Investimento: cerca de €25 milhões (contando o pagamento de Ibrahimovic ao Barcelona)
Reforços: Mèxes, Taiwo e Aquilani.
Ausências: Andrea Pirlo – uma ausência a ser sentida.
Técnico: Massimiliano Allegri.
Destaque: Zlatan Ibrahimovic.
Aposta: Stephan El Shaarawy, o “Faraó”.
Ponto fraco: o gol – Abbiati não é ruim, mas não está à altura de um candidato à Liga dos Campeões.
Luta pelo… título italiano e sonha com o Europeu.
Na temporada… que começa esta semana, o Milan tem uma tarefa dura – a de se manter campeão – e uma quase impossível – provar que a Itália ainda tem como competir com os gigantes de outros países. Allegri não só manteve a base como também a lapidou para ficar com os jogadores que precisa para sua concepção de futebol. Esta lapidação teve um preço alto: a saída de Pirlo, certamente o melhor na sua posição no mundo. O técnico quer um meio-campo “cascudo), mas que saiba passar a bola, e isso, certamente o Milan tem – mesmo sem a genialidade de Pirlo. O clube não fez a propalada compra de “Mister X”, um jogador de nível internacional que abalaria o mercado, por conta de uma multa de mais de €500 milhões (não está errado, o valor é esse mesmo) que Berlusconi teve de pagar. Para competir na Itália, um campeonato enfraquecido e decadente estruturalmente, o Milan está bem armado. Para tentar derrubar a concorrência europeia, a história é outra. O jogador mais estroso do time, Ibrahimovic, é um cracaço que tem medo de partidas decisivas, mas para ser o melhor do mundo, terá de superar esse seu limite. No mercado, o Milan foi o melhor, com contratações sensacionais a custo zero (Taiwo e Mèxès) e a preço de ocasião (Aquilani e Nocerino). O craque fenomenal, contudo, não apareceu. O limite do Milan agora está ligado ao reerguimento da Série A. Ou o Calcio se redesenha, ou será cada vez mais uma periferia europeia.