Tag: Jaap Stam

Mais do que esperado

Já se dizia há algum tempo que o divórcio entre a Roma e Antonio Cassano era questão de tempo. Para azar da Roma, o tempo reduziu a soma a receber pelo jogador a ‘míseros’ €5 milhões. Naturalmente, o ‘míseros’ entre aspas serve somente para refletir a desconexão do futebol com o mundo real. Para (quase) qualquer mortal, a soma significa uma aposentadoria garantida. Mas o clube de Trigoria desembolsou sete vezes este valor, quatro anos atrás, para tirar o jogador do Bari. €5 milhões é melhor que nada e pouco além disso.

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Milan, alerta vermelho

Na abertura do Italiano, sob uma chuva torrencial, o Milan teve de se contentar com um miserável empate contra o recém-promovido Ascoli. Aceitável. Num campo alagado, até mesmo o vice-campeão europeu pode empatar contra um time que se preparava para jogar a segunda divisão. Jogadores e dirigentes fizeram cara feia, mas conformaram-se.

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Circo em chamas

Relembrar é viver. Então relembremos. Na semana passada, esta coluna discorreu sobre quão infernal é o momento da arbitragem na Itália. Os homens de preto sempre foram xingados, mas mesmo os italianos, reclamões profissionais, admitem que nunca houve uma crise de confiança tão gigantesca quanto a que acontece agora.

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De olho no segundo turno

O Italiano ainda não passou da 12a rodada – pouco mais da metade do turno de ida. Mesmo assim, a tabela já dá pistas importantes em relação ao resto da competição. A primeira, e notória, é que o Milan parece o único time com gás suficiente para poder deter a Juventus na sua trajetória para o 27o título.

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Apresentação da temporada – III

Seguimos apresentando os times que farão a temporada 2004/2005 do Italiano. Nesta semana, os examinados são Milan, Palermo, Parma e Reggina, todos bons elencos, de acordo com suas pretensões.

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Superdefesa e superataque

Meses antes do último campeonato terminar, na Itália já se sabia que o Milan teria, na temporada 2004/05, um trunfo: uma defesa impenetrável. Não era segredo para ninguém que o holandês Jaap Stam tinha assinado contrato com o time de Via Turati, e que se agregaria a um setor que já dispunha de Maldini, Nesta e Cafu (além dos “reservas” Pancaro e Kaladze).

Com Stam, Carlo Ancelotti poderia até mesmo se dar ao luxo de montar uma defesa a três, com Maldini e Nesta. ‘Carletto’, no entanto, já avisou que sua defesa seguirá com quatro jogadores, onde muito provavelmente Stam será deslocado para a direita, com Maldini e Nesta formando a dupla de zaga. E as opções são muitas, com Cafu, Pancaro e Kaladze como alternativas quase titulares de tão seguras.

O que ninguém poderia imaginar é mais uma chegada de peso no ataque do Milan. O nome cotado de mais peso era o de Bernardo Corradi, ex-Lazio, que acabou indo para o Valencia. Outros nomes mencionados eram Jimmy Floyd Hasselbaink (ex-Chelsea, agora no Celtic) e até Jan Koller, do Dortmund.

Só que o quarto nome do atacque milanista é simplesmente Hernán Crespo, argentino pelo qual o Chelsea pagou € 35 milhões na temporada passada. Crespo vai passar um ano no Milan por empréstimo gratuito, aceitando reduzir seu salário, numa porcentagem não revelada.

Assim, o Milan passa a ter um ataque que nada deve ao do Real Madrid, considerado o mais famoso do mundo. Se o Real tem Ronaldo, Figo, Raúl e Portillo, o Milan tem Shevchenko, Inzaghi, Tomasson e Crespo. “Com quatro atacantes desses eu não tenho mais como escalar só um atacante”, disse Ancelotti, brincando com o “pedido-exigência” de Silvio Berlusconi, feito no fim do último campeonato, para que o Milan jogasse sempre com dois na frente.

Crespo foi revelado na Itália exatamente por Ancelotti, e não foi fácil. O argentino era xingado pesadamente em todos os jogos, quando cjhegou ao Parma, em 1997. “Quanto mais o xingarem, mais o escalarei como titular”, defendia Ancelotti. O tempo deu razão ao treinador milanista. Crespo deixou o clube, em 2000, como o maior artilheiro do clube na Série A.

E o clima no vestiário?

Agregar Crespo a um ataque tão rico tem um risco natural: a de criarem-se atritos na briga por posições. Tecnicamente, os titulares são Shevchenko e Inzaghi, mas como é possível chamar Crespo e Tomasson (especialmente depois da excelente Euro 2004) de reservas?

O vice-presidente do Milan disse à imprensa que só concordou em levar Crespo ao Milan porque Ancelotti o conhece muito bem e é íntimo do atleta. “Se Carlo me pedisse para trazer um jogador que ele não conhecesse, eu não o faria, porque quatro jogadores desse nível no mesmo time são difíceis de gerenciar”. É isso.

Ancelotti quer ter cartuchos suficientes para poder jogar campeonato e Liga dos Campeões com um ataque devastador. Neste ano, o terá. A imprensa italiana comenta que a única combinação menos favorável é com Crespo e Inzaghi juntos, mas Crespo já jogou com Vieri e com Chiesa, dois jogadores que não são menos “de área” do que Superpippo.

Com um ataque onde três dos quatro jogadores já foram artilheiros da Série A pelo menos uma vez (só Tomasson não o foi), o Milan se credencia fortemente a lutar para manter o ‘scudetto’ e tentar reconquistar a Liga dos Campeões. Adversário principal? Juventus. A “Vecchia Signora”, Capello e uma defesa rejuvenescida vão fazer o Milan suar sangue.

A Inter deve ter uma boa temporada, mas como tem um time praticamente novo, é pouco provável que engate logo de cara (ainda que possibilidades existam, como o Milan campeão de Zaccheroni, em 1999); a Roma deve se ressentir das saídas de Samuel, Zebina, e talvez Emerson. Mas está muito longe de estar fora do páreo.

Lazio com dono novo. E salva

Dois anos de imbróglio, pavor, medo, incerteza e confusão depois, e a Lazio parece que, finalmente, está salva do risco de falência. Um empresário da região de Roma, Claudio Lotito, conseguiu finalmente tomar o controle acionário do clube, depois de adquirir cerca de 30% das ações ‘biancocelesti’, despendendo uma soma de € 21 milhões. Lotito estava disputando com Piero Tulli, que já é presidente da Lodigiani, a compra das ações. O acordo pendeu para Lotito.

“Bom, e o que muda?”, poe perguntar o internauta. Basicamente, muda muito e nada ao mesmo tempo. Muda muito porque a Lazio deixa de ser um clube com risco de falir, e logo, as ações devem subir de preço, os credores devem ficar menos ansiosos, e nenhum outro jogador de peso deve deixar o elenco do time.

Não muda naada no sentido em que a Lazio deve disputar uma temporada modesta, apesar da entrada de um ricaço no seu comando. A diretriz principal é a de reorganizar as finanças do clube, que estavam desgraçadamente confusas desde a saída de Sergio Cragnotti, ex-dono da Lazio e do grupo Cirio.

A maior prova desta falta de pujança é a lista de contratações da Lazio até agora. Apesar de já ter vendido Stam, Fiore, Corradi, Favalli e Collonese, o único novo jogador em Formello é o atacante macedônio Pandev. Dino Baggio e Christian Manfredini também são rostos novos em relação ao ano passado, mas voltam de empréstimo.

Além disso, a Lazio não sabe quem será o seu treinador. Os nomes cotados não são muito entusiasmantes. Se fala em Dino Zoff, Gianluca Vialli e Adamo Gregucci. Nomes de baixo custo, e que não vão exigir contratações. Das três, a menos pior parece ser Zoff, que, ao menos, já tem familiaridade com a casa.

Curtas

Embora com ainda mais uma semana de prazo, Siena, Napoli, Reggina, Torino e Ancona não conseguiram as suas inscrições em decorrência de problemas financeiros

Exceção feita ao Napoli, os presidentes dos outros clubes garantem que foram somente problemas burocráticos

Baggio se aposentou, como se sabe

Mas o técnico do Bologna, Carlo Mazzonne, está falando diariamente com o atleta para tentar convencê-lo a jogar mais uma temporada no seu time

Pirlo conseguiu convencer o treinador do Milan, Carlo Ancelotti, a deixá-lo participar dos Jogos Olímpicos, como um dos três jogadores com mais de 23 anos

Ancelotti tem duas opções para o seu lugar

A primeira é Ambrosini; a segunda é o recém contratado Dhorasoo

Durante a primeira semana de treinamentos, o novo nome que mais se destacou na Juventus foi o de Olivier Kapo, ex-Auxerre, contratado a custo zero

A Juve ainda quer mais um zagueiro para fechar seu elenco

Cannavaro (Inter) e Ujfalusi (Hamburgo) encabeçam a lista.

Incontestável!

A liga é a mais dura da Europa, disso não há dúvida. Juventus e Roma fizeram campanhas excelentes, em termos de pontuação. E mesmo assim, ninguém conseguiu impedir um Milan estelar (tranquilamente mais do que o Real Madrid) de esmigalhar recordes, defesas e expectativas, como as dos (muitos) que davam a briga pelo título emntre Juventus e Roma.

Carlo Ancelotti merece receber os aplausos pelo título, junto com sua legião de craques. O “Milan-Champagne” da Liga dos Campeões do ano passado, era criticado pelo excesso de floreios (que, curiosamente, é elogiado no Real Madrid). Mas esta temporada mostrou um Milan cínico, objetivo, e cerebral, além da capacidade de encantar, já herdada do ano passado.

No torneio como um todo, o saldo é positivo. O futebol italiano teve uma de suas temporadas mais duras, em todas as zonas da tabela. Lutas por vagas européias e contra o rebaixamento, foram decididas no último suspiro. Quer dizer, se é que foram decididas, porque graças ao escândalo das apostas (grande mácula da temporada), alguns presidentes juram vingança no “tapetão”.

Também vale o destaque para as aposentadorias anunciadas de Roberto Baggio e Beppe Signori, dois grandíssimos do futebol italiano, ambos entre os maiores goleadores do pós-guerra. O futebol fica mais triste sem eles. Mas até que se inicie a próxima temporada, a esperança deles mudarem de idéia permanece viva.

Equilíbrio com toques de gênio

A chave para o 17o ‘scudetto’ milanista foi, sem dúvida, o equilíbrio. Nenhum outro time da Europa tem mais solidez que o Milan que acabou esta temporada. Não fosse pelo trágico tropeção em La Coruña, o Milan estaria na final da LC. O elenco ficou eufórico ao ver, um dia antes do desastre, as saídas de Real Madrid e Arsenal do torneio, e relaxou. Quando ainda não podia.

A defesa do time explica muita coisa. Dida pode ser um goleiro inseguro com o Brasil, mas atrás de uma zaga Nesta-Maldini, é um gigante. O começo da temporada levantou algumas dúvidas sobre a capacidade de Cafú voltar a jogar na defesa, depois absolutamente dissolvidas. E o veterano Pancaro não ficou nada a dever a Kaladze, que ficou quase toda a temporada machucado.

Com uma defesa dessas, o Milan tinha espaço para enriquecer o meio-campo. O refinado Pirlo era o primeiro homem no meio-campo, diante da zaga. Era ali que começaca o Milan cerebral. Pirlo, que tem um passe impecável, visão de jogo e classe, dava qualidade aà manobra ofensiva do time sem que houvesse flacidez na marcação, não só pela melhor da próprio Pirlo na marcação, como pela participação espetacular de Gattuso, um leão na recuperação de bolas.

Os críticos reclamam que Gattuso não consegue dar um passo de cinco metros. Os críticos não assistem aos jogos do Milan. “Rino” melhorou muito nesta temporada, e não à toa, jogava mais pela direita, onde um certo Cafú descia com frequencia ao ataque.

Oresto da escalação foi sempre variando. Rui Costa, Seedorf, Kaká, Tomassone Shevchenko (e, com um pouco menos de espaço, Ambrosini), davam a Ancelotti um leque gigante de opções. Três meias de ligação e um atacante; dois meias e dois atacante, ou as vezes, até mesmo o brasileiro Serginho como ponta. Toda esta variação acontecia porque, lá na defesa, tudo estava sempre seguro.

Muitos craques mais Kaká

Não dá para dizer qual é o melhor jogador do Milan. Os candidatos são muitos. Pirlo, com sua capacidade impressionante de armação; Rui Costa com seus passes filtrantes; o artilheiro Shevchenko; os gigantes Nesta e Maldini. Mas dá para dizer que, quem fez a diferença neste ano foi o brasileiro Kaká.

Quando Kaká estreou pelo Milan, contra o Ancona, o equilíbrio entre os times candidatos ao título era enorme. Podia-se passar uma régua entre eles e não se veria a diferença. Kaká (que teve seu nome ironizado pelo diretor da Juve, Luciano Moggi, ao chegar), rompeu o equilíbrio.

Durante quase todo o campeonato, Kaká foi titular, e Ancelotti não estava somente impressionado por seus dotes técnicos. É que o meia-atacante fazia com que o Milan tivesse um jogador que cobria dois espaços no campo: o de meio-campista e o de atacante. Sem a bola, Kaká defendia; com a bola, virava avante. E ninguém (exceto Mauro Silva, no desastre da Liga dos Campeões), soube como pará-lo.

Kaká já se garantiu como ídolo de primeira grandeza no Milan. Bateu o martelo no derby contra a Inter, quando levou uma intimada do argentino Kily Gonzalez, e respondeu com um empurrão. Tomou um cartão amarelo, mas a torcida milanista teve certeza: ali estava “uno di noi” (ou “um de nós”, como San Siro grita aos seus escolhidos).

Agora a meta é tudo num ano só

O novo desafio de Ancelotti é o de fazer uma dobradinha ‘scudetto’-Liga dos Campeões, e quem sabe, uma “tríplice coroa”, com uma Copa Itália extra. As chances? Pequenas. O Italiano é duro demais para poder oferecer resistêcia, sem descuidar da LC. Mas o Milan quer tentar.

Com a contratação de Jaap Stam, a defesa milanista passa a ser, de longe, a melhor do mundo. Stam é excepcional marcador e tem uma noção de posicionamento impecável. Se a linha defensiva for composta por Cafu, Stam, Nesta e Maldini, as chances do sonho milanista ganham corpo.

Ainda se espera mais um golpe de mercado do Milan neste verão europeu. Fala-se em um nome para o ataque, provavelmente um centroavante de presença de área, opção à velocidade de Sheva e Inzaghi, que deve ser o “plus” do início de temporada do Milan, já que não disputará o Europeu e terá tempo para se preparar bem.

O armador Vikash Dhorasoo já foi contratado, junto ao Lyon. Dhorasoo chega como reserva, mas tem qualidade suficiente para causar ainda mais disputa no riquíssimo meio-campo do time

Com o Coliseu nas costas

Não deu para a Roma desta vez, e quem analisasse o time no começo do ano, antes de que se começasse o torneio, já poderia ter idéia disso. Os nomes do elenco eram quase contados; o ala Candela passou praticamente toda a temporada machucado, assim como Montella, e Zebina tinha ido mal na temporada anterior.

Só que a Roma tinha Francesco Totti. E Totti jogou como nunca. O armador romano e romanista foi um trator para a Roma. Bateu seu recorde de gols numa só temporada (20), fez Cassano jogar sua melhor temporada na Série A (e não arrumar encrenca), lançou, assistiu, comandou. Tanto que, para variar, diz-se que o Real Madrid estaria interessado nele.

Se o meia jogasse na Inter ou na Juve, a Roma teria dificuldade até para conseguir uma vaga na Copa UEFA. Mas a 10 ‘giallorossa’ foi assombrosa para torcedores e adversários. Totti tem a virtude de Kaká: se tranforma de meia em atacante automaticamente. E com a vantagem de que tem muito mais experiência.

Seu destino está ligado à condição financeira da Roma. Se o clube contratar para reforçar o elenco, ele fica. Senão, nem todo seu amor pelo clube vai fazer com que ele fique no Olímpico, alijado de conquistas mais importantes. Totti é um símbolo romanista, mas quer virar um astro europeu de troféu na mão.

Tiros e bombas. Mas o Parma resistiu

Quando explodiu a bomba atômica na Parmalat, todos pensaram: “O Parma é a nova Fiorentina. Ou pior”. Havia bons motivos para isso. O débito astronômico da empresa, o outro débito (também bem grande), do clube com a empresa, a insegurança dos jogadores, tudo sugeria uma dêbacle.

Para piorar, o Parma vendeu, à força, alguns de seus principais jogadores, como Adriano, Júnior e Nakata. Aí entrou a mão de um técnico capaz não só taticamente, mas também excepcional motivador e lapidador de jovens promessas. Cesare Prandelli foi quem segurou a barra em campo.

Prandelli conseguiu manter um grupo unido, não fazer contratações (a não ser como “brinde”, quando vendia um de seus astros). Dessa maneira, quasae levou o Parma a uma inacreditável vaga na Liga dos Campeões. Ficou com a vaga UEFA com muito mérito, e um time apinhado de promessas.

Morfeo, Bonera, Ferrari. Paolo Cannavaro, Marchionni, Bresciano. Todos esses estão sendo cobiçados por quase toda a Itália. E além desses, Alberto Gilardino, vice-artilheiro do campeonato com 23 gols, e a revelação da temporada. Gilardino deu conta do recado, quando da saída de Adriano, para a Inter. E o fez com folgas. Se o Parma se salvar financeiramente (e tudo indica que, apesar do cinto apertado, as coisas vão se encaixar), esse grupo merece boa parte do mérito.

Fracasso Juve: “só” um terceiro lugar

Alguns clubes sofrem com o próprio gigantismo. É exatamente o caso da Juventus. Depois de comemorar o bicampeonato italiano na temporada passada, mas amargar a perda da Liga dos Campeões nos pênaltis, a Juve estava determinada a ganhar tudo o que fosse possível.

Tanto é assim que, depois da campanha de reforços, onde foram apresentados nomes como Appiah, Legrottaglie e Maresca (que estava emprestado), Marcello Lippi chegou a anunciar: “Esta é a Juve mais forte que eu jamais treinei”.

Lippi não estava tão errado, mas foi vítima de alguns problemas, como algumas contusões (Del Piero, sobremaneira), o envelhecimento de sua defesa, a cessão de Davids (fundamental para a espinha do time) e a perda de brilho de Nedved, que no ano de 2003 fez chover, mas de janeiro para cá, demonstrou visível fadiga.

Curtas

A média de gols do italiano deste ano subiu de 2,57 para 2,66 por partida

Nas outras grandes ligas européias, a Inglaterra obteve os mesmos 2,66, a Espanha ficou com 2,65, e a Alemanha, com 2,96

Pela ducentésima milésima quarta vez, constata-se que nas quatro grandes ligas, não há uma que tenha muito mais gols

E, curiosamente, a espanhola foi a de menos número, embora a diferença seja desprezível

Esta coluna vai se abster de falar de boatos de mercado, ou o internauta enlouqueceria

Entre as mudanças relevantes até agora, estão a passagem de Walter Samuel, da Roma para o Real Madrid, Johnathan Zebina, da Roma para a Juventus, e de Jaap Stam, da Lazio para o Milan

Mas esta lista vai crescer muito ao final do Europeu

Esta é a seleção Trivela da temporada 2003-2004 do Campeonato Italiano

Frey (Parma), Stam (Lazio, Nesta (Milan), Samuel (Roma) e Maldini (Milan); Gattuso (Milan), Pirlo (Milan), Kaká (Milan); Totti (Roma), Baggio (Brescia) e Shevchenko Milan).

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