Tag: Dino Zoff

Estava escrito

“Eu lamento muito por Donadoni. Só me incomoda essa sensação de que tudo já estava acertado mesmo antes da Itália ser eliminada”. A frase é de Dino Zoff, ex-goleiro campeão do mundo em 1982 e ex-técnico da ‘Azzurra’, sobre a exoneração de Roberto Donadoni.

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Duelo de titãs

Não, caro leitor. O título da coluna desta semana poderia mesmo falar sobre a árdua batalha entre Juventus e Milan, que terminaram o primeiro turno separados por dois pontos. Contudo, o duelo de titãs não é no gramado, e sim no mundo da TV. A Itália promete uma briga virulenta nos próximos meses pelos espectadores de futebol, e os titãs em questão são as megapoderosas Sky, de Rupert Murdoch, e a Mediaset, da família Berlusconi.

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0 x 0. E a Juve agradece…

A última vez que Milan e Inter se enfrentaram pelo Campeonato Italiano e ninguém fez nenhum gol foi na temporada 1989/90, quando os interistas levantaram seu último ‘scudetto’. Toda a expectativa gerada nas últimas semanas para o derby (que teve 79.775 pagantes, para mais de € 1,5 milhões de bilheteria) acabou frustrada. Não foi uma partida horrorosa, mas esteve longe de ser o espetáculo que todos queriam.

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Lecce – Zeman!

Foi uma aposta arriscada. Contratar Zdenek Zeman é contratar dor de cabeça. O técnico tcheco não tem papas na língua, não aceita jogar com prudência, pede demissão com a mínima intromissão no seu trabalho, não perdoa chiliques de estrelas, e ainda atrai o ódio supremo da Juventus, que ele, Zeman, acusou de dopar seus jogadores, em 1998.

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Super Juve; Milão a meia força

Não dá para falar que não tenha sido uma surpresa o fato dos dois times de Milão empatarem na estréia, especialmente o Milan. Entretanto, era esperado que a Juventus saísse em “forma Ferrari” na sua partida difícil de Brescia. Explica-se: a Juventus começou sua preparação quase um mês antes dos rivais, tendo em vista as eliminatórias da Liga dos Campeões. Esse mês de treino está todo no sonoro 3 a 0 sobre o Brescia.

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Superdefesa e superataque

Meses antes do último campeonato terminar, na Itália já se sabia que o Milan teria, na temporada 2004/05, um trunfo: uma defesa impenetrável. Não era segredo para ninguém que o holandês Jaap Stam tinha assinado contrato com o time de Via Turati, e que se agregaria a um setor que já dispunha de Maldini, Nesta e Cafu (além dos “reservas” Pancaro e Kaladze).

Com Stam, Carlo Ancelotti poderia até mesmo se dar ao luxo de montar uma defesa a três, com Maldini e Nesta. ‘Carletto’, no entanto, já avisou que sua defesa seguirá com quatro jogadores, onde muito provavelmente Stam será deslocado para a direita, com Maldini e Nesta formando a dupla de zaga. E as opções são muitas, com Cafu, Pancaro e Kaladze como alternativas quase titulares de tão seguras.

O que ninguém poderia imaginar é mais uma chegada de peso no ataque do Milan. O nome cotado de mais peso era o de Bernardo Corradi, ex-Lazio, que acabou indo para o Valencia. Outros nomes mencionados eram Jimmy Floyd Hasselbaink (ex-Chelsea, agora no Celtic) e até Jan Koller, do Dortmund.

Só que o quarto nome do atacque milanista é simplesmente Hernán Crespo, argentino pelo qual o Chelsea pagou € 35 milhões na temporada passada. Crespo vai passar um ano no Milan por empréstimo gratuito, aceitando reduzir seu salário, numa porcentagem não revelada.

Assim, o Milan passa a ter um ataque que nada deve ao do Real Madrid, considerado o mais famoso do mundo. Se o Real tem Ronaldo, Figo, Raúl e Portillo, o Milan tem Shevchenko, Inzaghi, Tomasson e Crespo. “Com quatro atacantes desses eu não tenho mais como escalar só um atacante”, disse Ancelotti, brincando com o “pedido-exigência” de Silvio Berlusconi, feito no fim do último campeonato, para que o Milan jogasse sempre com dois na frente.

Crespo foi revelado na Itália exatamente por Ancelotti, e não foi fácil. O argentino era xingado pesadamente em todos os jogos, quando cjhegou ao Parma, em 1997. “Quanto mais o xingarem, mais o escalarei como titular”, defendia Ancelotti. O tempo deu razão ao treinador milanista. Crespo deixou o clube, em 2000, como o maior artilheiro do clube na Série A.

E o clima no vestiário?

Agregar Crespo a um ataque tão rico tem um risco natural: a de criarem-se atritos na briga por posições. Tecnicamente, os titulares são Shevchenko e Inzaghi, mas como é possível chamar Crespo e Tomasson (especialmente depois da excelente Euro 2004) de reservas?

O vice-presidente do Milan disse à imprensa que só concordou em levar Crespo ao Milan porque Ancelotti o conhece muito bem e é íntimo do atleta. “Se Carlo me pedisse para trazer um jogador que ele não conhecesse, eu não o faria, porque quatro jogadores desse nível no mesmo time são difíceis de gerenciar”. É isso.

Ancelotti quer ter cartuchos suficientes para poder jogar campeonato e Liga dos Campeões com um ataque devastador. Neste ano, o terá. A imprensa italiana comenta que a única combinação menos favorável é com Crespo e Inzaghi juntos, mas Crespo já jogou com Vieri e com Chiesa, dois jogadores que não são menos “de área” do que Superpippo.

Com um ataque onde três dos quatro jogadores já foram artilheiros da Série A pelo menos uma vez (só Tomasson não o foi), o Milan se credencia fortemente a lutar para manter o ‘scudetto’ e tentar reconquistar a Liga dos Campeões. Adversário principal? Juventus. A “Vecchia Signora”, Capello e uma defesa rejuvenescida vão fazer o Milan suar sangue.

A Inter deve ter uma boa temporada, mas como tem um time praticamente novo, é pouco provável que engate logo de cara (ainda que possibilidades existam, como o Milan campeão de Zaccheroni, em 1999); a Roma deve se ressentir das saídas de Samuel, Zebina, e talvez Emerson. Mas está muito longe de estar fora do páreo.

Lazio com dono novo. E salva

Dois anos de imbróglio, pavor, medo, incerteza e confusão depois, e a Lazio parece que, finalmente, está salva do risco de falência. Um empresário da região de Roma, Claudio Lotito, conseguiu finalmente tomar o controle acionário do clube, depois de adquirir cerca de 30% das ações ‘biancocelesti’, despendendo uma soma de € 21 milhões. Lotito estava disputando com Piero Tulli, que já é presidente da Lodigiani, a compra das ações. O acordo pendeu para Lotito.

“Bom, e o que muda?”, poe perguntar o internauta. Basicamente, muda muito e nada ao mesmo tempo. Muda muito porque a Lazio deixa de ser um clube com risco de falir, e logo, as ações devem subir de preço, os credores devem ficar menos ansiosos, e nenhum outro jogador de peso deve deixar o elenco do time.

Não muda naada no sentido em que a Lazio deve disputar uma temporada modesta, apesar da entrada de um ricaço no seu comando. A diretriz principal é a de reorganizar as finanças do clube, que estavam desgraçadamente confusas desde a saída de Sergio Cragnotti, ex-dono da Lazio e do grupo Cirio.

A maior prova desta falta de pujança é a lista de contratações da Lazio até agora. Apesar de já ter vendido Stam, Fiore, Corradi, Favalli e Collonese, o único novo jogador em Formello é o atacante macedônio Pandev. Dino Baggio e Christian Manfredini também são rostos novos em relação ao ano passado, mas voltam de empréstimo.

Além disso, a Lazio não sabe quem será o seu treinador. Os nomes cotados não são muito entusiasmantes. Se fala em Dino Zoff, Gianluca Vialli e Adamo Gregucci. Nomes de baixo custo, e que não vão exigir contratações. Das três, a menos pior parece ser Zoff, que, ao menos, já tem familiaridade com a casa.

Curtas

Embora com ainda mais uma semana de prazo, Siena, Napoli, Reggina, Torino e Ancona não conseguiram as suas inscrições em decorrência de problemas financeiros

Exceção feita ao Napoli, os presidentes dos outros clubes garantem que foram somente problemas burocráticos

Baggio se aposentou, como se sabe

Mas o técnico do Bologna, Carlo Mazzonne, está falando diariamente com o atleta para tentar convencê-lo a jogar mais uma temporada no seu time

Pirlo conseguiu convencer o treinador do Milan, Carlo Ancelotti, a deixá-lo participar dos Jogos Olímpicos, como um dos três jogadores com mais de 23 anos

Ancelotti tem duas opções para o seu lugar

A primeira é Ambrosini; a segunda é o recém contratado Dhorasoo

Durante a primeira semana de treinamentos, o novo nome que mais se destacou na Juventus foi o de Olivier Kapo, ex-Auxerre, contratado a custo zero

A Juve ainda quer mais um zagueiro para fechar seu elenco

Cannavaro (Inter) e Ujfalusi (Hamburgo) encabeçam a lista.

Com seis anos de atraso

O ano era o de 1998. Luigi Di Biagio, então meia da Roma, bate o seu pênalti contra a França (futura campeã do mundo), e erra. Cai de joelhos. A Itália estava fora da Copa do Mundo, e o período de Cesare Maldini no comando da “Azzurra” estava igualmente encerrado.

Um nome sobre todos era apontado como o mais adequado técnico para a seleção italiana. Marcello Lippi, então treinador da campeã italiana, Juventus. Lippi tinha somente mais um ano de contrato, já era tido como um treinador de nível internacional, e tinha o apoio maciço do país.

O próprio Lippi, quando sondado, acenou positivamente. Mas a Juventus bateu o pé e disse que não liberaria seu treinador campeoníssimo antes do fim do contrato. Ali, a diretoria da “Vecchia Signora” estava cometendo um erro que penalizaria a todos: Lippi, a Itália e a própria Juve.

Desgostoso com a decisão da Juve, Lippi decidiu que deixaria a Juventus, e ainda em dezembro, anunciou que viria a ser treinador da Inter. O clima desandou no vestiário juventino, pois os jogadores perderam o temor reverencial que devem ter pelo técnico. Resultado: em janeiro, depois de uma goleada para o Parma, em casa, Lippi acabaria despedido, e a Juve terminaria aquele campeonato em 6o lugar, o pior posicionamento de lá para cá.

Para a Itália, a mixórdia foi semelhante. O técnico que cumpriu o mandato tampão de dois anos foi Dino Zoff. Mesmo tendo levado a Itália à final da Euro 2000, Zoff foi criticado duramente por muita gente, inclusive pelo premiê Silvio Berlusconi, que sugeriu a ele que se demitisse depois da derrota para a França. Zoff saiu fora.

Mas aí, Lippi era técnico da Inter, um projeto pelo qual nutria grande estima. Estava fora de cogitação. Capello estava na Roma, e bem (seria campeão naquele ano). O nome que acabou ganhando a parada foi o de Giovanni Trapattoni, que estava sem time e que tem grande história no futebol peninsular.

A indicação de Trapattoni foi até feliz, no início, mas a caminhada para a Copa de 2002 já dava sinais de vazamento de óleo. Com vitórias magras e sobre times nem sempre expressivos, sem convencer, a Itália chegou à Copa se iludindo sobre suas chances. Foi eliminada pela Coréia jogando uma pouca vergonha de futebol. Mas ainda havia a desculpa que o culpado pela derrota era o árbitro equatoriano Byron Moreno, que tinha expulsado Totti.

Fechando os olhos; batendo na parede

Os italianos se dividiram: uma parte, mais lúcida, achava melhor que Trapattoni se demitisse (ou fosse demitido); outra parte, defendia o ‘velho lobo’, dizendo que a Itália não tinha jogado mal, mas tinha sido roubada pela Coréia do Sul. E assim, quietamente, ‘Trap’ foi se segurando no cargo. Conseguiu finalmente garantir sua manutenção no posto ao classificar (não sem suar) a Itália para a Euro 2004.

Mas depois de uma campanha patética como a da Euro 2004, não dava mais para defender o treinador (embora ele mesmo tenha dito que “não sabe porque a Itália estava sendo criticada, já que não tinha perdido). Ainda em Portugal, o presidente da Federcalcio já anunciava que Trapattoni estava fora, e assumia a culpa por tê-lo mantido no cargo, erradamente, depois do fiasco de 2002.

É verdade: a Itália não perdeu nenhum jogo na Euro 2004, e terminou com o mesmo número de pontos que Suécia e Dinamarca (5). Mas ao contrário dos escandinavos, a Itália não jogou um único minuto de futebol aceitável. Como em 2002. E curiosamente, Totti também foi expulso. Foi a vez de Byron Moreno se vingar: “Estão vendo como é a Itália que joga mal e como Totti comete faltas de expulsão?”.

Voltando à Itália, Trapattoni deu algumas entrevistas, não criticou abertamente a federação, mas colocou a culpa em Vieri, Del Piero e Totti, dizendo que esperava mais dos três. Poderia também se lembrar que passou 4 anos sem dar um padrão de jogo à Itália, e fez um meio-campo paupérrimo (Zanetti e Perrotta) baseado na superstição, já que, com a dupla em campo, nunca perdeu.

Parece que agora vai

Marcello Lippi já deu indicações de que não fará revoluções na seleção. A começar pelo sistema de jogo. Deve ficar no mesmo 4-3-1-2 de Trapattoni, com Zambrotta híbrido de defensor e meio-campista. As alterações devem ser nos nomes, em decorrência principalmente da idade.

Lippi vai fazer o que Trapattoni deveria ter feito antes da Euro. Daniele Bonera deve gaanhar a vaga na lateral-direita. Christian Panucci já faz parte da velha guarda, e seu futebol jamais convenceu Lippi. Junto com Bonera, devem ganhar chances na seleção principal também Barzagli (Chievo) e Ferrari (Parma).

No meio-campo, Lippi fará o lógico e vai manter a dupla Gattuso-Pirlo, que dá tão certo no Milan. A terceira vaga pode começar ainda com Perrotta, mas deve ser disputada. Brighi, Maresca, Ambrosini, Tacchinardi, todos têm boas chances de disputarem as eliminatórias da Copa como titulares. Totti, o número “1”, é intocável.

No ataque, é bastante possível que Lippi sque Del Piero e Vieri de uma vez só. Cassano está praticamente garantido, depois do exccelente Europeu, e Vieri, com 32 anos, terá de jogar muita bola para não perder a vaga para Gilardimo, sensação italiana da temporada.

Há mjuito tempo que a “Azzurra” não tem um treinador com a capacidade de Marcello Lippi. O viareggino não joga para se defender, e tem um repertório tático à altura da fama da seleção italiana. Problemas? Sim. Lippi, como seus antecessores, precisa achar boas alternativas para as faixas laterais do campo, onde somente Zambrotta e Camoranesi são opções. Quando eles jogam mal, babau.

Curtas

A Juventus finalmente chegou a um acordo com o atacante David Trezeguet, que deve renovar por mais quatro anos

Trezeguet negocia duramente com o clube de Turim há pelo menos dois anos

A Inter, por sua vez, está mais perdida que cego em tiroteio

Depois de ter anunciado Roberto Mancini como treinador, a Lazio abriu o bico e disse que não vai deixar o treinador rumar para Milão

Claro, que, com algum dinheiro, a Lazio pode se tornar bem mais amistosa

Alguns jogadores também poderiam servir

E já pensando nisso, a Inter continua tão frenética no mercado de jogadores, que se esta coluna fosse listar todos os jogadores cujo nome é ligado ao clube, o servidor da Trivela entraria em pane

A Lazio precisaria mais do que nunca de jogadores, uma vez que já perdeu Corradi e Fiore para o Valencia

Nessa, o Milan, que estava de olho em Corradi, agora busca outro nome para ser o quarto atacante

Provavelmente será um nome de segundo escalão, como Cossato, exatamente o jogador que substituiu Corradi no Chievo

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