Tag: Damiano Zenoni

Apresentação da temporada – Parte III

FIORENTINA

Nome do Clube:Associazione Calcio Florentia Viola e Fiorentina.
Estádio: Artemio Franchi (47.232 pessoas).
Principal jogador: Adrian Mutu (atacante).
Fique de olho: Zdravko Kuzmanovic (meia-atacante).
Competição continental que disputa: Copa Uefa
Contratações: Jan Hable (volante, Hradec – TCH), Vanden Borre (defensor, Anderlecht – BEL), Balzaretti (defensor, Juventus), Mazuch (meio-campista, Brno – TCH), Semioli (meio-campista, Chievo), Lupoli (atacante, Arsenal – ING), Matavz (atacante, Nova Gorica – ESL), Vieri (atacante, Atalanta).
Quem saiu: Brivio (defensor, Atalanta), Toni (Bayern de Munique – ALE), Pettinari (meio-campista, Reggina), Reginaldo (atacante, Parma), Blasi (meio-campista, Juventus).
Técnico: Cesare Prandelli.
Objetivo na temporada: vaga na Liga dos Campeões.

Com um time engrenado e que contrata a 3 x 4, a Fiorentina só não sai direto pela luta pelo título por causa da forte concorrência. Isso à parte, é de se esperar do time ‘viola’ que não só ocupe as colocações de ponta como também jogue um futebol de qualidade, com a marcação aliada à técnica.

Cesare Prandelli, um dos melhores treinadores italianos em circulação, parte para a temporada com uma defesa muito segura, comandada pelo ótimo Frey no gol e pela zaga Dainelli-Gamberini. O técnico usa o tcecho Ujfalusi pela direita dando liberdade a Pasqual para avançar pela esquerda. Nesse caso, a defesa fica com três homens mas não perde eficiência.

No meio, Prandelli mantém um volante de contenção, mas o segundo homem normalmente é mais habilidoso. A sacada é possível porque o time joga só com Pazzini na área e cinco meio-campistas. Donadel é o volante fixo, atrás de Montolivo e Mutu, com Santana e Semioli pelas laterais.

“Então quer dizer que a Fiorentina não pode lutar pelo título?”. Pode sim, claro. Só que ainda tem um elenco abaixo do ‘primeiro time’ italiano. Com uma seqüência sem contusões e sem atropelos na Uefa, não será milagre vermos o time ‘viola’ novamente brigando pela ponta.

EMPOLI

Nome do Clube: Empoli Football Club SpA
Estádio: Carlo Castellani (19.847 pessoas).
Principal jogador: Antonio Buscé (meio-campista).
Fique de olho: Sebastian Giovinco (atacante).
Competição continental que disputa: Copa Uefa.
Contratações: Piccolo (defensor, Juventus), Abate (meio-campista, Modena), Marchisio (meio-campista, Juventus), Antonini (meio-campista, Siena), Giacomazzi (meio-campista, Lecce), Giovinco (atacante, Juve), Volpato (atacante, Arezzo).
Quem saiu: Lucchini (defensor, Sampdoria), Almiron (meio-campista, Juventus), Matteini (atacante, Palermo), Ficini (meio-campista).
Técnico: Luigi Cagni.
Objetivo na temporada: ficar na metade de cima da tabela.

Não há nenhum time italiano que tenha feito uma campanha mais impressionante do que o Empoli. O pequeno time toscano teve longos períodos sem perder e sem nenhum jogador de relevo, conseguiu apresentar um jogo coletivo muito eficiente – além de quase todo italiano. Agora, sem Almirón, Lucchini e Matteini, precisa repetir a dose com um complicador: a Copa Uefa, que pela primeira vez terá jogos no Carlo Castellani.

O Empoli se baseia num time de forte marcação e contra-ataque. Além da sólida defesa Raggi-Adani-Marzoratti-Tosto, toda ela experiente e firme, o time se vale de dois volantes que fazem um ferrolho à frente da defesa. Almirón, Luigi Cagni deve usar Marianini e Marchisio . A dúvida está em saber se Marchisio – mais meia do que Almirón – estará apto para o jogo cavocado do Empoli. Os armadores, Buscé, Giacomazzi e Vannucchi se revezam entre armação e ataque, para apoiar Saudati ou Pozzi.

O problema que o Empoli terá na temporada é gerenciar suas forças para a Série A juntamente com a Copa Uefa. Times pequenos que jogam em competições européias acabam se fatigando por terem elenco curto – o que faz com que eles corram risco também nas zonas de rebaixamento domésticas.

ATALANTA

Nome do Clube: Atalanta Bergamasca Calcio SpA
Estádio: Atleti Azzurri D’Italia (26.638 pessoas).
Principal jogador: Cristiano Doni (meio-campista).
Fique de olho: Pablo Osvaldo (atacante).
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Forsyth (goleiro, Alianza Lima – PER), Coppola (goleiro, Piacenza), De Ascentis (meio-campista, Torino), Lazzari (meio-campista, Piacenza), Guarente (meio-campista, Verona), Padoin (defensor/volante, Vicenza), Muslimovic (atacante, Parma), Osvaldo (atacante, Lecce), Langella (atacante, Cagliari), Floccari (atacante, Messina).
Quem saiu: Calderoni (goleiro, Treviso), Brivio (defensor, Vicenza), Loria (defensor, Siena), Conteh (defensor, AlbinoLeffe), Ariatti (meio-campista, Lecce), Migliaccio (meio-campista, Palermo), Donati (meio-campista, Celtic – ESC), Ventola (atacante, Torino), Vieri (atacante, Fiorentina.), Bombardini (atacante, Bologna).
Técnico: Luigi Del Neri.
Objetivo na temporada: Evitar o rebaixamento.

Mais uma vez a Atalanta parte para uma Série A confiando nos recursos que tira de seu maior trunfo: a melhor divisão de base da Europa. Sem o ótimo técnico Stefano Colantuono (que foi para o Palermo), os bergamascos levaram outro ótimo nome para a Lombardia, Luigi Del Neri, que quer se recobrar de experiências ruins – incluindo o rebaixamento de seu Chievo.

Del Neri é um pregador de um futebol muito fluido e ofensivo, usando bastante as descidas dos alas, aplicando a linha de impedimento e a impostação de uma defesa mais estática. Em compensação, nenhum dos meio-campistas é exatamente um volante, porque a marcação fica dividida entre todo mundo. O brasileiro Adriano, por exemplo, chega muito à linha de fundo, assim como Langella, já que os laterais Rivalta e Bellini seguram a onda na retaguarda.

Não se sabe direito como Cristiano Doni, o astro atalantino, fica no clube. O seu começo de temporada foi conturbado por causa de uma renovação de contrato e ninguém se surpreenderia em vê-lo deixando Bérgamo. Com ele, Del Neri postaria um atacante (Zampagna) na área; sem ele, o técnico usaria seu amado 4-4-2.

SAMPDORIA

Nome do Clube: Unione Calcio Sampdoria SpA.
Estádio: Luigi Ferraris “Marassi”(41.917 pessoas).
Principal jogador: Vincenzo Montella (atacante).
Fique de olho: Vladimir Koman (meio-campista).
Competição continental que disputa: Copa Uefa.
Contratações: Mirante (goleiro, Juventus), Lucchini (defensor, Empoli), Campagnaro (defensor, Piacenza), Gastaldello (defensor, Siena), Poli (meio-campista, Treviso), Eramo (meio-campista, Bari), Sammarco (meio-campista, Chievo), Bonanni (meio-campista, Ascoli), Bellucci (atacante, Bologna), Caracciolo (atacante, Palermo), Montella (atacante, Fulham – ING), Kalu (atacante, Chiasso – SUI).
Quem saiu: Falcone (defensor, Parma), Terlizzi (defensor, Catania), Parola (meio-campista, Cagliari), Olivera (meio-campista, Juventus), Soddimo (meio-campista, Cremonese), Quagliarella (atacante, Udinese), Bazzani (atacante, Brescia), Romeo (atacante, Legnano).
Técnico: Walter Mazzarri.
Objetivo na temporada: vaga na Copa Uefa.

Estavelmente colocada entre as equipes medianas da Série A, a Sampdoria quer agora começar a se atrever entre os clubes que tentam vaga na Liga dos Campeões. Com um projeto que privilegia jogadores italianos, para tanto, a Samp levou para Genova o treinador Walter Mazzarri, que salvou a Reggina com ‘Calciocaos’ e tudo.

Do provável time titular de Mazzarri, somente o ala suíço Ziegler é que não é italiano. Mazzarri deve usar o mesmo esquema que usava na Reggina, com uma defesa a três (Lucchini, Sala e Accardi ou Zenoni), Maggio e Ziegler pelas alas e Palombo e Volpi na armação. O ataque terá praticamente um trio ofensivo, com Montella e Bellucci (ou Cassano, se ele for contratado) atrás do centroavante Caracciolo, que precisa confirmar que é mais do que uma promessa.

Sem Quagliarella (comprado pela Udinese), a Sampdoria deve ter opções suficientes no ataque para não lamentar a saída do atacante-sensação da Itália. Mesmo com vários jogadores de qualidade (Delvecchio, Volpi, Palombo, Pieri), falta à Samp o homem que decide sozinho. Caso chegasse Cassano – e ele estivesse com menos de 200 kg – talvez o problema estivesse resolvido.

UDINESE

Nome do Clube: Udinese Calcio SpA.
Estádio: Friuli (41.652 pessoas).
Principal jogador: Fabio Quagliarella (atacante).
Fique de olho: Mauricio Isla (meio-campista).
Competição continental que disputa: nenhuma.
Contratações: Chimenti (goleiro, Cagliari), Handanovic (goleiro, Rimini), Micolucci (defensor, Bari), Ferronetti (defensor, Parma), Mesto (meio-campista, Reggina), Boudianski (meio-campista, Ascoli), Inler (meio-campista, Zurique – SUI), Candreva (meio-campista, Ternana), Floro Flores (atacante, Arezzo), Quagliarella (atacante, Sampdoria), Pepe (atacante, Cagliari), Sforzini (atacante, Modena), Goitom (atacante, Murcia – ESP)
Quem saiu: De Sanctis (goleiro, Siviglia), Natali (defensor, Torino), Muntari (meio-campista, Portsmouth – ING), e Paolucci (meio-campista, Prato), Montiel (meio-campista, Reggina), D. Zenoni (meio-campista, Parma), Barreto (atacante, Treviso), Iaquinta (atacante, Juventus), Buonocunto (atacante, Prato).
Técnico: Pasquale Marino.
Objetivo na temporada: vaga na Copa Uefa.

A vocação de entreposto de jogadores não foi esquecida nesta temporada pela Udinese, clube que mesmo com um porte modesto, consegue se manter na parte de cima da tabela da Série A há alguns anos. Nesta temporada, com técnico novo, o grande trunfo da Udinese é Quagliarella, o atacante que foi surrupiado da Sampdoria por €10 milhões. O clube perdeu nomes importantes, como De Sanctis, Muntari, Iaquinta e Damiano Zenoni. Mas além de Quagliarella, fez um mercado de verão importante e tem tudo para um campeonato respeitável.

Marino, dada a abundância de avantes, deve usar um 4-3-3 com dois pontas abertos. Di Natale e Quagliarella ocupariam as laterais e Floro Flores ficaria mais fixo. O esquema dependerá muito da capacidade de armação dos volantes (Pinzi, De Martino, D’Agostino, Sivok). Teoricamente todos eles têm condição de fazer esse papel, mas num esquema volátil como o 4-3-3, qualquer previsão fica arriscada.

O bósnio Handanovic tem a ingrata missão de substituir De Sanctis. Na sua frente, uma boa linha defensiva (Mesto-Coda (ou Zapotocny)-Zapata-Felipe) levanta boas perspectivas. Se há uma dúvida, é em relação a como o técnico Marino, que chega à Udine vindo do Catania, se comportará num clube maior. Tradução: para se dar bem, Marino tem de chegar falando grosso.

Derrubando previsões

Na semana passada, depois da rodada de número 21, a Itália era unânime em afirmar: o campeonato italiano estava irremediavelmente entregue à Juventus, e o time do Piemonte só não seria campeão se não quisesse. Os motivos eram vários: as duas derrotas seguidas do Milan na Série A, a infalibilidade de Fabio Capello em manter vantagens conquistadas, a contusão de Shevchenko, o cinismo maquiavélico da Juventus, entre outros.

Não era só a crítica que já via a Juventus campeã italiana. A certeza era tamanha que, o próprio Fabio Capello, no treino de segunda-feira, no ginásio do time, falou em tom descontraído e, embora não tenha admitido que o título estava ganho, falou aos seus jogadores: “Com oito pontos de vantagem, só perderemos esse título para nós mesmos”.

O que parecia uma lição de autoconfiança acabou sendo um episódio de quase-profecia. Sete dias depois, a diferença da líder para o Milan caiu de oito para dois pontos, Shevchenko, esperado para voltar em três semanas, já voltou e até fez gol, Del Piero virou um caso de vez na Juve, e para embaraçar de vez a situação, fechou-se o mercado, onde a líder poderia dar um retoque. Previsões? Quem quiser se arriscar que tente, porque o Italiano voltou a ficar imprevisível. E quem disser que “já vinha dizendo” o contrário, está mentindo.

Resumo de mercado

Surpreendendo as expectativas – sempre bem alimentadas por empresários malandrões – o mercado de transferências de janeiro se fechou na Itália sem nenhuma contratação de peso por parte dos gigantes do país. Quem tomou a vez de “campeã” do mercado de inverno foi a Fiorentina, que, somada a quantia gasta no verão europeu, chegou à casa dos € 52 milhões gastos em contratações. O golpe de cena foi a aquisição do atacante búlgaro Valeri Bojinov, que era cortejado por vários grandes europeus, e chegou a ter proposta do Chelsea. Nesta semana, vamos dar uma olhada em como foi o mercado de cada um dos 20 clubes da Série A italiana.

Atalanta

Fez uma verdadeira revolução no elenco, cedendo nove e contratando oito jogadores. Apesar da quase igualdade numérica, o saldo geral é negativo, porque perdeu o cérebro do meio-campo (Albertini, destino Barcelona), Damiano Zenoni (Udinese) e o jovem atacante Pazzini. Já estava em maus lençóis antes das trocas. Dificilmente reverte a tendência de rebaixamento. Tinha problemas de ataque; agora também os têm no meio-campo.

Bologna

Importantes as contratações do zagueiro Legrottaglie (Juventus) e do veterano atacante Ferrante. O ex-juventino, caso se recupere dos problemas físicos que o afligem há mais de um ano, consolidará a solidez defensiva que ‘jantou’ o Milan em San Siro. Ferrante pode ser a opção a Bellucci, uma vez que os outros atacantes do elenco têm se machucado bastante.

Brescia

Foi buscar em Roma o experiente atacante Delvecchio; se for utilizado como meia-atacante, pode formar uma dupla eficiente com o centroavante Caracciolo. Outro nome que pode se destacar é o do volante camaronês Wome, bom na marcação, com várias passagens por clubes italianos. A esperança é que Wome faça o papel que se esperava de Almeyda – o de um eixo de referência no meio-campo.

Cagliari

Duas operações a se destacar. A primeira a chegada de um goleiro experiente, Brunner, para substituir o grego Katergiannakis, que pediu rescisão de contrato; a segunda, do meio-campista Budel, que pode ser a solução para a inconsistência do setor.

Chievo

A se sublinhar, somente a contratação do goleiro flamenguista Júlio César, comprado pela Inter e emprestado ao clube de Verona. No mais, o defensore parmigiano Potenza pode se firmar jogando num time menos aflito que o Parma.

Fiorentina

De longe, a que mexeu mais fundo, a ponto de reduzir a idade média do elenco, deixando claro que faz um projeto para o futuro. Além do búlgaro Bojinov (certamente um investimento), também é relevante a presença de Donadel no meio-campo, para o técnico Zoff dispor de um homem de marcação mais forte. Bojibov e Pazzini são mais famosos, mas taticamente, Donadel é o que vai ser mais útil imediatamente.

Internazionale

Sem nenhuma contratação que valha menção imediata.

Juventus

Tirar Adrian Mutu do Chelsea a custo zero foi realmente uma tacada de mestre de Luciano Moggi, diretor geral da Juventus. Se Mutu não for ficar no elenco juventino, servirá como moeda de troca preciosa, por se tratar de um jogador de excelente nível, facilmente recuperável. As saídas de Iuliano Tudor e Legrottaglie diminuem as opções para Capello, mas melhoram o ambiente num elenco que tinha muitos nomes para a defesa.

Lazio

Fez uma troca mais tática do que outra coisa: mandou à Sampdoria o atacante Simone Inzaghi e recebeu Bazzani, um jogador de mais peso na área, para fazer dupla com Di Canio ou Rocchi. Na defesa, poderiam ter vindo reforços que estão fazendo falta.

Lecce

Perder Bojinov é um duro golpe, mas encher o bolso com € 13 milhões não faz mal a ninguém (especialmente se lembrarmos que Bojinov custo cerca de € 80 mil). Se reforçou com o chileno Valdés e com o italiano Cozzolino. Seguramente perde em termos técnicos, mas era impossível dizer não à proposta fiorentina.

Livorno

“Fez um favor” à Juventus, permitindo que Mutu fosse inscrito dentro da sua cota de não-comunitários (que a Juve não poderia fazer), e deve ter o “troco” em junho. O brasileiro Paulinho chegou à cidade toscana cheio de expectativas, por ser a estrela da Seleção sub-20.

Messina

Boas contratações para a equipe meridional. D’Agostino, que chega da Roma, certamente tem tudo para virar o homem de criação do time no meio-campo; Cristante resolve a dependência que o time tinha de Parisi na defesa.

Milan

A cessão de Coloccini ao La Coruña eram favas contadas. O argentino sempre comprometeu quando entrou, mas também nunca teve uma seqüência que lhe desse ritmo. Ancelotti certamente gostaria de poder contar já com Gilardino, do Parma (que, segundo dizem, está contratado para junho), dadas as contusões de Sheva e Pippo Inzaghi.

Palermo

Sai frustrado do mercado. Tentou Bojinov e Julio Cruz (Inter) para dar uma opção a Luca Toni; acabou ficando com Possanzini (bom, mas de características diferentes)

Parma

Para um clube que está numa situação difícil financeiramente, até que saiu bem. Bettarini vai dar consistência à defesa com sua experiência, e Vignaroli é um atacante bastante acostumado a jogar por clubes que lutam contra o rebaixamento. Nenhuma perda que enfraqueça significativamente o time titular.

Reggina

É curioso, mas a Reggina deve ter um reforço num jogador que já estava no elenco. Com a cessão de dois atacantes (Dionigi e Ganci), Marco Borriello (emprestado pelo Milan), deve acabar jogando mais, e certamente tem condições de faze-lo com eficiência.

Roma

Depois de ter espantado o péssimo início de temporada, a Roma fez uma “limpeza” no seu elenco cedendo jogadores caros e que não tinham espaço (como o atacante Mido, o ala Candela, o zagueiro Sartor e o atacante Delvecchio). Abel Xavier é uma contratação intrigante, porque o defensor português não joga com regularidade há mais de um ano. Uma aposta no azarão.

Sampdoria

Cirúrgica, a Sampdoria atacou dois problemas com duas contratações. O primeiro problema, a ineficiência do ataque, deve ser resolvido com um Simone Inzaghi mais motivado; o segundo, a falta de criação no meio-campo, pode ter sua solução em Gasbarroni, que teve ótima passagem pelo clube, quando estava emprestado pela Juventus.

Siena

Outro clube que reformulou o elenco, até para se adequar ao técnico recém-contratado, Luigi Di Canio. Igor Tudor, espectador na Juventus, deve ser tituar absoluto no clube e dar solidez ao seu setor; outro defensor que deve ter espaço é o lateral Pasquale (emprestado pela Inter). Cozza vai ser o regente de meio-campo (trabalhou com Di Canio na Reggina) e o romeno Stoica é a aposta ofensiva, junto com Maccarone (que no Parma também vivia no banco).

Udinese

– Com Damiano Zenoni, o clube de Udine faz uma excelente contratação; muito provavelmente, o meio-campista terá o espaço para aparecer que não tinha na modesta Atalanta.

– O atacante do Livorno, Cristiano Lucarelli completou 300 jogos como profissional; Christian Vieri fez seu centésimo gol pela Série A vestindo a camisa da Inter

– Jankulovski (Udinese) e Gilardino (Parma) são contratações dadas como certas para junho

– Mal chegou ao Palermo e Possanzini já se machucou: menisco operado

– De vez em quando fala-se de “azar” na vida de Filippo Inzaghi, por causa de suas contusões

– Mas como se pode falar de “azar” de uma pessoa que estava numa ilha fortemente atingida pelo “tsunami”, que varreu parte do Pacífico?

– Inzaghi disse que estava tomando café da manhã quando a água começou a entrar, e ele se escafedeu para cima dos telhados e muros, como os locais

– E esta é a seleção Trivela da 23a rodada

– Frey (Parma); Barzagli (Palermo), Biava (Palermo), Maldini (Milan) e Grosso (Palermo); Muntari (Udinese), Corini (Palermo) e Barone (Palermo); Brienza (Palermo); Esposito (Cagliari) e Gilardino (Parma)

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

Top