Morumbi fora

Creio que não seja necessário fazer nenhum comentário na questão do Morumbi, não faltam posts que já deixei a esse respeito. Não se trata de nenhuma paixão clubística: Pacaembu ou Parque Antártica reformados teriam o mesmo sentido. Só não faz sentido um segundo estádio público ser erguido porque meia dúzia de políticos vagabundos querem ganhar votos. Ricardo Teixeira não está fazendo nada fora do normal. Está apenas sendo ele mesmo. Nem mesmo vale a pena ficar irritado. Se o país e sua população preferem pagar a conta de R$50 bilhões da Copa, por que eu haveria de contestá-lo?

Este é um país que produziu quantidade fantástica de excrescências publico-políticas ao longo da história. Políticos sabidamente ladrões se elegeram (e ainda se elegem), mente-se publicamente para se ganhar audiência e como hienas, muitos brasileiros gostam de comer suas próprias fezes e dar risada em seguida. Se aqui tivéssemos saúde e educação 100%, eu acharia que esse tipo de despesa poderia ser estudada (a construção de um estádio), mas não é o caso.

Me parece que o São Paulo foi jogado fora da jogada por várias razões. Primeiro, por incompetência de bastidores (gostaria de ver algum animal lembrar que o clube é forte nesse critério), segundo, trata-se do preço pago por se opor a Ricardo Teixeira, terceiro, a dureza da campanha política que se aproxima na qual um estádio pode ser o pão e circo ideais para oferecer a eleitores burros como portas (e que não estão em falta no mercado). Vejamos nos próximos meses quem são os políticos sórdidos que se atrelarão ao projeto e aos eleitores com QI acima de 10, cabe a tarefa de puni-los na eleição.

Vale lembrar também que o enxotamento do Morumbi é um detalhe na curra que o erário público sofrerá no preparo para a Copa do Mundo. O gasto para se construir estádios em Cuiabá, Brasília e Manaus jamais será utilizado. As outras sede, ao menos têm públicos condizentes com novas arenas. Digamos que ao invés de gastarmos R$39 bilhões, gastaremos R$40 bilhões, ou seja, a diferença é “só” R$ 1 bilhão.