esses “títulos” é um sintoma de complexo de inferioridade. Continue lendo “A falácia da unificação”

Pistas sobre a futura elite do futebol brasileiro

Abaixo, uma tabela que mostra quantos pontos os clubes brasileiros fizeram no Brasileirão, seguindo uma pontuação bastante lógica (creio eu): O primeiro colocado faz 20 pontos, o segundo 19 e assim por diante. Nos anos em que houve mais de 20 clubes, o mínimo para cada um foi de um ponto. Sugestões sobre como aprimorar o sistema de avaliação são bem-vindas.  Continue lendo “Pistas sobre a futura elite do futebol brasileiro”

Caos no Ajax

Um titã adormecido do futebol europeu entrou novamente em águas agitadas. O Ajax perdeu o técnico Martin Jol depois que este pôs o cargo à disposição. Jol está cotado para assumir o Newcastle e sua saída é compreensível: ele não se dava com o diretor Danny Blind (o que confirma que ex-jogadores que almejem carreiras de técnicos não podem ser diretores de futebol), queria trabalhar na Inglaterra, sofre com uma doença do Ajax similar ao ‘Fator Flamengo’, uma entropia político-administrativa que faz com que sempre se seja refém de um fantasma escondido e não teve reforços, ao contrário do PSV que se preparou bem. Continue lendo “Caos no Ajax”

Rússia, sede da Copa e país que mais mata jornalistas

Um alerta enviado por um colega inglês do The Times, Ben Smith: a Rússia, país com o qual a Fifa decidiu se aliar ao vender a Copa de 2018, é o lugar onde mais se mata jornalistas em busca da verdade. Foram quase 400 nos últimos 15 anos – mais do que qualquer país em guerra ou mesmo a soma de muitos deles. Antes de pensar em bobagens de argumentar que a Fifa “optou por novos mercados” ou que a entidade quis a Copa na Cortina de Ferro, leia a lista. A Fifa negocia com assassinos. Segundo os dados revelados pelo Wikileaks, a diplomacia mundial trata a Rússia como sendo um “estado mafioso”. Vendo a lista é bem difícil conseguir se enganar para achar o contrário. Depois de fazermos uma Olimpíada na China, país com o pior recorde de respeito aos direitos humanos e ecologia, entregamos a Copa a um outro governo celerado. A Copa do Mundo perde cada vez mais a graça.