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Nebuloso rossonero

Antes de mais nada, este que vos escreve deixa bem claro que, assina embaixo de tudo que o editor deste blog afirmou na postagem anterior a esta. Sigo tomando o Milan, enquanto um “rebuilding Milan” termo já utilizado em posts anteriores. Ou seja, por mais otimista que sejam as palavras, sabemos que o clube rossonero atravessa seu período Vidas Secas, no sentido mais Graciliano Ramos da palavra. A partida contra o Sassuolo do último fim de semana foi uma versão pobre da tragédia de Istambul, na final da Champions League 2004/2005, perdida pelo Milan contra o Liverpool.

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Para além dos 30 do segundo tempo…

“I throw myself into the sea
Release the wave
Let wash over me
To face the fear,
I once believed
The tears of the dragon
For you and for me.”
(Bruce Dickinson)

O Milan vem mal na Serie A italiana. Antes da partida da última terça-feira, válida pela quinta rodada da fase de grupos da Champions League, um enésimo empate pela liga nacional provocou insatisfação da torcida rossonera. Kaká conteve os torcedores, que se irritaram com os maus resultados e com o pênalti perdido por Balotelli, no empate em 1×1 com a Genoa em pleno San Siro. Balotelli por sua vez, postou ditos via rede social dando a entender que “era o fim”, algo que gerou todos os rumores do mundo sobre uma suposta saída de Milanello. A janela de inverno abre em pouco mais de um mês. Birra adolescente?

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VanBommelianando o Calcio

Às vezes, declarações  aparentemente corriqueiras podem ter um significado mais relevante do que parecem. Nesta sexta, questionado sobre a confirmação de Mark van Bommel no Milan em detrimento de Andrea Pirlo, o oráculo barcelonista, Johan Cruyff, afirmou. “Fiquei muito feliz por ele [van Bommel], mas sua permanência é um sinal da pobreza dof utebol italiano”. Não há como discordar.

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Seedorf não vem para o Corinthians. E daí?

Seedorf não vem para o Corinthians. O céu é azul. O Oceano Atlântico fica entre América e África/Europa. Todas essas coisas são óbvias mas somente a primeira ganhou um destaque na imprensa digno de uma contratação de peso de fato. Alguma coisa está mesmo fora da ordem..

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Mercado do Milan depende das renovações de contrato

O mercado milanista será definido pelas renovações: Nesta, Ambrosini, Gattuso, Seedorf e Pirlo. Juntos, eles representam um desembolso anual de €21 milhões. Para ficar, só baixando seus valores (corte de 50% em média).

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Notas de mercado da Itália

A negociação de Ganso com o Milan está adiantada. Os empresários do jogador já apresentaram o valor pelo qual o meia pode sair do Santos e o clube italiano aceita os termos. A discussão agora é acerca do salário dele, do modo de recebimento das luvas e dos ganhos que cada um dos agentes envolvidos na negociação deve levar e suas respectivas formas de pagamento. A proposta do Milan deve ficar em torno dos €25 milhões. Os gerentes da carreira de Ganso têm firme intenção de pressionar o Santos a chegar no valor (no máximo, 20% a mais). A vantagem de negociar com o Milan seria evitar que o meia fizesse uma ponte em outro clube, o que deixaria o Peixe numa situação humilhante. As chances do meia ficar na Vila Belmiro após uma eventual saída da Libertadores são menores hoje do que nunca. Uma conquista santista na Libertadores, contudo, tem grandes chances de reverter o quadro e aumentar a permanência do meia. Contudo, vale lembrar que o negócio não está nem acertado nem fechado. Resta saber se o Santos aceitará fechar a venda por €25 milhões ou se correrá o risco de ver Ganso no Corinthians entre junho e dezembro e depois disso, ver o meia em Milão.

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Milan-Inter, quase uma final do Italiano

Chegamos à véspera do jogo mais importante do ano na Itália com a expectativa dentro do normal. Apesar de líder, o Milan vê na rival uma vantagem psicológica e técnica considerável. Classificada para as quartas da LC, a Inter ainda pode ganhar tudo. Além disso, o Milan não tem Ibra. Uma vitória interista dá fôlego para disputar a Europa como líder Por isso mesmo, o jogo de amanhã tem peso para desequilibrar quem o perder.

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A dor crônica de Kaká e do Milan

Um problema apontado por muita gente já há algumas temporadas – o da idade média avançada – se faz sentir no Milan mais uma vez neste ano. É ir contra a lógica imaginar que a diretoria virá a público assumir seus próprios erros – que existem, mas os problemas do “maior campeão do mundo” vão além de ter um time com muitos veteranos. Mas que ela errou, errou.

A questão da idade é certamente uma dificuldade, ainda que não a única. O elenco do Milan tem uma idade média de 29 anos e meio, mas aí vão inclusos garotos que raramente jogam como o defensor Darmián (19 anos) e os meio-campistas Cardacio e Viudez (21 e 19 anos, respectivamente). Sem os três e sem o pueril Pato, a média sobe em mais de dois anos. Idade elevada é quase sempre igual a maior número de contusões. O problema é ainda maior na defesa, onde a idade média é de 30 anos, mas sem Darmián, Bonera e Senderos, sobe para 34,5. No gol, os “meninos” têm 33 anos.

Em temporadas passadas, mesmo com presenças jurássicas como Costacurta, Cafu, Fiori e Serginho, o Milan se safava. A resposta, segundo o clube, estava no MilanLab, um centro de preparação física e tratamento de lesões “state-of-art”, que fazia com que só as contusões traumáticas (as causadas por uma pancada, por exemplo) tirassem seus jogadores de campo. Contudo, nos últimos dois anos, a quantidade de lesões por estresse ou preparação inadequada vêm sendo o calcanhar de Aquiles milanista. Na temporada passada, o técnico Carlo Ancelotti chegou a ter nove jogadores fora de combate. No momento, ele tem seis, e vários, como Emerson, Senderos, Ronaldinho e Pirlo estão em processo de recuperação.

A pior ausência é a de Kaká, cujos problemas físicos coincidem com o início das lamúrias do Milan, logo depois da final da LC de 2006/07. O esquema de jogo do time passa pela combinação de Seedorf e o brasileiro na união entre meio-campo e ataque. Sem Kaká, Ancelotti está tentando fazer uma coisa que não fez em sete anos de Milan: armar o time num 4-4-2 tradicional, com Seedorf e Ambrosini externos e Emerson e Pirlo na linha mediana.

A conseqüência é clara. O Milan sofre para maquinar as ações ofensivas, que sempre passam por Kaká e sem ele, precisariam ser organizadas pelas alas onde nem Seedorf nem Ambrosini são os homens ideais. Assim, é preciso que os laterais Zambrotta e Jankulovski se arrisquem e não é raro que os defensores fiquem desguarnecidos (ainda mais sem o guardião Gattuso à frente deles)

Nessa leitura tática, a chegada de Beckham ao time em janeiro é positiva. Anos atrás, Ancelotti disse que Beckham não se encaixava no jogo do Milan. Ele tinha razão. Jogador habituado a dar profundidade às manobras pelas laterais, Beckham teria dificuldade em jogar no 4-3-1-2 da época. Num 4-4-2, no entanto, o inglês torna-se uma excelente alternativa de jogada pela direita, deslocando Seedorf para a esquerda. Mais: o holandês e Jankulovski poderiam então se alternar nas descidas pelo setor, e com o tcheco indo à linda de fundo, Seedorf se deslocaria para o posto que mais gosta: o espaço atrás dos atacantes. Como Kaká faz.

E se Seedorf gosta de jogar no lugar de Kaká, por que Ancelotti não troca simplesmente um pelo outro, enquanto o segundo está machucado? Porque o técnico entende que o esquema com três medianos e um ‘trequartista’ só é tão eficiente no Milan graças a Seedorf, que consegue combinar grande pressão na marcação com qualidade no passe. Se ele faz as vezes de ‘trequartista’, nenhum dos substitutos consegue dar conta do recado sem outras mudanças no sistema.

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