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Alexandre Kazuo

Alexandre Kazuo é Mestre em Filosofia e editor do Playback FC, além de colaborador eventual de outros sites.  Kazuo é espectador do futebol europeu (Champions League, Calcio  italiano, Premier League, seleções). Além disso, é um observador da cultura pop, da história do rock e as entranhas do heavy metal.

O redimensionamento do futebol italiano é para valer

Numa discussão com um colega em 2006, quando diante da descoberta do esquema do Calciocaos ele me disse que a Juventus deveria ser mais duramente punida, eu retruquei. “Do jeito que está [n. do r: rebaixamento para a segunda divisão], a Juve já levará 10 anos para se reerguer”. Creio, que metade do trajeto já passado, a previsão era acertada. Contudo, errei numa coisa: não era só a Juve a ser punida. O futebol italiano hoje é de segunda.

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Um golaço brasileiro na Ucrânia!

Se não viu, deveria ver. Um dos gols do massacre ucraniano do Metalist Kharkiv sobre o Debreceni pela Europa League teve assinatura e moldura brasileiras e foi um show.

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Título importante, mas que não dá manchete

O diário italiano Il Sole trouxe nesta quinta uma matéria que indica que a campeã italiana das finanças é uma equipe grande com bem menos apelo e glamour que as poderosas Milan, Inter e Juventus. A Lazio, soterrada em débitos pela gestão de Sergio Cragnotti e da multinacional de alimentos Cirio. Fechou o último exercício com um ativo de €28 milhões (cerca de R$ 72 milhões). O Napoli também fechou em ativo de cerca de R$ 50 milhões e as duas esquedras celestes do centro sul italiano foram as únicas duas que não tiveram prejuízo.

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A culpa de cada um

Uma declaração dada pelo premiê italiano Silvio Berlusconi, de que os jogadores deveriam ter seus salários diminuídos, iniciou uma série de protestos por parte dos maiores interessados – os jogadores. O capitão da seleção, Fabio Cannavaro, disse que Berlusconi devia estar falando de seu clube, o Milan, e o ex-milanista Demetrio Albertini disse que “os salários não são culpa dos jogadores e que eles só aceitam o que os dirigentes os oferecem”.

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Um caso estranho

O debate entre futebol “alegre” (seja lá o que for isso) e futebol “de resultados” é, para mim, um dos menos inteligentes, aprazíveis e pertinentes que acontecem tantos nas mesas de bar quanto na mídia (embora as duas coisas sejam quase iguais em inúmeros casos). Sendo direto: é um debate burro, ilógico. É a mesma coisa que “concordar” ou não que feijoada é melhor do que pizza, como se isso fosse possível.

Há casos, por exemplo, onde o time que lidera e ganha campeonatos se esmera muito mais na aplicação tática do que na técnica. Exemplo: o Chelsea de José Mourinho. Verdade: não havia espaço para presepadas robinhísticas como dribles na lateral ou tentativas de lances de Winning Eleven, mas a inteligência na disposição dos times, a elevação da marcação, o aperfeiçoamento da parte física também tinham seu valor. É uma questão de gosto – mas só quando se vence. “Nunca nenhum torcedor me pediu futebol bonito – sempre me pedem títulos”, dizia o técnico Hector Cúper.

A Inter de Milão, contudo, desafia a lógica: não joga bonito, não é eficiente mas ganha e lidera o Italiano com seis pontos de vantagem. Maicon, Stankovic, Cambiasso, Ibrahimovic e mais recentemente, Adriano, vêm jogando bem – muito bem. Mas o resto do time é um arremedo. O gol sofrido diante do Torino é um bom exemplo. A marcação interista é falha, a zaga não acerta o posicionamento e raramente a Inter encontra um formato de jogo. Mas ganha. E lidera. O que ocorre?

Primeiro, é preciso atestar a incompetência de Juventus, Roma e Milan. Os três tropeçam nas próprias pernas. A Juve é extremamente sólida, mas sofre de blecautes tático-mentais de vez; em quando; a Roma não consegue – ainda – jogar sem Totti e sofre a ausência de Mancini; o Milan paga o preço de contratações estelares ótimas em prejuízo das necessárias de carregadores de piano com menos de 760 anos.
Analisando a Inter, por si só, a liderança se explica no talento individual. Ações individuais de Maicon, Stankovic e Ibra iniciam a maioria esmagadora dos gols do time (além de Julio Cruz, que é uma espécie de amuleto zagalliano do clube). Sem eles, nem com o rigor defensivo de Mourinho nem a falta de competência da concorrência a Inter comandaria.

Até quando? Por pior que seja, a Inter é a melhor até agora. Ganha os pontos que tem que ganhar. Além disso, tem um grande potencial de melhora, especialmente no ataque. As defesas de Mourinho jogam bem mais cedo ou mais tarde, ainda que ele tenha de contratar alguém de confiança da época do União de Leiria. E se esses reforços vierem, é na zaga “milanísticamente” velha (Cordoba, Burdisso, Materazzi, Samuel) que o português vai se precaver.

Metralharam a Cinderela

A semana passada doeu em várias torcidas. Muito se falou do massacre do Zenit sobre o Bayern de Munique na Copa Uefa e da sofrida eliminação do Liverpool na LC. Mas ninguém – ninguém mesmo – teve uma semana tão infernal quanto a Fiorentina, a equipe mais simpática e promissora da Itália na temporada.

A simpatia da Fiorentina é fácil de explicar: é difícil não gostar de Florença e sua rebeldia organizada e sua cultura tão enraizada. O Artemio Franchi é um estádio com uma atmosfera sensacional, uma torcida apaixonada (ainda que às vezes imbecil na sua violência) e uma independência histórica do eixo Roma-Milão-Turim. E promissora porque nos últimos anos tem contratado os melhores jovens da Itália, como Pazzini, Montolivo, Potenza, Cacia.

Só que em uma semana, o mundo fiorentino ruiu. Antes do jogo com a Sampdoria, a Fiorentina tinha quatro pontos de vantagem sobre o Milan no campeonato, com quatro rodadas para seu final (com uma conseqüente vaga na Liga dos Campeões) e uma semifinal da Copa Uefa para decidir em casa (sem desvantagem para reverter).

Um empate no último minuto, uma derrota nos pênaltis e uma derrota merecida para o Cagliari simplesmente devastaram aquela que, na próxima temporada, poderia ser a Cinderela do futebol europeu, candidatando-se a fixar-se na LC a médio prazo. Com um grupo jovem, as pauladas derrubaram o time e agora é difícil dizer quando – e se – ele vai se recuperar.

O gol marcado por Gastaldello no empate da Fiore com a Samp afetou o grupo, sim, mas foi a desclassificação na Uefa que fez tudo ruir. A Fiorentina se dava como certa na final de Manchester. Ia pegar o Rangers e bastava ganhar de 1 a 0. Aí estava o problema.

O ataque fiorentino, até pela sua juventude (Vieri à parte), é estéril quando a coisa aperta. Pazzini, Vieri, Cacia, Di Carmine, Lepiller, Osvaldo, Papa Waigo, Santana e mesmo Mutu foram incapazes de decidir. E nos pênaltis, tudo foi para o saco. Inclusive Vieri, que ao desperdiçar sua cobrança, sofreu uma distensão muscular e está fora da temporada – e da Fiorentina (que não renovará seu contrato).

O golpe foi forte. Muito forte. Depois do jogo, o zagueiro Ujfalusi praticamente confirmou que está acertado com o Atlético Madrid, o técnico Prandelli admitiu que seu time é jovem demais e rumores de discussões entre os jogadores vazaram na imprensa. No domingo, a pá de cal veio na Sardenha. O Cagliari dominou amplamente o jogo e merecia até um placar mais elástico do que o 2 a 1. Para piorar, Mutu se destemperou e falou o diabo para o árbitro Farina, que o expulsou.

O que mais pesa contra o time toscano é o retrospecto de médio prazo. São 10 derrotas nos últimos 24 jogos. Agora, o Milan depende só de si para ficar com a quarta vaga na LC e a Fiorentina não tem nem Vieri nem Mutu e o jogo contra o Parma é vitam para manter as chances de sonho da LC, a única coisa que faria a temporada não soar como um fracasso.

Para a preocupação da torcida, o grande problema é o momento da crise. A quatro rodadas do fim da temporada, o time poderia se sagrar campeão da Uefa e ter uma vaga na Liga dos Campeões. Agora pode não ter nada e ainda perder jogadores importantes (além de Ujfalusi, o goleiro Frey também deve sair), além de questionar talentos como Pazzini (que o clube gostaria de trocar por Borriello, do Genoa), Montolivo, Kuzmanovic e outros. Quanto isso pode comprometer o projeto de Prandelli? Isso não tem como dizer agora.

O Parma tem seu Capitão Nascimento

Na semana passada, quando o Parma perdeu na Calábria para a Reggina, concorrente direta contra o rebaixamento, um clima de funeral se abateu sobre o elenco. Foi a segunda derrota seguida em um jogo no qual o Parma estava vencendo e tomou a virada depois de uma expulsão (Mariga contra o Napoli e Paci contra a Reggina). O meia Morrone chegou até a deixar o campo xingando o técnico Hector Cúper por ter substituído Cristiano Lucarelli.

Mas antes que a balbúrdia reinasse em Collechio, o CT do Parma, o presidente do clube, Tommaso Ghirardi, tomou as rédeas e assumiu seu lado Capitão Nascimento. Depois de uma bronca violentíssima no time, ainda na Calábria, Ghirardi ganhou pontos com a torcida ao adotar uma disciplina draconiana no clube.

“É mentira que eu vá deixar o clube [n. Do e.: Ghirardi comprou o Parma há dois anos]. Também não é verdade que eu esteja aborrecido com Cúper”, disse Ghirardi. “Saímos da Calábria no máximo da humilhação e me sinto envergonhado como torcedor”, disse o dirigente.

Depois de poupar o técnico e a torcida, Ghirardi não poupou munição. “Também tenho orgulho e sofrer os insultos e cuspidas que eu sofri não é fácil. Mas que todos saibam: não deixarei de dar meu apoio moral nem financeiro, mesmo caso acontecesse uma desgraça esportiva que rebaixasse o Parma”, afirmou à agência italiana Ansa.

“Mas não é justo que eu pague a conta sozinho: os responsáveis por esse possível rebaixamento – os jogadores – sofrerão as eventuais penas do inferno junto comigo e com o Parma e terão de comer o pão que o Diabo amassou e coisas muito piores. E garanto: todo o elenco ficará em caso de rebaixamento, até que o Parma seja recolocado na sua posição devida”, disse o empresário.

Ghirardi assumiu a responsabilidade por parte dos erros, dizendo que errou em apostar nos jovens e em um técnico fora do “circuito” (Domenico Di Carlo). “Mas é que eu queria fugir dos nomes de sempre e fazer crescer jovens identificados com o clube”, afirmou. No domingo, o preço do ingresso em Parma foi reduzido em 75% e o estádio estava lotado, ajudando o time a superar um difícil Genoa. Contra Fiorentina e Inter, o Parma terá de comer a grama como fez no domingo. Caso contrário, segundo garante Ghirardi, passará toda a próxima temporada com coisas piores do que capim no prato.

Os duelos dos desesperados

Todos os focos estarão voltados para San Siro no próximo fim de semana. É ali que debe acontecer a partida que definirá o campeão italiano. A Internazionale enfrentará um Siena que já se salvou do rebaixamento matematicamente precisando de uma vitória simples para assegurar-se o título.

Contudo, Livorno e Reggio Calábria hospedarão jogos que significarão muito mais para os times envolvidos. Na Toscana, o time ‘amaranto’ pega o Torino, enquanto na Calábria, a Reggina receberá o Empoli. Em disputa nas duas partidas, seis pontos envolvendo quatro ameaçados diretos pelo rebaixamento. Nas duas partidas, quem perder, cai. Ou quase.

Com 30 pontos, o Livorno está praticamente rebaixado, já que o Catania – primeiro time hoje fora da zona de rebaixamento – tem cinco pontos a mais. A única coisa que pode soar como positiva de alguma forma é o fato dos dois últimos adversários serem rivais diretos na luta contra a queda: Torino e Empoli. A última vitória do Livorno na Série A ocorreu no começo de março, há dez rodadas (1 a 0 no Catania).

O Torino, adversário ‘livornese’ na próxima rodada, tem quatro pontos a mais do que o primeiro da zona de rebaixamento, mas antes do sucesso contra o Napoli, tinha sofrido quatro derrotas seguidas (a última vitória também tinha sido sobre o Catania). Jogando numa retranca quase sórdida, é pouco provável que o ‘Toro’ dê ao Livorno alguma sobrevida depois do próximo jogo.

No Oreste Granillo, a Reggina pode definir a sua premanência na Série A e fechar o caixão do Empoli. A ressurreição da Reggina se debe basicamente aos dois ‘trequartistas’ do time, Cozza e Brienza, que deram um novo ânimo ao time. No Empoli, nem o bom jogo de Giovinco sugere uma salvação.

Outros dois jogos são fundamentais para a decisão das vagas: além da já citada Fiorentina x Parma, em Florença, também a viagem do Catania a Turim para pegar a Juventus é vital. Se Parma e Catania não vencerem, dificilmente escapam na última rodada. Pelas circunstâncias e calendário, Livorno, Catania e Empoli parecem, hoje, os mais ameaçados.

Curtas

– Na semana passada, a Gazzetta Dello Sport se referiu a Filippo Inzaghi como “descontrolado” ao fazer gols sem parar “para levar o Milan sozinho à Liga dos Campeões”.

– Com o gol contra a Inter, já são nove em cinco jogos.

– A boa fase é tamanha que o Milan até começou a declarar que não está mais interessado em Ronaldinho Gaúcho.

– Claro que ainda está, mas com um Inzaghi assim, o Barcelona terá de pedir menos do que os €35 milhões desejados.

– Nesta segunda-feira, o francês Mathieu Flamini já fez testes em Milão e já é jogador do clube de Kaká.

– Na antepenúltima rodada do Italiano, nenhum empate: seis vitórias dos mandantes e quatro dos visitantes.

– Seleção Trivela da 36a rodada:

– Doni (Roma); Motta (Torino), Nesta (Milan), Padoin (Atalanta); Adriano Ferreira Pinto (Atalanta), Cossu (Cagliari), Ambrosini (Milan), Sammarco (Sampdoria), Kaká (Milan); Inzaghi (Milan), Amauri (Palermo).

Dança dos técnicos

De um campeonato sério se supõe que a maioria dos clubes mantenha seus técnicos, certo? Bem, certo. Nesse caso, o Campeonato Italiano não é tão sério assim. Pelas estimativas mais conservadoras, ao menos seis treinadores devem perder os seus empregos na Série A. Pelas previsões mais extremas, até 12 podem trocar de banco.

Tal fato vem em uma temporada na qual nada menos que nove agremiações fizeram alterações em seus comandos. Pior: quatro deles (Palermo, Cagliari, Torino e Messina) chegaram ao ridículo de trazer de volta os mesmos treinadores que tinham demitido anteriormente. A moda vai continuar?

Parece que sim. Apesar de historicamente as trocas de técnicos significarem um grande passo rumo ao rebaixamento no futebol italiano, a estabilidade no comando dos times foi pelos ares e a palavra ‘planejamento’ tornou-se uma estranha.

Ascoli e Messina, os dois já condenados pelo rebaixamento, quase que certamente trocarão de treinador depois do fim desta temporada. Os dois clubes se preparam para um redimensionamento e para um longo período na segunda divisão. Nedo Sonetti, do Ascoli, estuda a possibilidade de continuar no Marche mesmo na divisão inferior, mas no Messina o destino ainda é incerto.

A revelação do campeonato passado, Marco Giampaolo, que veio exatamente do Ascoli, teve vida dura em Cagliari e foi um dos que foi mandado embora e chamado de volta. O casamento entre as partes está definitivamente desfeito e o clube sardo está procurando um substituto.

Giampaolo, contudo, não deve ficar sem emprego. O Parma disputa com o Siena a precedência para contratá-lo. O time do Ennio Tardini sabe que o homem que está salvando os ‘Crociati’ do rebaixamento, Claudio Ranieri, tem proposta do Manchester City, da Inglaterra, e está se precavendo. Giampaolo também é a primeira opção do candidatíssimo ao rebaixamento, Siena, que já acertou a saída de Mário Beretta, que negocia com o Mantova.

Outro ameaçado de rebaixamento, o Catania, também já acertou a demissão de seu técnico, Pasquale Marino. O novo treinador deve ser Silvio Baldini, ex-Empoli, Palermo e Parma, mas não se sabe se ele aceitaria o time do estádio Massimino mesmo na Série B. Reggina e Chievo, apesar de ainda ameaçados, parecem intencionados a manter Walter Mazzarri e Luigi Del Neri por priorizarem o esquecido ‘planejamento’.

A Atalanta? Também está na roda. Stefano Colantuono está sendo cortejado pelo Palermo para entrar no lugar de Francesco Guidolin, que faz parte do time dos ‘demitidos-chamados-de-volta’. Se perder Colantuono (provavelmente por um bom pagamento do Palermo), o clube bergamasco sonda Domenico Di Carlo, que impressionou neste campeonato pelo Mantova, na Série B.

No Livorno, a contratação de um novo chefe é certa. Antonio Conte, que foi demitido pelo Arezzo na Série B mas chamado de volta e deu um ânimo novo ao clube toscano. O Torino pode trocar Giovanni De Biasi por Walter Novellino (Sampdoria) e Serse Cosmi (Brescia). E enquanto isso, Alberto Zaccheroni – demitido pelo Torino neste ano – é o preferido da Udinese para assumir o posto de outro Alberto, o Malesani.

Somente cinco clubes – Empoli, Fiorentina, Inter, Roma e Milan – terão quase que certamente os mesmos técnicos no Italiano 2007/08, quando a tendência deve se reverter, voltando a ser ‘moda’ manter os técnicos. Tanto melhor para o campeonato em si, que precisa ganhar bastante em seriedade depois de um ano tão opaco.

Juventus de volta

Com uma vitória sobre o Arezzo (comandado pelo ex-capitão, Antonio Conte), a Juventus garantiu, neste final de semana, finalmente a sua volta à Série A dentro de campo, deixando para trás (tomara) uma época que emporcalhou seus títulos e glória com corrupção endêmica.

Com o terror maior deixado para trás, a Juventus agora volta a sua atenção para a próxima temporada e sabe que o trabalho que tem diante de si não é menor do que o recém-terminado. O desafio agora é manter as grandes estrelas do elenco que ainda ficaram no clube e conseguir reforços para manter o ritmo de Inter, Milan, Fiorentina e Roma na Série A.

O primeiro problema que a Juve terá é o fato de que pelo segundo ano consecutivo não terá nenhum dinheiro vindo de competições européias entrando em seus cofres. Isso indiscutivelmente significa que o clube de via Galileo Ferraris sairá em desvantagem na montagem do time.

Até aqui, os reforços foram o ala Salihamdzic, do Bayern de Munique e o zagueiro Grygera, do Ajax, ambos com passe livre. Criscito, zagueiro do Genoa, que estava dividido em co-propriedade com o clube da Ligúria, volta definitivamente à base. E pelo menos duas contratações “de peso” estão previstas (embora se faça mistério em torno delas).

O que realmente assusta a Juventus é a possibilidade de perder Buffon para um rival italiano. Inter e Milan não se cansam de dizer que não querem o goleiro, mas é jogo de cena. Se houver a possibilidade, eles atacam. E a saída do campeão mundial faria com que a ‘Vecchia Signora’ perdesse um de seus pontos de referência.

Noventa minutos

Agora não dá mais para escapar. Com mais 90 minutos de Série A e o terceiro rebaixado da primeira divisão italiana estará definido. Na luta, ainda cinco times esperam pela contagem regressiva: Siena, Reggina, Catania, Chievo e Parma.

Siena, Catania e Reggina estão na parte de baixo dessa disputa, mas o Catania enfrentará o Chievo no último confronto direto. A Reggina recebe e o Milan e o Parma terá o Empoli no Ennio Tardini precisando de somente um ponto para se livrar da degola.

Há grandes probabilidades de que a partida entre Catania e Chievo decida quem cairá. O jogo ainda acontecerá no campo neutro de Bolonha, cidade que fica mais próxima de Verona e deve ter um grande afluxo de torcedores do time vêneto. Além do mais, a equipe de Luigi Del Neri tem apresentado uma curva ascendente nesta reta final, enquanto o Catania só venceu duas vezes desde 14 de janeiro. No primeiro turno, o Chievo venceu por 2 a 1.

A situação dos sicilianos é ainda mais dramática porque em caso de empate em pontos com Siena ou Reggina (os dois que têm menos pontos), é o Catania que cai por causa dos confrontos diretos e pior saldo de gols por parte dos ‘Etnei’.

Infelizmente é provável que não vejamos em campo o comediante Gene Gnocchi, inscrito pelo Parma como uma forma de aliviar o ambiente carregado no clube há algumas semanas. O Parma, mesmo precisando de somente um ponto, não parece disposto a correr o risco de dar alguns segundos em campo a Gnocchi. Seria uma grande palhaçada, mas depois de uma temporada dessas, seria um epitáfio bem decente.

– Uma vez que o Italiano já está decidido, Adriano pediu para antecipar sua vinda ao Brasil, deixando de ir à festa interista do título.

– O clube negou a permissão e Adriano ficará em Milão.

– Até seu empresário, Gilmar Rinaldi, voou à cidade para conversar com a diretoria do clube.

– O episódio aumentou a incerteza sobre a permanência do atacante no clube na próxima temporada.

– O cotidiano esportivo francês L’Equipe, impressionado com a longevidade de Maldini, fez um ‘especial’ sobre o defensor milanista, com matéria de capa e a opinião do técnico da França, Raymond Domenech, que diz que ele merece o “Ballon D’Or” pela sua longevidade somada a um futebol de alto nível.

– Para a Liga dos Campeões, a Lazio cogita o campeão do mundo Simone Barone, hoje no Torino

– Já a Roma, iniciou os contatos com Pascal Feindouno, atacante de 26 anos do Saint Etienne.

– Esta é a seleção Trivela da 37a rodada:

– Castelazzi (Sampdoria); Dellafiore (Palermo), Rivalta (Atalanta), Cordoba (Inter) e Maicon (Inter), Corini (Palermo), Marchini (Cagliari), Brienza (Palermo) e Jorgensen (Fiorentina); Totti (Roma) e Amoruso (Reggina).

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