Teoricamente, os anos 90 liquidaram o passe e a Lei do Passe, algo que o ex-jogador Arturzinho já tinha denunciado nso anos 70 como escravidão. Depois de Bosman e da Lei Pelé, os atletas só poderiam passar a ficar presos aos clubes por vínculos contratuais cujos valores seriam definidos pelas próprias cifras movimentadas. Note-se que eu disse “clubes”, porque em várias instâncias, entre as quais, a da Fifa, sómente clubes podem assumir compromissos com jogadores – e mesmo esses não devem se constituir em “passe”. Ainda assim, o “passe” voltou às manchetes, numa clara demonstração de como este é ainda, em vários aspectos, um país sem lei.

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