Tag: David Trezeguet

A camisa 9 é “Azzurra”

Tá, o artilheiro do Italiano é o Francês David Trezeguet, da Juventus, e o vice-artilheiro é o sueco Ibrahimovic, da Inter. Mas a atual temporada confirma uma tendência positiva que já era notada no ano passado. Na frente, no lugar de quem faz os gols, os italianos não estão precisando de estrangeiros. Longe disso.

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Voltando do inferno

No dia da final da última Copa do Mundo, quando David Trezeguet mandou a bola por cima da trave de Buffon – seu companheiro de Juventus – na disputa de pênaltis, provavelmente já deveria pressentir que a sorte não lhe sorria. A temporada seguinte começaria marcada para ele e seria dura. Muito dura.

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Super Série A

O ano mais espinhoso da história da Série A se acabou! Viva! E agora, também o da Série B! Outro viva! A celebração vale também pelo fato de tudo ter dado certo para napolitanos e genoanos – e para a própria Série A – e os maiores campeões da segunda divisão terem sido promovidos.

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B de Boa

Nem tudo é motivo de lamentação na Itália. Se a divisão maxima sofre para suprir a ausência do maior time do país, assiste uma queda de público sensível (mais de 10% a menos do que a temporada anterior) e teve uma saída de talento precioso rumo ao exterior (Thuram, Zambrotta, Shevchenko), os italianos voltaram a descobrir que existe vida embaixo do tapete. Graças à uma série de circunstâncias, a Série B 2006/07 vive um de seus melhores campeonatos de todos os tempos.

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A campeã…

De uma maneira meio estranha, numa sexta-feira, sem jogar, a Juventus costurou o 28o ‘scudetto’ na sua divisa ‘bianconera’, consolidando um título que estava entregue praticamente desde a vitória juventina em San Siro. Com o empate do Milan diante do Palermo, Fabio Capello comemorou seu sétimo título nacional, seu primeiro coma Juve como atleta, logo no ano de estréia no banco do Delle Alpi.

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Com seis anos de atraso

O ano era o de 1998. Luigi Di Biagio, então meia da Roma, bate o seu pênalti contra a França (futura campeã do mundo), e erra. Cai de joelhos. A Itália estava fora da Copa do Mundo, e o período de Cesare Maldini no comando da “Azzurra” estava igualmente encerrado.

Um nome sobre todos era apontado como o mais adequado técnico para a seleção italiana. Marcello Lippi, então treinador da campeã italiana, Juventus. Lippi tinha somente mais um ano de contrato, já era tido como um treinador de nível internacional, e tinha o apoio maciço do país.

O próprio Lippi, quando sondado, acenou positivamente. Mas a Juventus bateu o pé e disse que não liberaria seu treinador campeoníssimo antes do fim do contrato. Ali, a diretoria da “Vecchia Signora” estava cometendo um erro que penalizaria a todos: Lippi, a Itália e a própria Juve.

Desgostoso com a decisão da Juve, Lippi decidiu que deixaria a Juventus, e ainda em dezembro, anunciou que viria a ser treinador da Inter. O clima desandou no vestiário juventino, pois os jogadores perderam o temor reverencial que devem ter pelo técnico. Resultado: em janeiro, depois de uma goleada para o Parma, em casa, Lippi acabaria despedido, e a Juve terminaria aquele campeonato em 6o lugar, o pior posicionamento de lá para cá.

Para a Itália, a mixórdia foi semelhante. O técnico que cumpriu o mandato tampão de dois anos foi Dino Zoff. Mesmo tendo levado a Itália à final da Euro 2000, Zoff foi criticado duramente por muita gente, inclusive pelo premiê Silvio Berlusconi, que sugeriu a ele que se demitisse depois da derrota para a França. Zoff saiu fora.

Mas aí, Lippi era técnico da Inter, um projeto pelo qual nutria grande estima. Estava fora de cogitação. Capello estava na Roma, e bem (seria campeão naquele ano). O nome que acabou ganhando a parada foi o de Giovanni Trapattoni, que estava sem time e que tem grande história no futebol peninsular.

A indicação de Trapattoni foi até feliz, no início, mas a caminhada para a Copa de 2002 já dava sinais de vazamento de óleo. Com vitórias magras e sobre times nem sempre expressivos, sem convencer, a Itália chegou à Copa se iludindo sobre suas chances. Foi eliminada pela Coréia jogando uma pouca vergonha de futebol. Mas ainda havia a desculpa que o culpado pela derrota era o árbitro equatoriano Byron Moreno, que tinha expulsado Totti.

Fechando os olhos; batendo na parede

Os italianos se dividiram: uma parte, mais lúcida, achava melhor que Trapattoni se demitisse (ou fosse demitido); outra parte, defendia o ‘velho lobo’, dizendo que a Itália não tinha jogado mal, mas tinha sido roubada pela Coréia do Sul. E assim, quietamente, ‘Trap’ foi se segurando no cargo. Conseguiu finalmente garantir sua manutenção no posto ao classificar (não sem suar) a Itália para a Euro 2004.

Mas depois de uma campanha patética como a da Euro 2004, não dava mais para defender o treinador (embora ele mesmo tenha dito que “não sabe porque a Itália estava sendo criticada, já que não tinha perdido). Ainda em Portugal, o presidente da Federcalcio já anunciava que Trapattoni estava fora, e assumia a culpa por tê-lo mantido no cargo, erradamente, depois do fiasco de 2002.

É verdade: a Itália não perdeu nenhum jogo na Euro 2004, e terminou com o mesmo número de pontos que Suécia e Dinamarca (5). Mas ao contrário dos escandinavos, a Itália não jogou um único minuto de futebol aceitável. Como em 2002. E curiosamente, Totti também foi expulso. Foi a vez de Byron Moreno se vingar: “Estão vendo como é a Itália que joga mal e como Totti comete faltas de expulsão?”.

Voltando à Itália, Trapattoni deu algumas entrevistas, não criticou abertamente a federação, mas colocou a culpa em Vieri, Del Piero e Totti, dizendo que esperava mais dos três. Poderia também se lembrar que passou 4 anos sem dar um padrão de jogo à Itália, e fez um meio-campo paupérrimo (Zanetti e Perrotta) baseado na superstição, já que, com a dupla em campo, nunca perdeu.

Parece que agora vai

Marcello Lippi já deu indicações de que não fará revoluções na seleção. A começar pelo sistema de jogo. Deve ficar no mesmo 4-3-1-2 de Trapattoni, com Zambrotta híbrido de defensor e meio-campista. As alterações devem ser nos nomes, em decorrência principalmente da idade.

Lippi vai fazer o que Trapattoni deveria ter feito antes da Euro. Daniele Bonera deve gaanhar a vaga na lateral-direita. Christian Panucci já faz parte da velha guarda, e seu futebol jamais convenceu Lippi. Junto com Bonera, devem ganhar chances na seleção principal também Barzagli (Chievo) e Ferrari (Parma).

No meio-campo, Lippi fará o lógico e vai manter a dupla Gattuso-Pirlo, que dá tão certo no Milan. A terceira vaga pode começar ainda com Perrotta, mas deve ser disputada. Brighi, Maresca, Ambrosini, Tacchinardi, todos têm boas chances de disputarem as eliminatórias da Copa como titulares. Totti, o número “1”, é intocável.

No ataque, é bastante possível que Lippi sque Del Piero e Vieri de uma vez só. Cassano está praticamente garantido, depois do exccelente Europeu, e Vieri, com 32 anos, terá de jogar muita bola para não perder a vaga para Gilardimo, sensação italiana da temporada.

Há mjuito tempo que a “Azzurra” não tem um treinador com a capacidade de Marcello Lippi. O viareggino não joga para se defender, e tem um repertório tático à altura da fama da seleção italiana. Problemas? Sim. Lippi, como seus antecessores, precisa achar boas alternativas para as faixas laterais do campo, onde somente Zambrotta e Camoranesi são opções. Quando eles jogam mal, babau.

Curtas

A Juventus finalmente chegou a um acordo com o atacante David Trezeguet, que deve renovar por mais quatro anos

Trezeguet negocia duramente com o clube de Turim há pelo menos dois anos

A Inter, por sua vez, está mais perdida que cego em tiroteio

Depois de ter anunciado Roberto Mancini como treinador, a Lazio abriu o bico e disse que não vai deixar o treinador rumar para Milão

Claro, que, com algum dinheiro, a Lazio pode se tornar bem mais amistosa

Alguns jogadores também poderiam servir

E já pensando nisso, a Inter continua tão frenética no mercado de jogadores, que se esta coluna fosse listar todos os jogadores cujo nome é ligado ao clube, o servidor da Trivela entraria em pane

A Lazio precisaria mais do que nunca de jogadores, uma vez que já perdeu Corradi e Fiore para o Valencia

Nessa, o Milan, que estava de olho em Corradi, agora busca outro nome para ser o quarto atacante

Provavelmente será um nome de segundo escalão, como Cossato, exatamente o jogador que substituiu Corradi no Chievo

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