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Estádio novo, prejuízo certo

Para os entusiastas da construção de novos estádios no Brasil, o NY Times trouxe dias atrás uma matéria que é um banho de água fria. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que metade do dinheiro usado na construção de arenas no país era público e que a maior parte das dívidas feitas para erguer os estádios dura muito mais tempo do que os mesmos.

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Estádios em São Paulo

Um publicitário que apoia Ricardo Teixeira e tem interesses na construção do estádio do Palmeiras pressiona abertamente o prefeito do terceiro maior orçamento do país para construir um estádio para a Copa. O próprio Teixeira espalha sem vergonha que a prefeitura fará um estádio em Pirituba e que o beneficiário será o Corinthians. Posso estar enganado e tomara que esteja, mas o fedor podre que sai dessa história me parece cada vez mais inequívoco.

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A Copa 2014 será um acinte – parte I

A Folha publica hoje que 95% do dinheiro para os estádios da Copa de 2014 virão do governo (via BNDES ou diretamente). Quem celebra uma Copa assim é criminoso, irresponsável ou burro. Detalhe dantesco especial para o estádio Mané Garrincha, com um custo – estipulado – em R$800 milhões e que depois abrigará incríveis confrontos entre Gama e Brasiliense.

Os palhaços

Ontem, domingo, o Brasil teve a confirmação do seu status de país de palhaços. A divulgação das sedes da Copa do Mundo, engendrada por Ricardo Teixeira, escolheu cidades cuja tradição no futebol é a nula. Claro, foram decisões políticas. O objetivo é fazer uma farra do boi com o dinheiro público na construção de estádios.

Pois preste atenção, internauta: você e eu bancaremos uma conta de cerca de R$35 bilhões para que as cidades abaixo tenham alguma partida da Copa e depois, tenham seus estádios para abrigar jogos dos seguintes clubes com as respectivas médias de público:

Mixto (MT), de Cuiabá: 2.755
Fortaleza (CE), de Fortaleza: 3.500
América (RN), de Natal: 4.419
ABC
(RN), de Natal: 3.624
Brasiliense (DF), de Brasília: 3.599
Holanda (AM), de Manaus*: 4.761
Nacional (AM) de Manaus: 1.021
Fast (AM), de Manaus: 961
Dom Pedro (DF), de Brasília**: 149!!!

*clube da cidade de Rio Preto (AM)
**clube da cidade de Nucleo Bandeirante

Me diz: não somos todos palhaços?

Ontem, durante a festiva transmissão de um canal de Tv a cabo da “secreta” escolha das cidades sede pela “Fifa” (entre aspas, porque até parece que a CBF não teve nada a ver com isso), um detalhe me enojou. Muito. Um jornalista, que é um chapa branca asqueroso, defendendo a CBF, a Fifa e a escolha de cidades sede como Manaus e Cuiabá.

Manauaras e cuiabanos: por favor, não me entendam mal. As cidades são lindas e os estados idem. Mas gastar 5 bilhões de reais para ter três jogos e depois os estádios ficarem jogados às traças é coisa de a) burro, b) ladrão ou c) os dois.

E agora?

O São Paulo foi crucificado porque não quis dar mais de 10% dos ingressos à torcida corintiana. Crucificado. Se disse que era um clube elitista, com diretores imbecis, que não se preocupavam com o povo. O Corinthians? Se comportou como parte lesa, ofendidíssimo. “Enquanto eu for presidente, o Corinthians não joga no Morumbi como mandante”, disse Andres Sanches. E agora, como se justifica a cota de 6% dos ingressos dada aos santistas?

Ao contrário da maioria, acho que a assunção de que não dá para ter duas torcidas num clássico é correta. Mas só é correta se for adotada como um paliativo para mudanças maiores. Boa parte da mídia desceu a boca no projeto de carteirinhas para os torcedores (que, de fato, está longe do ideal), mas ninguém celebra o aparente fim da letargia do governo. Assim como as carteirinhas, impedir a divisão dos estádios não me parece a melhor solução no momento. Infelizmente, me parece a única.

O ponto crucial do problema está em como abordá-lo. Enquanto os encarregados do combate à marginalidade uniformizada forem como o promotor Fernando Capez, que usou o assunto como trampolim político, a coisa não anda. O problema da violência nos estádios vai desde a questão social geral do país até a legislação que impede a polícia de manter preso o vagabundo que causa arruaça no estádio, passando pela irresponsabilidade criminosa dos dirigentes que, por razões políticas, sustentam as facções organizadas. E, claro, no fornecimento de um serviço decente ao torcedor com higiene, segurança, lugares numerados, facilidade de acesso e todas as coisas óbvias a qualquer entretenimento.

A Inglaterra resolveu seu problema da violência endêmica unindo três itens: responsabilização dos promotores do evento pelas conseqüências do mesmo, punições draconianas aos bandidos que fingem torcer para um time como meio de saciar seus desvios sociais e abertura de linhas de crédito (vejam bem, não se trata de “doação” e sim “empréstimo”) para os clubes e empresas que quisessem investir em estádios segundo as normas necessárias de segurança. Em uma frase: TODOS os envolvidos têm de assumir as conseqüências dos seus atos.

Para a resolução do problema, o Brasil tem dois grandes, imensos obstáculos. Primeiro, a legislação é vaga e flácida no que diz respeito a responsabilizar cartolas e assim, qualquer crime cometido por um cartola passa em branco. Alberto Dualibi só caiu em desgraça no Corinthians porque parou de pagar os proxenetas (e muitos deles ainda estão no poder).

Segundo, um projeto do gênero pede um grande peso político. Apesar do presidente Lula ter uma origem “libertária”, digamos assim, ele sabe que sem a oligarquia ignorante e corrupta, não se faz nada no Brasil. E nessa oligarquia nojenta a cartolagem deita e rola na lama, exatamente como porcos se divertindo num dia de sol. Enquadrar os marginais que se sentem machos nos estádios é muito mais fácil do que os porcos .

Torcedores cadastrados serão os únicos a frequentar estádios em 2010

A notícia abaixo é a melhor notícia para o futebol brasileiro em décadas. Só seria superada por uma saída de Ricardo Teixeira da CBF. Se livrar de marginais e cambistas numa tacada só será digno de sonho. Rezemos para ver o Capitão Nascimento prendendo um vagabundo por arrumar confusão ou vender ingresso mutretado na porta do estádio. Está longe de ser a solução ideal, mas num país em que normalmente não há solução nenhuma, só a movimentação já vale o ânimo – apesar da crítica unânime à medida.

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Somente pessoas cadastradas em um programa nacional de torcedores poderão entrar em estádios, a partir de 2010, para assistir às partidas da primeira e segunda divisões do campeonato Brasileiro. Integrantes de torcidas organizadas e torcedores comuns receberão um cartão eletrônico com o registro de suas digitais no momento do cadastramento.

O sistema terá cobertura nacional graças a um termo de cooperação que será assinado nesta sexta-feira entre Conselho Nacional de Justiça. Ministérios do Esporte e da Justiça, CBF e Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União.

O programa será direcionado aos estádios com capacidade maior do que dez mil pessoas. Ao passar pelas catracas, os torcedores só terão a entrada permitida caso a sua digital coincida com a que consta no cartão. O uso da identificação, pelo menos na teoria, também inibirá a atuação dos cambistas.

A União será responsável pelas despesas da implantação do novo sistema de catracas nos estádios em que a tecnologia ainda não está presente. O processo de cadastramento terá início no segundo semestre deste ano e poderá ser feito via Internet. O governo federal planeja fazer uma ampla campanha para divulgar o sistema.

Ingressos, polêmicas, estádios e outras coisas

No Brasil, tivemos um domingo à altura dos campeonatos estaduais. Insensato, triste, frustrante,

SP: uma idéia irresponsável e inoportuna (ainda que absolutamente dentro dos seus direitos) da diretoria do São Paulo motivou uma campanha imbecil em uma mídia ainda mais imbecil. Motivo: limitação de ingressos para torcidas visitantes – fato que ocorre em TODOS os clássicos locais do mundo. A atitude impensada do SPFC faz com que Andres Sanches, então presidente e candidato à reeleição no Corinthians, passasse a semana dando declarações classificando o São Paulo como “inimigo” e jurando vingança, além de dar todos os ingressos mais baratos para a torcida organizada. Resultado: depredação do Morumbi, confronto dos torcedores profissionais com a polícia e dezenas de feridos.

MG: um morto e 40 feridos por causa de um jogo inútil, em um campeonato risível, digno de pena, triste e anacrônico, entre dois times que têm uma rivalidade empalhada: há mais de 10 anos que não há páreo entre Galo e Raposa. Nem a empolgação com os sinais de um projeto que, a longo prazo, possam levar o Atlético-MG de volta à condição de “grande” valeriam um simples bate-boca, quanto mais o assassinato covarde e vil.

É ridículo, impensável, idiota. Concordo plenamente com o Mauro Cezar Pereira quando diz que reduzir a carga de ingressos para o visitante seja recibo de incompetência, mas talvez não haja outra maneira. Ou melhor, maneira há: mandar para a cela mais gelada e embolorada possível, até que o Universo se desfaça, todo e qualquer “torcedor” organizado que se envolver em confrontos em dias de jogos (não só perto dos estádios, mas em toda a cidade). Como sempre, são criminosos fantasiados de torcedores que dão vazão a uma frustração explicável sociologicamente, mas justamente pela futilidade de princípios, teriam de servir como um superanabolizante para as sentenças. Digamos, entre 5 e 10 anos de reclusão em isolamento estariam bem para esse tipo de comportamento, além de banimento eterno dos estádios (vide Inglaterra). Infelizmente, para tal medida, falta coragem, falta ter “aquilo roxo” como já nos brindou um ex-presidente de triste legado.

Mas tem a mídia. “Ah, a mídia de tanta gente…” como diria Wanderley Nogueira. Acontecida a baderna, agora todo mundo desce o pau na diretoria do São Paulo e na demagogia eleitoral do Corinthians, mas ninguém para e pensa que foram horas e horas sendo gastas na semana passada elevando a questão dos ingressos a um crime inafiançável, um desacato internacional, um genocídio futebolístico. A esses comentaristas, formados em faculdades patéticas, sem condição de esboçar um texto minimamente legível e com a bagagem cultural de um protozoário, um sistema justo também atribuiria responsabilidade – e punição. Exposição e influência trazem consigo uma responsabilidade que poucos têm condição de exercer. Os mortos e feridos deste final de semana que o digam. O que aconteceu neste final de semana tem participação direta da imprensa, mesmo que, como sempre, ela se recuse a reconhecer.

A mentira mil vezes vira verdade…

Sobre o “Mito” de interistas chamarem o estádio de Giuseppe Meazza e milanistas de San Siro:

“Giocare quando San Siro ti mormora contro alla prima palla non dev’essere facilissimo.
Massimo MorattiLa Gazzetta dello Sport

Se Moratti não for interista, quem é?.

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