Tag: Paolo Maldini

O exílio de um mito

Uma excelente entrevista com Paolo Maldini, mito milanista e italiano, foi publicada na semana passada pelo jornal italiano La repubblica. Embora Maldini não tenha feito críticas diretas ao comando do Milan, fica clara a mágoa dele com a diretoria e com os rumos que o clube tem tomado. A tristeza do jogador que mais disputou partidas na Série A na história é um lembrete de como o clube está com seus rumos atados ao destino de um político esclerosado e decadente e aos seus servos. Poucos clubes no mundo poderiam ter um mito como Maldini na sua cabine de comando. O Milan, pelo contrário, o afronta. E vive capturando seus Traorés e Boneras.

Ler mais

A casa caiu

Ao terceiro apito do árbitro Konrad Plautz, no fim de Milan 0 x 2 Arsenal, o semblante do time em campo era soturno – assim como nas arquibancadas do Giuseppe Meazza. Nas redações italianas e do mundo, o burburinho de uma “reformulação profunda” no clube estava com força total. No entanto, a torcida aplaudiu os jogadores, que retribuíram. Presidente e vice do clube desceram ao vestiário e agradeceram os jogadores (mesmo os reservas) e técnico, individualmente. Parece uma contradição?
Mais do que isso. Não há dúvidas de que o Milan fez o que pôde contra um Arsenal muito mais forte fisicamente e a temporada comprovou as limitações de um elenco carente. Haverá uma revolução? Tudo indica que não, ainda que os ‘bem-informados’ de plantão insistam no contrário.
A diretoria e comissão técnica certamente erraram na montagem do elenco para esta temporada – fato indiscutível. A um elenco de idade avançada, agregaram-se somente Alexandre Pato (a partir da metade dela) e Ba, um ex-jogador que provavelmente foi contratado por questões pessoais, a exemplo do holandês Esajas há alguns anos (que era amigo de infância de Seedorf). Ah, sim, também chegou Emerson, mas para azar do brasileiro, numa região do time em que o elenco não precisava de reforços.
A crítica mais comum ao Milan – a idade do elenco – é válida, mas não totalmente. O jogador mais velho do grupo, o lendário Paolo Maldini, foi um monstro nos últimos três jogos e deixou claro: se não tiver de atuar em 60 jogos no ano, ainda é um fora-de-série. E uma melhora nas condições de seu joelho o prontificaram a repensar a aposentadoria e cogitar mais um ano em ‘rossonero’.
Exaustão física, contusões e limitações de um grupo carente tecnicamente (leia abaixo) tiraram o Milan da briga domestica e internacionalmente. Contra o Arsenal, o cansaço do Milan foi claro nos dois jogos e não fosse o ‘bunker’ e a ausência de um artilheiro nato no time inglês, dois placares de 3 a 0 não seriam injustos, assim como os 18 pontos que separam Inter e Milan no campeonato também não o são.
O clima no elenco parece sereno e uma vaga na Liga dos Campeões (agora a um ponto de distância) está ao alcance. Com um jogo por semana, recuperando Seedorf, Jankulovski e Gattuso, apostar no Milan na quarta colocação da Série A em maio é seguro, ainda que o time não tenha um goleiro confiável, nem substitutos para a maioria das posições. Mais do que nunca, o time precisará de sua experiência. Felizmente para Kaká e companhia, isso sobra em Milanello.
Mercado mirado?

Pegando-se o time base do Milan (Dida; Oddo, Nesta, Maldini e Kaladze; Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká; Gilardino (Inzaghi) e Pato), só nos extremos – o gol e o ataque – é que há necessidade urgente de reforços. Já no banco de reservas, uma longa lista de dispensas seria conveniente (Cafu, Serginho, Gourcuff, Favalli, Fiori, Ba e um entre Simic e Bonera).
Aí que jaz o problema que trouxe o Milan abaixo na LC – a necessidade de rodízio. No elenco como um todo, vários adversários europeus como Manchester United, Real Madrid, Barcelona, e alguns domésticos, como Inter e até mesmo a Roma, têm reservas mais próximos da qualidade dos titulares. Sob esta ótica, sim, se deve falar em necessidade de uma ‘revolução’ no Milan.
Só que a navalha não deve cortar tão fundo. O ambiente em Milanello leva muito em conta os vínculos pessoais e sob este aspecto, é difícil imaginar uma demissão em massa acontecer. Renovações de contrato recentes, como (e principalmente) a de Kaká, até 2013, sugerem que o grupo sabe o que vai acontecer e está todo de acordo.
As contratações no Milan dividem-se entre as ‘urgentes’, as ‘necessárias’ e as ‘convenientes’, seguindo uma ordem de gradação. Na primeira categoria, sem dúvida, estão as de um goleiro e um centroavante. Dida não perdeu a posição por preconceito ou perseguição, como eventualmente se vê a mídia brasileira sugerir, mas porque não tem uma boa performance há tempos. Apesar da fase regular, Kalac dá, no máximo, um bom reserva. Na frente, Gilardino não dá conta do recado e Inzaghi, 34 anos, é ótimo para atuar em 30 jogos no ano, mas insuficiente para uma temporada, especialmente com Pato ainda amadurecendo.
Entre as ‘necessárias’, o Milan faria bem em investir em um zagueiro central jovem, além de alternativas (também jovens) para as laterais da defesa. A retaguarda milanista, mesmo com alta média de idade (quase 34 anos) é a segunda melhor da Série A e se mantiver a média de 0,7 gols sofridos por jogo, está ótimo. Só que é prudente pensar no futuro e um dia Nesta e até Maldini vão parar de jogar.
Na categoria ‘convenientes’, o clube poderia dar a Carlo Ancelotti mais uma alternativa de jogo pelas alas (fala-se insistentemente em Zambrotta, do Barcelona) e tentar encontrar alguém para cobrir o papel de Pirlo, mesmo que isso significasse maturar um jogador novo. O esquema do Milan é ‘Pirlo-dependente’ e quando o bresciano não atua, o time se ressente. Alternativas possíveis? Uma improvisação de Seedorf na posição ou a escalação de Kakha Kaladze ali – na verdade, sua posição de origem no Dínamo Kiev e Dínamo Tbilisi.
O internauta pode se perguntar: “ah, mas o Milan já não precisava disso tudo no ano passado?”. É, precisava. Mas em favor da diretoria de Via Turati, pode-se argumentar que Dida não estava tão mal, que Ronaldo dava sinais de uma recuperação definitiva e mesmo Gilardino tinha marcado seus golzinhos (16, na última temporada). Daí fica a dúvida sobre qual será a atitude no mercado. Se não agir como um clube grande, o próximo será ainda pior, com o time um ano mais velho, com a Juventus mais poderosa e com Inter e Roma mais reforçadas.
Risco Parma, Cagliari condenado

A demissão do sétimo treinador na Série A (Domenico Di Carlo, do Parma) dá uma dimensão de quão caótico é o ambiente do atual torneio. Cagliari, Empoli, Livorno, Palermo, Reggina e Siena também já alteraram o comando (alguns, mais de uma vez) e arriscaram-se a virar estatística. Com tudo, com tanta gente chutando o balde, demitir o técnico deixou de ser quesito pró-rebaixamento.
Di Carlo pagou um preço pelo qual tem uma parcela de responsabilidade. Embora tenha a base muito jovem, o time tem um elenco para estar numa posição melhor do que a atual. Com Cristiano Lucarelli no ataque e alguns dos mais promissores jovens italianos da Série A (Dessena, Cigarini, Paci, Moretti, Mariga), os resultados do Parma ainda são perigosamente inconstantes.
Os favoritos para assumir o cargo, Nevio Scala e Alberto Zaccheroni, têm cancha suficiente para reverter o quadro. Scala conduziu o Parma em uma das melhores fases de sua história (dirigiu o time na Liga dos Campeões) e Zaccheroni, entre altos e baixos, fez uma Udinese formidável em 1998.
Quem parece mesmo fadado a passar um ano sabático na Série B é o Cagliari. Depois de todas as presepadas de seu proprietário, Massimo Cellino, o time é uma âncora e a última colocação lhe pertence desde a 13a rodada, consecutivamente. De lá para cá, somente duas vitórias em 15 jogos.
Seis clubes, três vagas

Uma derrota do Pisa e empates de Lecce Bologna e Chievo mergulharam a Série B numa corrida emocionante novamente, favorecendo o Brescia (numa reação considerável) e o líder improvável Albinoleffe. Cinco pontos separam o sexto colcado Pisa do líder de Bérgamo.
E são exatamente esses dois times – Pisa e Albinoleffe – que se enfrentam na partida mais interessante da próxima rodada. Na Arena Garibaldi, de Pisa, o clube que despontou como sensação do campeonato ateará fogo na disputa caso vença o ‘Leffe’, que nesse caso poderá ser ultrapassado por Bologna e Chievo (que recebem Piacenza e Ascoli). O Lecce visita o Spezia (que derrubou o Verona na última temporada) e o Brescia viaja a Mantova, um perigoso adversário, que está na ponta do ‘segundo bloco’ da tabela.
Curtas

– O clube de Appiano Gentile completou um século numa das melhores fases de sua história. E as comemorações foram merecidas.
– Leia o ‘Conheça o Clube’ feito por Dassler Marques, sobre um dos maiores clubes do mundo.
– Júlio César (Inter); Loria (Siena), Grygera (Juventus), Maldini (Milan) e Radu (Lazio); Ambrosini (Milan), De Rossi (Roma) e Camoranesi (Juventus); Kaká (Milan); Totti (Roma) e Pandev (Lazio).

A casa caiu
Ao terceiro apito do árbitro Konrad Plautz, no fim de Milan 0 x 2 Arsenal, o semblante do time em campo era soturno – assim como nas arquibancadas do Giuseppe Meazza. Nas redações italianas e do mundo, o burburinho de uma “reformulação profunda” no clube estava com força total. No entanto, a torcida aplaudiu os jogadores, que retribuíram. Presidente e vice do clube desceram ao vestiário e agradeceram os jogadores (mesmo os reservas) e técnico, individualmente. Parece uma contradição?
Mais do que isso. Não há dúvidas de que o Milan fez o que pôde contra um Arsenal muito mais forte fisicamente e a temporada comprovou as limitações de um elenco carente. Haverá uma revolução? Tudo indica que não, ainda que os ‘bem-informados’ de plantão insistam no contrário.
A diretoria e comissão técnica certamente erraram na montagem do elenco para esta temporada – fato indiscutível. A um elenco de idade avançada, agregaram-se somente Alexandre Pato (a partir da metade dela) e Ba, um ex-jogador que provavelmente foi contratado por questões pessoais, a exemplo do holandês Esajas há alguns anos (que era amigo de infância de Seedorf). Ah, sim, também chegou Emerson, mas para azar do brasileiro, numa região do time em que o elenco não precisava de reforços.
A crítica mais comum ao Milan – a idade do elenco – é válida, mas não totalmente. O jogador mais velho do grupo, o lendário Paolo Maldini, foi um monstro nos últimos três jogos e deixou claro: se não tiver de atuar em 60 jogos no ano, ainda é um fora-de-série. E uma melhora nas condições de seu joelho o prontificaram a repensar a aposentadoria e cogitar mais um ano em ‘rossonero’.
Exaustão física, contusões e limitações de um grupo carente tecnicamente (leia abaixo) tiraram o Milan da briga domestica e internacionalmente. Contra o Arsenal, o cansaço do Milan foi claro nos dois jogos e não fosse o ‘bunker’ e a ausência de um artilheiro nato no time inglês, dois placares de 3 a 0 não seriam injustos, assim como os 18 pontos que separam Inter e Milan no campeonato também não o são.
O clima no elenco parece sereno e uma vaga na Liga dos Campeões (agora a um ponto de distância) está ao alcance. Com um jogo por semana, recuperando Seedorf, Jankulovski e Gattuso, apostar no Milan na quarta colocação da Série A em maio é seguro, ainda que o time não tenha um goleiro confiável, nem substitutos para a maioria das posições. Mais do que nunca, o time precisará de sua experiência. Felizmente para Kaká e companhia, isso sobra em Milanello.
Mercado mirado?
Pegando-se o time base do Milan (Dida; Oddo, Nesta, Maldini e Kaladze; Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká; Gilardino (Inzaghi) e Pato), só nos extremos – o gol e o ataque – é que há necessidade urgente de reforços. Já no banco de reservas, uma longa lista de dispensas seria conveniente (Cafu, Serginho, Gourcuff, Favalli, Fiori, Ba e um entre Simic e Bonera).
Aí que jaz o problema que trouxe o Milan abaixo na LC – a necessidade de rodízio. No elenco como um todo, vários adversários europeus como Manchester United, Real Madrid, Barcelona, e alguns domésticos, como Inter e até mesmo a Roma, têm reservas mais próximos da qualidade dos titulares. Sob esta ótica, sim, se deve falar em necessidade de uma ‘revolução’ no Milan.
Só que a navalha não deve cortar tão fundo. O ambiente em Milanello leva muito em conta os vínculos pessoais e sob este aspecto, é difícil imaginar uma demissão em massa acontecer. Renovações de contrato recentes, como (e principalmente) a de Kaká, até 2013, sugerem que o grupo sabe o que vai acontecer e está todo de acordo.
As contratações no Milan dividem-se entre as ‘urgentes’, as ‘necessárias’ e as ‘convenientes’, seguindo uma ordem de gradação. Na primeira categoria, sem dúvida, estão as de um goleiro e um centroavante. Dida não perdeu a posição por preconceito ou perseguição, como eventualmente se vê a mídia brasileira sugerir, mas porque não tem uma boa performance há tempos. Apesar da fase regular, Kalac dá, no máximo, um bom reserva. Na frente, Gilardino não dá conta do recado e Inzaghi, 34 anos, é ótimo para atuar em 30 jogos no ano, mas insuficiente para uma temporada, especialmente com Pato ainda amadurecendo.
Entre as ‘necessárias’, o Milan faria bem em investir em um zagueiro central jovem, além de alternativas (também jovens) para as laterais da defesa. A retaguarda milanista, mesmo com alta média de idade (quase 34 anos) é a segunda melhor da Série A e se mantiver a média de 0,7 gols sofridos por jogo, está ótimo. Só que é prudente pensar no futuro e um dia Nesta e até Maldini vão parar de jogar.
Na categoria ‘convenientes’, o clube poderia dar a Carlo Ancelotti mais uma alternativa de jogo pelas alas (fala-se insistentemente em Zambrotta, do Barcelona) e tentar encontrar alguém para cobrir o papel de Pirlo, mesmo que isso significasse maturar um jogador novo. O esquema do Milan é ‘Pirlo-dependente’ e quando o bresciano não atua, o time se ressente. Alternativas possíveis? Uma improvisação de Seedorf na posição ou a escalação de Kakha Kaladze ali – na verdade, sua posição de origem no Dínamo Kiev e Dínamo Tbilisi.
O internauta pode se perguntar: “ah, mas o Milan já não precisava disso tudo no ano passado?”. É, precisava. Mas em favor da diretoria de Via Turati, pode-se argumentar que Dida não estava tão mal, que Ronaldo dava sinais de uma recuperação definitiva e mesmo Gilardino tinha marcado seus golzinhos (16, na última temporada). Daí fica a dúvida sobre qual será a atitude no mercado. Se não agir como um clube grande, o próximo será ainda pior, com o time um ano mais velho, com a Juventus mais poderosa e com Inter e Roma mais reforçadas.
Risco Parma, Cagliari condenado
A demissão do sétimo treinador na Série A (Domenico Di Carlo, do Parma) dá uma dimensão de quão caótico é o ambiente do atual torneio. Cagliari, Empoli, Livorno, Palermo, Reggina e Siena também já alteraram o comando (alguns, mais de uma vez) e arriscaram-se a virar estatística. Com tudo, com tanta gente chutando o balde, demitir o técnico deixou de ser quesito pró-rebaixamento.
Di Carlo pagou um preço pelo qual tem uma parcela de responsabilidade. Embora tenha a base muito jovem, o time tem um elenco para estar numa posição melhor do que a atual. Com Cristiano Lucarelli no ataque e alguns dos mais promissores jovens italianos da Série A (Dessena, Cigarini, Paci, Moretti, Mariga), os resultados do Parma ainda são perigosamente inconstantes.
Os favoritos para assumir o cargo, Nevio Scala e Alberto Zaccheroni, têm cancha suficiente para reverter o quadro. Scala conduziu o Parma em uma das melhores fases de sua história (dirigiu o time na Liga dos Campeões) e Zaccheroni, entre altos e baixos, fez uma Udinese formidável em 1998.
Quem parece mesmo fadado a passar um ano sabático na Série B é o Cagliari. Depois de todas as presepadas de seu proprietário, Massimo Cellino, o time é uma âncora e a última colocação lhe pertence desde a 13a rodada, consecutivamente. De lá para cá, somente duas vitórias em 15 jogos.
Seis clubes, três vagas
Uma derrota do Pisa e empates de Lecce Bologna e Chievo mergulharam a Série B numa corrida emocionante novamente, favorecendo o Brescia (numa reação considerável) e o líder improvável Albinoleffe. Cinco pontos separam o sexto colcado Pisa do líder de Bérgamo.
E são exatamente esses dois times – Pisa e Albinoleffe – que se enfrentam na partida mais interessante da próxima rodada. Na Arena Garibaldi, de Pisa, o clube que despontou como sensação do campeonato ateará fogo na disputa caso vença o ‘Leffe’, que nesse caso poderá ser ultrapassado por Bologna e Chievo (que recebem Piacenza e Ascoli). O Lecce visita o Spezia (que derrubou o Verona na última temporada) e o Brescia viaja a Mantova, um perigoso adversário, que está na ponta do ‘segundo bloco’ da tabela.
Curtas
– O clube de Appiano Gentile completou um século numa das melhores fases de sua história. E as comemorações foram merecidas.
– Leia o ‘Conheça o Clube’ feito por Dassler Marques, sobre um dos maiores clubes do mundo.
– Júlio César (Inter); Loria (Siena), Grygera (Juventus), Maldini (Milan) e Radu (Lazio); Ambrosini (Milan), De Rossi (Roma) e Camoranesi (Juventus); Kaká (Milan); Totti (Roma) e Pandev (Lazio).

Itália, Ciao

Na semana passada, Francesco Totti encerrou um mistério que vinha desde a final da Copa do Mundo. O jogador decidiu que não vai mais jogar pela seleção, privilegiando as suas performances na Roma. Como argumento, Totti disse que não tem mais a condição física ideal.

Ler mais

A ‘Azzurra’ agüenta?

O futebol italiano passou pelas duas semanas mais longas da sua história. A cada dia, o italiano descobria que o poço sempre pode ser mais fundo, a lama mais fétida e sim, o seu time sempre pode estar mais envolvido. Especialmente quando se trata de cores juventinas.

Ler mais

A seca

Este parecia ser o ano em que Adriano finalmente iria estourar. Procurada pelos maiores clubes da Europa, a Inter disse ‘não’ e manteve o brasileiro em Milão. Com uma Inter um ano mais entrosada, se esperava que o brasileiro não precisasse ser o único a salvar a pátria interista a cada vez que as coisas não andassem às mil maravilhas.

Ler mais

A Lenda

Não ter visto grandes heróis do futebol passado é uma frustração para qualquer um. Certamente não há quem não gostaria de poder ter visto Friedenreich, Leônidas, Pelé, Stanley Matthews, Uwe Seeler, Fritz Walter ou Jose Andrade. A lenda só ganha essa aura mítica depois que o jogador pendura a chuteira. Mas aí, já é tarde.

Ler mais

Um dia à milanesa

No apagar das luzes do último dia de jogos do Campeonato Italiano, não houve cidade mais feliz do que Milão. A metade ‘rossonera’ bombou o estádio Giuseppe Meazza, no bairro San Siro. Também, pudera. Além de poder ir ao campo já com a faixa de campeão no peito, o ‘tifoso’ milanista ainda veria a provável última aparição oficial do craque Roberto Baggio, que tem aposentadoria anunciada.

A 335 km dalí, na pequena cidade de Empoli, a Inter tinha uma missão aparentemente fácil. Aparentemente. Precisava bater o time da casa para garantir uma vaga na Liga dos Campeões, e evitar que Parma ou Lazio a ameaçassem. Foi duro, com sofrimento até o último momento, um pênalti não dado para o Empoli, mas deu Inter.

Claro que o “Baggio Day” em Milão foi muito mais vistoso. Oitenta mil pessoas aplaudiram de pé o “Codino” quando este deixou o campo, e todos fizeram questão de cumprimentá-lo. O Brescia perdeu por 4 a 2, mas o placar era irrelevante. A partida soservia para o Milan melhorar o recorde de pontos num único campeonato (agora são 82), dar mais um gol a Shevchenko para garantir-lhe o título de artilheiro do torneio e fazer jogar alguns reservas.

A festa de Empoli foi menor em tamanho, mas não em intensidade. O técnico interista, Alberto Zaccheroni, vibrou como uma criança, quando Adriano empatou o jogo, Recoba virou e, novamente Adriano, deu números finais ao marcador ‘nerazzurro’. ‘Zac’ deu uma choradinha na rampa quando viu Rocchi fazer o segundo do Empoli, mas o 3 a 2 servia, e garantia seu emprego, pelo menos, até a próxima crise, já na temporada que vem.

Muito se fala (e sempre se falou) da hegemonia do eixo Milão-Turim por conta de árbitros safardanas, mas a verdade é que, claro, os erros aconteceram, mas ninguém, em sã consciência, há de dizer que determinaram posições no torneio. Nem o pênalti não dado ao Empoli, nem nenhum outro.

A chiadeira contra os árbitros na Itália é muito mais decorrência de uma crise institucional, onde a arbitragem já não têm a confiança nem da Velhinha de Taubaté, do que qualquer outra coisa. Milão festejou neste domingo, e teve motivos para isso. O ciclo de alta do futebol romano, iniciado com o título da Lazio, em 2000, parece estar encerrado.

Inter ruim, mas com garra

Ainda não foi contra o Empoli que a torcida interista viu seu time jogar de forma envolvente e precisa. Mas pelo menos, já demonstrou alguma vontade, e isso conta bastante, especialmente para um time que ganhou dois ‘scudetti’ nos últimos 30 anos.

Sem Vieri, suspenso, Zaccheroni teve de apostar todas as suas fichas em Adriano. O brasileiro correspondeu, e mostrou que é uma das poucas apostas acertadas do time de Via Durini nos últimos anos. Adriano fez dois gols e abriu a defesa do Empoli à força, com um empuxo que, nem mesmo o nosso “Fenômeno” Ronaldo tem.

Zaccheroni mandou a campo um time todo desnaturado, com quatro na defesa, com Córdoba lateral-direito, Javier Zanetti na esquerda, e Kily Gonzalez e Martins atrás de Adriano no ataque. Naturalmente, a Inter só conseguia alguma coisa em movimentações individuais. Não à toa, os três gols saíram de jogadas assim, com Adriano cabeceando uma bola espirrada, Recoba cobrando falta e Adriano, novamente, arrastando a defesa toscana para dentro do gol, como se fosse um trator.

Impossível não voltar à comparação com Hector Cúper, técnico demitido na sexta rodada. Nos dois últimos anos, a Inter tinha esquema tático, posições bem definidas, terminou, respectivamente na terceira e segunda colocações, enquanto esta Inter não tem nenhuma dessas qualidades. A Inter de Cúper só não tinha respeito pelo treinador. Mas isso, parece que essa também não tem, em que pese a vitória em Empoli.

Não vou e ponto final

Toda a Itália ainda nutria uma saudável esperança de poder contar com um trio defensivo Cannavaro-Nesta-Maldini na Euro 2004, certamente uma tríade sem igual. Maldini se aposentou da camisa “azzurra” em 2002, mas sabe como é. A esperança é a última que morre.

Pois agora morreu. Logo depois da vitória sobre o Brescia, Paolo Maldini divulgou uma nota onde reafirmava sua aposentadoria, dizia já tê-la revelada ao técnico Trapattoni, e disse que era irreversível. A Itália sentiu uma pontada. Afinal, é o capitão da seleção durante dez anos, recordista de partidas com a camisa azul, sete ‘scudetti’ e quatro Copas dos Campeões que estava ficando de fora.

‘Trap’ queria um homem am mais no meio-campo. Confirmou isso numa entrevista, onde disse que estava cogitando levar somente quatro enão cinco atacantes, para ter mais opções de criação. Sem a defesa a três, terá obrigatoriamente de escalar um defensor a mais na direita (Panucci ou Bonera), Zambrotta como coringa de meio-campo e ataque, mais Totti atrás dos dois atacantes. Isto é, caso não tenha uma câibra no cérebro e resolva montar o 4-4-2 tradicional que enterrou a Itália em 2002.

Sem Maldini, Os defensores ganham mais uma vaga, mas ninguém está numa fase de dar gosto. Bonera teve um estupendo primeiro turno, mas depois de uma contusão, está vacilante; Panucci é irregular; Negro também não tem chamado a atenção, e Thuram, Cafú e Stam, os três melhores laterais da Série A, não são italianos.

Correndo por fora pela raia sete

Era uma vez um centroavante que jogava no Parma. Ele jogava pouco e se sentia um patinho feio, porque o titular brasileiro era incontestável. Seu concorrente só lhe deu uma chance quando se machucou e depois foi vendido para a Inter. Neste hiato, nosso protagonista explodiu, e deu às caras, provando que pode sim ser titular de qualquer equipe italiana.

A tentativa fracassada de fábula acima é para falar de Alberto Gilardino. ‘Gila’ começou reservíssima, mas terminou o campeonato aclamado como o atacante mais em forma do futebol italiano. Seus quatro gols diante da Udinese foram um show de eficiência. Gilardino marcou gols de reflexo, de cabeça, na velocidade e com grande técnica. Os quatro tentos do Tardini pareceram uma video-aula para atacantes. Não é certo que ele vire um Pelé, mas no momento, está naquelas fases em que encosta na bola e marca.

Gilardino era um dos últimos nas preferências, superado por Vieri, Del Piero, Inzaghi, Corradi, Miccoli, Cassano e sabe Deus quem mais. Hoje, numa enquete do site Gazzetta.it, só é superado por Totti e Vieri, dois “mammasantissima” do escrete ‘azzurro’, e que só não estarão em Portugal se estiverem em coma profundo.

A história de Gilardino com o Parma também parece próxima do fim. Gilardino, 22 anos recém-completados, é observado com ânsia pelor maiores times europeus; o Parma também tem uma ânsia, mas por dinheiro, na sua gigantesca luta contra o rombo-Parmalat. Quem colocar € 15 milhões na mesa, à vista, leva. Alguém deve levar, mas poucos têm uma carteira tão opulenta.

Um rebaixamento que doeu demais

Para o Ancona, o rebaixamento foi indolor. O clube já estava ciente de seu descenso na primeira rodada, quando foi enxaguado pelo Milan. Tanto é, que a descontração das últimas rodadas do time anconetano acabou sugando pontos preciosos para muita gente que ainda lutava seriamente.

Contudo, Modena e Empoli sentiram o rebaixamento como uma navalha na carne. Os dois times chegaram a dar sinais empolgantes durante a temporada (especialmente o Empoli, que partiu de um início à la Ancona para quase se safar). Mas não deu. E quem vai para a repescagem com um time da Série B (a ser definido em um mês, quando acaba o torneio – hoje seria o Piacenza), é o Perugia, da família Gaucci, certamente os dirigentes mais nocivos da Série A.

O Modena surpreendeu ao permanecer duas temporadas na mesma divisão. Tem um time com quase nenhum destaque (Dioumansy Kamara deve ser o único nome que pode render algum dinheiro ao clube, numa possível venda), começou a temporada com um treinador que vem de jornadas negativas (Alberto Malesani), e encontrou uma das disputas mais acirradas dos últimos anos.

O Empoli também pecou na escolha de Daniele Baldini para começar a temporada como treinador. Ex-jogador, só confirmou a máxima de que técnicos e jogadores não são necessariamente, frutos da mesma árvore. Demitido Baldini, Attilio Perotti levou algum tempo para engatar, mas deu uma cara ao clube, que tem um elenco regular e complicou a vida de muita gente.

O traqueteiro Perugia sai histérico de felicidade do episódio, porque também parecia mortinho da silva (como esta coluna tinha, erradamente, apostado). Ressurgiu exatamente quando deixou de lado a palhaçada (contratação de Ghedaffinho, de jogadores femininas e vendas de bons atletas), para botar ordem na casa. O veterano Ravanelli foi decisivo na luta do Perugia. Vejamos como o time umbro se sai nos playoffs.

Curtas

Shevchenko termina o campeonato pela segunda vez como artilheiro

Em sua primeira disputa na Itália, Sheva anotou 24 vezes e se sagrou ‘topscorer’, com o Milan chegando em 4o lugar

Desta vez, anotou outros 24, e já chegou á marca de 91 tentos na máxima Série italiana

Os 23 gols que Gilardino fez nesta temporada garantiram-lhe o recorde de gols feitos na Série A por um jogador do Parma

O recorde anterior era de Hernán Crespo, com 22

Lippi encerrou sua carreira na Juve com o número redondo de 200 vitórias

Esta é a seleção Trivela da derradeira jornada da Série A desta temporada

Hedman (Ancona); Cesar (Lazio), Coly (Perugia), Maldini (Milan) e Cafu (Milan); Kaká (Milan), Gattuso (Milan) e Stankovic (Inter); Adriano (Inter), Gilardino (Parma e Miccoli (Juventus)

Na semana que vem, juntamente com o balanço do torneio, você conhecerá a seleção TRIVELA do torneio desta temporada

A vida por uma vaga

A luta contra o rebaixamento na Itália sempre foi acirrada. Com um regulamento que torrifica quatro entre dezoito participantes, desde sempre os clubes pequenos (e às vezes alguns grandes) sentiam a água no pescoço para não precisar contar com a sorte na última rodada.

Imaginava-se que este campeonato seria diferente. Afinal, somente três devem cair diretamente para a segunda divisão, enquanto o 15º joga a permanência contra o sexto colocado da Série B, numa espécie de desempate. Mas o que estamos vendo não é nada disso.

Nada menos do que oito dos dezoito times estão na região quente da tabela. Ancona, Perugia, Empoli, Modena, Reggina, Lecce, Siena e Brescia não medem esforços para não cair, até porque, a partir do ano que vem, somente três times subirão a cada temporada, e a Série B italiana é carne de pescoço.

O Ancona já se acostumou à idéia do rebaixamento. Com sete pontos em vinte e sete rodadas, provavelmente deve estabelecer a nova marca histórica negativa na Série A. Realmente ameaçados estão Perugia (que vive uma temporada turbulenta desde o início), com 22 pontos.O Empoli, graças a um péssimo início de temporada, é o terceiro favorito para cair, mas tem melhorado bastante.

Numa região intermediária estão o Modena (25 pontos, dois a mais que o Empoli), a Reggina, com 27, e o Lecce, com 28. O Modena está na descendente (até demitiu o técnico Alberto Malesani), e precisa achar um coelho para tirar da cartola. A Reggina agarra-se à sua torcida fanática e à Nakamura; o Lecce já demonstrou que tem credenciais para se salvar, com a segunda melhor campanha de 2004, atrás somente do Milan.

Siena (30 pontos) e Brescia (31 pontos mais Roberto Baggio), ainda sofrem ameaças, mas têm como gerenciar a vantagem. Em especial, o Brescia, pois além do “Codino”, tem quatro confrontos contra concorrentes diretos (com dois deles em casa). A desvantagem do Siena é que tem uma tabela duríssima, com Lazio, Bologna e Modena (fora) e Samp, Milan, Juve e Brescia em casa.

No presente momento, tudo leva a crer que a tabela não se altera; caem Ancona (praticamente rebaixado), Perugia e Empoli, com o Modena disputando a vaga com a sexta colocada (atualmente, a Ternana). Só que não se engane: a luta até a 34ª rodada promete muito derramamento de suor.
Quem tem garrafas para vender?

No início do Italiano, todo mundo costuma apostar nos times grandes para vencer o ‘scudetto’. Juve, Milan e Inter, e dependendo da forma, Roma e Lazio. É fácil. Uma aposta em um dos maiores cinco clubes é uma barbada. Mas sem fazer profecia, a liga que agora aponta cada vez mais um Milan campeão, dava sinais ainda em junho. O ‘anormal’, se é que se pode chamar assim, é de a Juve ter jogado a toalha a oito rodadas do fim. E mesmo isso, se explica.

As primeiras partidas da temporada já demonstravam Milan, Juventus e Roma com mais fôlego, dando até à Roma uma “vantagem” de não disputar a Liga dos Campeões, que consumiria energias importantes em março/abril. Contudo, os detalhes estavam lá, indicando um favoritismo de Juve e Milan.

Os dois times mais fortes da Itália tinham, indiscutivelmente, um elenco mais completo do que a Roma. O time titular de Capello é tão forte como os de Marcelo Lippi e Carlo Ancelotti. Só que o banco de reservas faz uma diferença sensível, além da mega dependência da Roma em relação a Francesco Totti.

Durante o campeonato, a Roma lutou enquanto pôde, chegando até a manter seis pontos de vantagem sobre os milaneses, em janeiro. E exatamente em janeiro, o Milan botou na mesa as suas reservas físicas, vencendo todas as seis partidas disputadas, quatro delas pelo campeonato, (três contra a Roma – uma pelo campeonato e duas pela Copa Itália). No mesmo período, a Roma começava a dar sinais de fadiga.

A forma milanista manteve-se em fevereiro e março, com os ‘rossoneri’ perdendo somente quatro pontos, empatando com Lecce (segundo melhor time de janeiro para cá) e Chievo. Já a Roma, alternou bons resultados (como o 4 a 0 sobre a Juventus) e a derrota para o Bologna, em casa. Nocaute técnico, salvo um milagre de proporções bíblicas.

“E a Juventus?”. De fato, da Juve se esperava uma forma melhor no bimestre dezembro-janeiro. Mas cabe lembrar que o clube piemontês iniciou a pré-temporada vinte dias antes do que faz usualmente. A idéia era atingir o ápice da forma em maio, na final da Liga dos Campeões, onde os juventinos tinham certeza de estar. A primeira conseqüência foi uma largada arrasadora do time do Delle Alpi.

O preço a se pagar foi a péssima forma no bimestre dezembro-janeiro. Isso, somado à contusão de Alessandro Del Piero e a partida de Edgar Davids (cuja importância foi sub-avaliada pela comissão técnica), foi o suficiente para o golpe final na temporada da Juve. O time teve na defesa o seu trunfo para suas últimas conquistas. Neste ano, a defesa juventina é a sexta melhor, superada por times como Udinese e Chievo.

No pingue-pongue: quem vence o ‘scudetto’? O Milan, salvo um milagre inacreditável. Quem fica em segundo? A Juventus, porque a tendência é que os ‘bianconeri’ subam de produção. O Milan tem chances na Liga dos Campeões? Todas, desde que não subestime Deportivo (ainda falta um jogo) e o Porto (provável rival na semi-final). Para a Juve, é quase certa uma reformulação considerável; a Roma do ano que vem deve perder sua espinha dorsal (Capello, Samuel, Emerson e Totti), caso não seja comprada por quem possa injetar dinheiro em Trigoria.

Vox Populi: Maldini de volta

“Do jeito que ele está jogando, não podemos deixar que a Itália não o tenha no Europeu. Vou convencê-lo a aceitar a convocação de Trapattoni”. A frase é do premiê italiano Silvio Berlusconi (também dono do Milan), e o jogador em questão é Paolo Maldini, recordista de participações com a camisa da ‘Azzurra’, e que, de fato, nos dois últimos anos, tem sido um dos três melhores defensores da Europa.

Maldini decidiu abandonar a seleção depois da Copa de 2002. Seu argumento era que se baseava na experiência de Franco Baresi, que ia parar depois de 1994, acabou aceitando uma convocação para uma partida contra a Eslovênia, e se arrependeu. “Não quero chegar a um ponto de ter de ser suportado”, disse Maldini, ainda em 2000.

Só que justamente neste período, jogou como nunca no Milan. Poderia ter ganho a Bola de Ouro que foi para Nedved, foi campeão europeu, e parece ter 20 anos. Não que a Itália tenha poucos defensores, mas estamos falando aqui de um daqueles que poderia ser considerado o melhor.

Maldini tem receio de “roubar” o lugar de alguém que tenha participado de toda a (dura) campanha da Itália pela vaga na Euro-2004, o que pegaria bem mal. Quem ficaria de fora? Não se sabe. Mas o técnico Giovanni Trapattoni diz, e já faz tempo, que quer Maldini. E pela primeira vez, na semana passada, Maldini disse que “espera um telefonema do técnico para discutir o assunto”. Trapattoni já confirmou que vai ligar para Maldini, da mesma maneira que já tinha anunciado que Roberto Baggio também passa por seus planos (este, como falamos na semana passada, uma polêmica ainda maior)

Enquanto negocia-se a volta do “Capitano” da Itália, Trapattoni tem praticamente sua equipe titular acertada. Entre os convocados para o jogo contra Portugal, em Braga, não estarão Nesta (Milan), Zambrotta (Juve) e Cristiano Zanetti (Inter). E quem sabe, Maldini. Se não tivesse ninguém machucado, e com Maldini aceitando, a Itália seria: Buffon; Nesta, Maldini e Cannavaro; Camoranesi, C. Zanetti, Perrotta e Zambrotta; Totti; Del Piero e Vieri.

A lista de convocados para o amistoso:

Goleiros: Buffon (Juventus), Pelizzoli (Roma)
Defensores: Adani (Inter), Birindelli (Juventus), Favalli (Lazio), Ferrari (Parma), Oddo (Lazio), Natali (Bologna), Pancaro (Milan) e Panucci (Roma)
Meio-campistas: Ambrosini (Milan), Camoranesi (Juventus), Fiore (Lazio), Gattuso Milan), Nervo (Bologna), Perrotta (Chievo), Pirlo (Milan)
Atacantes: Corradi (Lazio), Di Vaio (Juventus), Miccoli (Juventus), Totti (Roma), Vieri (Inter).

Curtas

Três jogadores atingiram marcas importantes nesta rodada

Favalli, da Lazio, completou 395 partidas pela Série A, e comemora sua marca sendo convocado para a seleção

Outro foi Simone Perrotta, ex-Juventus e Bari, atualmente no Chievo, que completou 150 jogos pela Série A, também sendo chamado por Giovanni Trapattoni

Um ex-astro da ‘Azzurra’, Gianluca Pagliuca, jogou, contra a Roma, sua partida de número 700 como profissional

Fabio Liverani (Lazio), chegou à quota 100 em jogos na divisão máxima; Bresciano (Parma), Flachi (Sampdoria) e Sussi (Bologna), bateram na marca dos 50

Os 32 gols marcados nesta 27ª rodada são um recorde para esta temporada, igualado somente pela primeira jornada

A média de gols por partida, de 3,65, é maior do que a média do campeonato, que é de 2,62, até o presente momento

O Bologna teve uma semana de ouro

Depois de três derrotas consecutivas, conseguiu, nos últimos sete dias, somar nove pontos

Brescia, Lazio e Roma foram as três vítimas

Como o vergonhoso projeto “Salvacalcio” foi vetado pela União Européia, a Federcalcio já está imaginando alternativas

A EU não admite subsídios de nenhuma natureza, e o projeto da cartolagem era, basicamente, um perdão fiscal

A idéia da patota agora seria a de fazer com que os times “tradicionais” (seja lá o que for isso), desceriam uma categoria, mas teriam de mudar de nome.

Assim, se o Parma, por exemplo, fosse rebaixado, iria para a Série B com o nome de Atlético Parma Cálcio

Que imaginação!

Esta é a seleção Trivela da Série A, nesta 27ª rodada

Toldo (Inter); Gamarra (Inter), Stam (Lazio) Barzagli (Chievo); Barone (Chievo), Perrotta (Chievo), Maresca (Juventus) e Fiore (Lazio); Baggio (Brescia), Shevchenko (Milan) e Gilardino (Parma)

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

Top