Tag: Zdenek Zeman (Page 1 of 3)

A crise existencial de um Barcelona perfeito

O Barcelona não está bem. A derrota para um Milan promissor, mas ainda medíocre e a derrota indiscutível para um Real Madrid determinado fazem crer que o time não está bem. A má fase não é técnica – é mental. Pensando no ano que vem (porque dificilmente conquista-se a Liga dos Campeões ou perde-se o Espanhol nas atuais circunstâncias), os catalães fariam bem a pensar num novo nome para seu banco de reservas. Por mais triste que seja, é fato que imaginar Tito Villanueva com a capacidade física que o cargo exige é otimismo puro. E sem treinador – como acontece hoje – nem o melhor time do mundo consegue jogar sem perder rendimento. O Barça precisa de um novo organizador.

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Adeus a Zeman e a Roma está mais pobre

Não era difícil imaginar que quando Zdenek Zeman colocou o Capitan Futuro Daniele De Rossi no banco, estava selando seu destino. Assim como o clube de Trigoria passou mais de uma década refém de Totti, agora mantém-se aprisionada pela autoridade de um jogador que é o único de seu elenco realmente cobiçado pela elite do futebol europeu. A demissão de Zeman não foi só um golpe de Estado dentro da hierarquia romanista, mas também uma exibição de força dos senadores do vestiário, aliados a um establishment não anunciado que envolve jornalistas, dirigentes e torcidas organizadas. Dificilmente a Roma conseguirá ter na sua história um outro técnico com uma proposta tão agressiva quando o tcheco.

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Antes houvesse outros Zemans

Minha admiração por Zdenek Zemannão tem limites. O tcheco enquadrou De Rossi e Oswaldo por falta de empenho.

ROME, ITALY - AUGUST 19:  Francesco Totti (L) ...

ROME, ITALY – AUGUST 19: Francesco Totti (L) of Roma and Zdenek Zeman head coach of Roma during the pre-season friendly match between AS Roma and Aris Thessaloniki FC at Olimpico Stadium on August 19, 2012 in Rome, Italy. (Image credit: Getty Images via @daylife)

Segundo a imprensa italiana, Zeman desancou o time depois da derrota para a Juventus e De Rossi foi queixar-se de que os treinos eram duros demais. A resposta foi zemaniana. Teve início a sessão de treinos mais pesada da temporada, repleta de abdominais e sprints na areia e antes da Atalanta, os dois estavam separados do elenco. O futebol precisa de mais Zemans. Não importa ganhar ou perder, mas sim o modo como se ganha ou perde. De Rossi é um excelente jogador, mas acredita ser um gênio que não é. Oswaldo, nem isso. Quem me dera ter em meu time um técnico com peito de enquadrar o Capitan Futuro, jogador mais valioso do time e visto como futuro capitão do clube. Houvesse mais Zemans e menos fantoches e o futebol teria mais caráter e mais diversão em campo (e menos, fora dela, nas baladas onde os jogadores se acabam). Nesta temporada, troco qualquer desfecho da Série A por um bom campeonato da Roma. Com Zeman, De Rossi pode vir a ser o melhor mediano da Europa. Com técnico qualquer, continuará sendo rosso contra Chievos e Pescaras e giallo contra Manchesters e Barcelona.

A vergonha italiana e a lei de Drácon

Seis anos depois, novamente a seleção se concentra em Coverciano para um torneio importante e está soterrada pelas denúncias de falcatruas, desta vez, partidas arranjadas por conta de apostas, ou Calcioscomesse. Nomes como os dos recém-campeões da Itália, Antonio Conte e Bonucci, do lateral Criscito, além de ex-ídolos como Signori e Doni (mitos de Lazio e Atalanta) e uma série de outros jogadores da Série A. O sério e não-político premiê italiano, Mario Monti, indignado com o futebol infecctado de seu país, sugere uma pausa de dois a três anos no futebol para que “o cidadão comum amadureça”. Naturalmente, a cartolagem e todas as rêmoras do sistema futebol apressam-se em dizer que tal coisa é impensável. Mas não é impensável, não. O escândalo de hoje é filho da leniência com os culpados de Calciopoli, o escândalo de 2006 que terminou praticamente sem punidos porque a Itália venceu a Copa do Mundo. A Itália precisa de um choque draconiano, algo que desinfete até o último poro de seu futebol. Se isso significar o redimensionamento do Calcio por uma década, que o seja. Como está, ficará redimensionado para sempre. A Lei de Drácon jamais foi tão necessária.

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Depois do desastre de San Siro

Após a tragédia, as vozes do apocalipse costumam se levantar. É verdade que nem mesmo o milanista mais fervoroso poderia sonhar com uma Inter sofrendo cinco gols em San Siro, mas todos os indícios de uma fragilidade interista vêm de longe – ainda que os neocríticos tenham deixado de notá-los.

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Apresentação da temporada – Lecce

Vida dura e futebol acuado. Em raras oportunidades, como quando teve Zdenek Zeman como treinador, o Lecce pôde se safar da sina de time pequeno na Itália, uma que obriga os não-incautos a apelar para uma retranca com contragolpe caso não queira estar iebaixado em janeiro.

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Questão de tempo

Aconteceu. O que todo mundo já sabia se confirmou quando o relatório do interventor Francesco Saverio Borrelli deixou a Federcalcio e pediu cabeças – com a da Juventus na primeira fila.

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“Siamo pronti!”

A Alemanha tem sido motivo de risada e chacota para muita gente. Klinsmann é criticado até pela cor das meias de sua prima e para muita gente, os anfitriões estarão de férias já depois da fase de grupo. Ninguém se lembra de como o Brasil era igualmente achincalhado há exatos quatro anos.

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