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Decepção


“A torcida não pode ter medo, tem que ir pro pau”, disse o cartola. “Quem tem medo de Jason é criança de cueiro”.

Sinceramente, depois das demonstrações que Luiz Gonzaga Belluzzo tinha dado de ser um cartola diferente, fiquei decepcionado com a falta de responsabilidade que ele mostrou a falar a frase acima. É digna de um Andrès Sanchez ou de um Marcelo Teixeira.

Macho para c…

Alguns personagens, por causa de seu caráter, merecem e acabam ganhando nossa torcida independentemente do clube que defendam. Por exemplo: Muricy Ramalho, pela sua integridade, é merecedor de meu respeito, desde o Inter-RS até sua atual estada no Palmeiras. É um cara grosso, sem modos? Não sei. Sei que ele parece ter palavra e honestidade e isso para mim conta mais.

Um outro cara cujo “renascimento” me deixa muito feliz é o de Richarlysson. O volante é um dos melhores jogadores em atividade no Brasil. Bom em quase todos os fundamentos, versátil e forte fisicamente, precisa só melhorar a colocação tática para poder jogar em qualquer grande da Europa. Mesmo assim, parte da torcida do São Paulo, o vaia porque supostamente ele seria homossexual. Vaia que as torcidas rivais também dispensam a ele, como se a preferência sexual de uma pessoa definisse seu caráter, competência, etc.

Instintivamente, a palavra “animais” me vem à cabeça para definir as pessoas dessa parte da torcida. Mas é um erro. Animais têm uma nobreza de todos os elementos da natureza, não são covardes (por exemplo, não passam a ser muito corajosos em bandos e medrosos de enfrentar problemas sozinhos) e quase invariavelmente têm um sentido de gratidão latente.

Richarlysson, por agüentar a pressão desumana à qual é submetido por parte desses criminosos (discriminação é um crime previsto em lei e se os machões das arquibancadas não fossem um bando de covardes, fariam suas ofensas em público e pagariam para ver), é um herói. Além de não se deixar derrubar por causa das frustrações sexuais mal resolvidas e pelos preconceitos de meia dúzia de vagabundos, ainda está voltando a jogar bem. Ele está se demonstrando um homem com “H” maiúsculo, capaz de agüentar abuso vindo de alguém que não tem coragem de se expor. Se 10% das pessoas tivessem os colhões que tem o jogador sãopaulino, o mundo seria um lugar bem melhor para se viver.

O sumiço das bandeiras

Outro dia ouvi na TV um jornalista (pelo menos acho que era jornalista – realmente não conheço o moço pelo nome) se queixando: “Essa divisão de cotas de ingressos por torcida vai fazer com que consigam matar o futebol”. Entendo a lamúria do colega. Ele, assim como eu, deve ter visto um futebol (e nem faz tanto tempo) onde estádios lotados divididos em duas cores faziam um espetáculo ímpar.

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