Tag: futebol alegre

A Nigéria perdeu – ainda bem

O brasileiro e o Brasil têm uma ligação sentimental com a África. É natural. A África e o Brasil têm uma identidade cultural e racial muito forte e traços de um se encontram no outro. Um exemplo crasso é o da simpatia que os brasileiros, em geral, têm pelo futebol africano e vice-versa.

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Galvão e outras passagens

Curioso. Hoje, a passagem mais sensata que eu escutei foi uma vida de – acredite – Galvão Bueno. Em meio às críticas feitas à Seleção – sobre o excesso de jogar com três volantes, sobre não ter futebol alegre e outras besteiras – Galvão, num raro momento de lucidez (não, Galvão não é lúcido – ele é, segundo ele mesmo, um apaixonado), criticou a atitude da Seleção como o maior problema. É verdade que minutos depois, ele foi querer fazer um ensaio sobre o modo como os italianos chamam o homem de ligação (“Trequartista”), dizendo que Zagallo já tinha inventado isso “muitos anos atrás”. Só se Zagallo inventou isso nos anos 20.

Mas o assunto aqui não é o olhar apaixonado do Galvão. E sim a análise. Ele tem razão total. Jogar no ataque ou na defesa não é errado ou certo. O São Paulo é criticado por ser defensivista há anos, mas sempre tem um dos melhores ataques. Exemplos assim vão longe.

O problema é jogar ou não. O Brasil não joga. Quando os atletas estão motivados por um grande desafio – tipo uma Itália ou Portugal – eles jogam o futebol brasileiro: puramente intuitivo e muito individual. Talento, eles têm de sobra. O problema é que Dunga não faz treinamentos. Quem já assistiu um de perto pode dizer isso. Não há treinos de jogada ensaiada, de posicionamento, de marcação, nada. No máximo, uma jogadinha ensaiada de bola cruzada na área na diagonal e faltas. Por isso, quando falta o entusiasmo, o time fica perdido.

Aos colegas que pedem três meias e três atacantes, eu sugiro uma reflexão: quem pegará a bola? Porque com abola no pé, certamente Kaká e Ronaldinho sabem o que fazer. Mas para esta bola estar nos pés deles, é preciso de homens combativos. Não precisamos de nenhum brucutu, mas não dá para abrir mão de Hernanes, Ramires, Lucas para – com todo respeito – Thiago Silva, Robinho, Ronaldinho Gaúcho e outros, a menos que se jogue só com um atacante.

Outra saída é tentar jogar com laterais mais estáticos. Mas com trinta meias e vinte atacantes, não rola.

Aliás, o que realmente não rola é uma seleção que não treina.

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