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Itália vive o Mutu-Gate

Uma semana de derby milanês. Ninguém deveria falar de outra coisa, ainda mais em um ano que não tem a Juventus na primeira divisão. Contudo, mesmo que a vitória merecidíssima da Inter tenha tido o destaque que merece, muito mais barulho foi o que veio de Palermo. E não pelo brilho do jogo – que foi bom.

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A justiça tarda…

Há três anos atrás, quando a Fiorentina retornou à Série A, com uma virada de mesa malandrona, a sensação que ficava para a maioria dos amantes do esporte era a de frustração. Rebaixada à Série C no ano anterior, a ‘Fiore’ tinha evitado a segunda divisão através de politicagem E essa é uma marca que nunca mais sai.

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Record-breaker

A cobrança de falta de Alessandro Del Piero que originou o gol da vitória sobre a Inter – seu 190º com a camisa juventina – praticamente sacramentou o 29º título italiano do clube. A Inter agarrava-se desesperadamente à chance de trazer a Juve para seis pontos de distância, mas terminou a partida com o dobro disso.

Além da óbvia leitura relativa ao primeiro lugar, o gol de Del Piero também colocou mais um tijolo na construção de uma conquista que pode ser histórica. A Juve já assegurou o título de inverno com quantia recorde de pontos (52). O time de Fabio Capello pode vencer este campeonato também com uma cifra recorde.

Se mantiver o aproveitamento que tem até aqui (2,64 pontos por jogo ou 88% dos pontos conquistados), a Juventus chegará à 38ª rodada com três dígitos na tabela. Capello, que é o único treinador a ter vencido um ‘scudetto’ de forma invicta (1992, com o Milan), provavelmente terá escrito seu nome na história do torneio como o maior técnico de todos os tempos na Série A.

Perguntado sobre questões do tipo, Capello desconversa numa frágil tentativa de parecer humilde. O friulano alega que o importante é vencer o campeonato, que o trabalho do grupo é vital, etc, etc. Contudo, se houvesse um poço de vaidade, Fabio Capello estaria nele. E a perspectiva de entrar para a história certamente não o aborrece.

Seu histórico de conquistas claramente impressiona. Quantos técnicos podem dizer que foram campeões em três países diferentes e venceram títulos por todos os clubes que passaram – levando-se em conta de que os clubes em questão são Milan, Real Madrid, Roma e Juventus? Quando a Juve fez as pazes com Capello no começo da temporada passada e o levou para o Delle Alpi, poucos duvidavam que uma era estava começando.

A pergunta que fica no ar é: o que Capello pretende fazer no final desta temporada? As vozes na Itália que dão como certa a sua saída não são inconsistentes. Uma aventura na Inglaterra combina com o tipo de desafio que o treinador gosta, mas só terá lugar se for com o plano certo – leia-se dinheiro para montar um time imbatível.

A Espanha também pode estar nos planos de ‘Don Fabio’, cuja passagem pelo Real Madrid deixou saudades – mas também polêmica. O estilo cauteloso de Capello teve uma enxurrada de críticos em Madrid, e sua temporada no Bernabeu foi cheia de rusgas com a imprensa. Se voltasse ao clube, Capello exigiria dinheiro à vontade e carta branca para fazer o que quisesse – leia-se expurgar jogadores que pagam de gatinho.

E se a atual temporada acabar com um título da Liga dos Campeões? O técnico abandonaria Turim assim mesmo? Deixaria para trás um time montado e engrenado para arriscar seu currículo noutro país, onde certamente não é uma unanimidade?

A essa altura ainda é difícil responder. De qualquer maneira, mesmo que ainda não seja possível dimensionar o tamanho do lugar de Capello na história, já dá para dizer que o capítulo reservado a ele certamente será bem grande.

Milan, recorde de gols

Não fosse a fragilidade da retaguarda milanista nesta temporada, o clube de Milão poderia estar fazendo frente até mesmo à Juventus épica que Capello conduz ao bicampeonato. Nas últimas duas partidas, o time de Carlo Ancelotti jogou o melhor futebol da temporada até aqui. E como conseqüência, marcou nove vezes, sofrendo um gol. Assim, o Milan chegou aos 57 gols, fazendo uma média de 2,28 por partida, seis a mais do que a líder Juventus.

A prova de que a campanha milanista não é ruim no geral é o fato de que com 25 rodadas, o time tem o mesmo número de pontos que tinha depois de 25 rodadas no ano passado – 54. A diferença é que a Juventus conseguiu 12 pontos a mais, a Inter tem 11 a mais, a Roma 10 a mais e a Fiorentina inacreditáveis 24 pontos a mais.

Se Kaká teve suas partidas opacas, na semana passada as compensou. O futebol do brasileiro é um alento e desperta grandes esperanças no ano de Copa do Mundo. Quando joga o que sabe, Kaká não tem rivais. A forma hesitante do Milan nesta temporada certamente pesa sobre a sua forma individual, mas mesmo com o time vacilando, Kaká encontra espaço para fazer chover de vez em quando.

Elogios feitos ao ataque, as dúvidas ainda permanecem em relação à defesa. É certo que o clube contratará um ou dois nomes de peso para o setor para o próximo torneio, mas também cogita um volante que possa ajudar Gattuso numa partida mais física – se fala em Diarra do Lyon e em Plasil, do Monaco – caso Vogel não mantenha a forma que mostrou contra o Treviso.

Roma, recorde de vitórias

“O Milagre de Roma”. A série de nove sucessos consecutivos do time da capital já inspira poesias e crônicas dos literatos romanistas, que voltaram a ver em Francesco Totti um jogador descomunal. Mas o sucesso da Roma vai bem além do bom futebol de seu capitão.

Para começar, a Roma se livrou de uma dor de cabeça resolvendo a novela Cassano. O atacante do Real Madrid é um craque, mas em Roma, sua presença causava mal-estar para todos – ele incluso. O elenco ficou mais coeso, não há mais divisão e Luciano Spaletti não se sente mais obrigado a escalar ou não o jogador conforme a necessidade do clube.

Spaletti em si é outra chave para a consolidação romanista. O técnico fez o time compreender o que ele queria, e sem uma enfermaria lotada, conseguiu dar conjunto onde Chivu e De Rossi são a chave defensiva e Totti joga como atacante, sem a presença de um centroavante fixo como Montella.

Com o capitão avançado, Taddei e Mancini ganharam carta branca para jogar ofensivamente e aproveitam ao máximo as suas qualidades. Spaletti deu consistência à Roma porque povoou o meio-campo e o time mantém a bola. Quando ataca, praticamente passa a um 4-3-3 mas consegue se recompor rapidamente.

Todos erram; Cosmi paga

No começo desta temporada, a Udinese surgia como uma possível dor de cabeça para clubes maiores. Desclassificou o Sporting Lisboa na Liga dos Campeões e apresentava um elenco bastante capaz, apesar de não ter gasto nenhuma fortuna com reforços. A sua estréia na fase de grupo da competição européia – um sonoro 3 a 0 sobre o Panathinaikos – reforçou a sensação positiva.

Logo depois do jogo contra os gregos, a diretoria do clube fez a sua primeira presepada: afastou o atacante Iaquinta (autor dos três gols contra o Panathinaikos) porque o jogador não quis renovar seu contrato (que se encerra em 2007). Serse Cosmi, o treinador do time, ficou bastante irritado, mas se conformou.

O problema é que depois do incidente (sem Iaquinta a Udinese empatou uma e perdeu outra, antes do atacante der reintegrado), a Udinese jamais voltou a encontrar a sua forma. E ainda que a diretoria não tenha feito mais nenhuma presepada do gênero, a relação com o técnico foi se desintegrando. E no elenco, aqueles que não gostavam de Cosmi foram fazendo o velho ‘corpo mole’.

Pois bem: depois de perder para a Reggina em casa, finalmente o clube pos o prego no caixão do técnico e o demitiu. Contra a Lazio, o time já foi comandado pelo assistente técnico Loris Dominissini e pelo zagueiro Sensini, que pendurou as chuteiras para assumir um lugar no banco de reservas.

Jogadores de futebol naturalmente não vão admitir, mas a queda de Cosmi tem o cheiro acre da traição. Cosmi é um dos melhores treinadores da nova geração da Série A e certamente tem condições de atender às exigências de um clube como a Udinese. Como é impossível se demitir todo o elenco ou a diretoria, Cosmi pagou o pato. Agora, com sorte, a Udinese se arruma uma vaga na próxima Copa Uefa. No máximo.

– O Milan negocia com Giovanni Trapattoni para tê-lo no comando de suas divisões de base.

– Segundo o brasileiro Mancini, como seu atual técnico na Roma, Luciano Spaletti, se trabalha muito mais a parte tática do que com Fabio Capello.

– Bastou a derrota contra a líder Juventus para Massimo Moratti já colocar água na sopa da Inter.

– O dono do clube fez ironias dirigidas ao técnico Roberto Mancini sobre o fato de Recoba jogar pouco.

– A Juve acertou a compra de Marchionni, do Parma, para junho.

– A imprensa italiana mais sensacionalista noticiou que o Milan teria oferecido €20 milhões pelo brasileiro Cris, do Lyon, de acordo com publicações na França.

– Provavelmente seria a contratação mais bizarra da história.

– Luis Figo não mediu palavras depois da derrota da Inter para a Juventus.

– Sugerindo que a Juve é favorecida pela arbitragem, o português disse que é “vergonhoso” o que acontece na Itália e que todos deveriam “sair de férias”.

– Luciano Moggi, dirigente juventino, devolveu na mesma moeda, dizendo que Figo deveria “calar a boca”.

– Esta é a seleção Trivela da 25ª rodada:

– Amelia (Livorno); Mancini (Roma), Samuel (Inter), Barzagli (Palermo) e Balzaretti (Juventus); Paredes (Reggina), De Rossi (Roma) e Camoranesi (Juventus); Kaká (Milan); C. Lucarelli (Livorno) e Filippo Inzaghi (Milan).

Condenada!

Eventualmente o Brasil reconhece suas raízes italianas ao ver no futebol daquele país, maracutaias às quais estamos acostumados aqui. Temos exemplos recentes. A virada de mesa que guindou a Fiorentina à segunda divisão sem passar pela terceira; o escândalo do doping e o escândalo das apostas ocorrido no ano passado. Até parece o futebol da CBF.

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Juvechenko

Com apenas 12 rodadas do Italiano, já deu para ver que o ‘scudetto’ desta temporada, salvo uma surpresa incomum, vai ficar com Juventus ou Milan. Entre a Juve e a terceira colocada Udinese já são 12 pontos de diferença, ou seja: o time de Fabio Capello está abrindo uma média de um ponto por rodada até aqui, e somente o Milan de Carlo Ancelotti é que está mantendo a líder na alça de mira.

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Adriano imperador

“Nella gioia e nel dolore, Adriano imperatore”. Estes eram os dizeres de uma faixa no campo de treinamentos da Pinetina, quando cerca de mil torcedores aguardavam Adriano voltar do Rio de Janeiro, onde fora acompanhar o enterro de seu pai. O centroavante já tinha conquistado a ‘tifoseria nerazzurra’, e de lá para cá, só fez crescer a idolatria, muito parecida com a que teve Ronaldo em seu primeiro ano de Inter.

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Super Juve; Milão a meia força

Não dá para falar que não tenha sido uma surpresa o fato dos dois times de Milão empatarem na estréia, especialmente o Milan. Entretanto, era esperado que a Juventus saísse em “forma Ferrari” na sua partida difícil de Brescia. Explica-se: a Juventus começou sua preparação quase um mês antes dos rivais, tendo em vista as eliminatórias da Liga dos Campeões. Esse mês de treino está todo no sonoro 3 a 0 sobre o Brescia.

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