Tag: Cristiano Zanetti

A Série A do Brescia

Posição final: 19º lugar.
Em agosto estará na…Série B.

Ler mais

As negociações na Série A

O mercado de janeiro ainda será bastante interessante na Itália. É uma necessidade fundamental, principalmente para os três grandes Juve, Milan e Inter. Roma, Genoa e Fiorentina fazem acertos, mas só de lapidação.

Ler mais

Juve-mercado

É janeiro. No futebol, significa: época das compras, ou uma espécie de Natal atrasado, especialmente para os torcedores daqueles times que ficaram com o departamento médico superpovoado ou onde os craques ficaram devendo e o time despencou na tabela.

Ler mais

Juventus de volta

O campeonato que faz a Juventus é ‘low-profile’. Não tem estrelas como Kaká ou Ibrahimovic, não é apontada como favorita ao título e – quem diria! – até é prejudicada por erros (casuais) da arbitragem. Mas ainda é a Juventus e quem deixar esse fato de lado pode ser punido duramente.

Ler mais

Mergulho no fel

A semana passada começou até com um certo otimismo para Juventus e Inter. A primeira tinha perdido para o Arsenal por 2 a 0, mas em se tratando da Juventus, tudo é possível; a Inter então, tinha até um resultado favorável embaixo do braço quano viajou para Villarreal, que convenhamos, está longe de ser um time de dar medo. Mesmo assim, a semana se encerrou para os dois times encerrados numa profunda e cava depressão, como diria Nelson Rodrigues.

Ler mais

As férias para os grandes

O ano acabou para o campeonato italiano. Um ano de muita competição (Roma e Milan pelo título passado; Milan e Juve pelo em andamento), apreensão (as situações de Parma e Lazio), mudanças surpreendentes (como Fabio Capello na Juventus). A pausa de inverno na Itália, que ficou um pouco maior a partir dos últimos anos, pega os clubes em situações diferentes. Vamos ver como cada uma das grandes italianas chega à “sosta natalizia”, e como têm de resolver seus problemas.

Juventus: pausa em boa hora

Não, a Juventus não está em crise, nem acabou, nem nada. Mas apesar da liderança, o time de Fabio Capello respirou aliviado com as semanas extras que terão para repor o fôlego. Explica-se: o elenco juventino está em atividade desde o final de junho, preparando-se para a fase eliminatória da Liga dos Campeões. E nas últimas semanas, a performance juventina caiu vistosamente.

Quem caiu mais nitidamente foi a defesa. Ok, a retaguarda juventina ainda é a melhor do torneio, com somente 7 gols tomados em 16 jogos, mas devemos levar em conta que até a décima rodada, eram somente três os gols sofridos; nas seis partidas seguintes, Buffon, Zebina, Thuram, Cannavaro e Zambrotta assimilaram mais quatro tentos. Uma média ainda excelente, mas em queda.

Para reverter a tendência, a Juventus tem de fazer com que o quarteto defensivo volte a estar na ponta dos cascos, assim como Emerson, jogador odiado no Brasil, mas vital para a defesa ‘bianconera’. Capello sabe que quem define o campeonato é o rendimento defensivo. Como o ataque da Juve é obviamente bom, o retorno à forma do início da temporada é determinante. Inclusive porque a Juventus pega o Real Madrid na LC.

Milan termina o ano como o melhor

O empate contra a Juventus, mesmo sendo em Turim, foi um resultado que desagradou os milanistas. Os “rossoneri” dominaram amplamente o jogo, sob todos os aspectos, e só não chegaram ao gol graças a um Cannavaro espetacular, e de um bom rendimento de toda a defesa.

Ainda que derrame lágrimas por não ter diminuído a um ponto a vantagem da líder Juve, o Milan pode olhar para o seu fim de ano com muitas razões para estar esperançoso; quatro pontos são uma diferença absolutamente viável para se tirar em 22 rodadas. E o Milan acertou a defesa (somente dois gols pior que a juventina), fez despertar Crespo, deu uma injeção no ego de Shevchenko (e no merchandising do clube) com a Bola de Ouro dada ao ucraniano, mais, uma forma física em pleno crescimento.

Problemas? Se fosse obrigatório apontar um problema seria…a Juventus. Não há adversário pior que a Juventus numa corrida a dois, especialmente se comandada por Capello. Também não foi exatamente uma moleza pegar o Manchester United na Liga dos Campeões, mas essa é uma competição em que não dá para escolher adversário. No elenco, as contusões de Tomasson e Kaladze (talvez o melhor milanista em Turim) são os pontos baixos de final de ano.

2005 promete um belo ‘boost’ no rendimento milanista se, finalmente, o departamento médico do clube conseguir colocar Stam e Filippo Inzaghi em campo, em perfeitas condições. Com as entradas dos dois jogadores, o poder do Milan cresce no ataque e na defesa – setores que já não estão indo nada mal. E Ancelotti parece ter descoberto no francês Dhorasoo, uma opção valiosa no meio-campo. Sim, o Milan ainda é candidato a tudo, embora, abertamente, priorize a Liga dos Campeões.

Inter e uma velha inimiga: a irregularidade

Se Roberto Mancini, técnico interista, fosse escolher um ponto do início de temporada para manter em 2005, não teria dúvidas: a invencibilidade. Juntamente com o rendimento assombroso de Adriano, o fato de não ter perdido nenhuma partida foi a única coisa que a Inter teve de realmente positivo.

No mais, a Inter é um canteiro de obras. A defesa é flácida e desencontrada, o meio-campo alterna momentos fantásticos com instantes de pura mediocridade, e o ataque é, ainda, dependente de Adriano para balanças as redes inimigas. Título? Nem pensar. A Inter tem de apostar na Liga dos Campeões, porque tem pelo menos dois meses para encontrar seu futebol até voltar a campo, contra os atuais campeões do Porto – uma parada nada simples.

O clube de Appiano Gentile certamente vai contratar na pausa de janeiro, e quase com certeza, um zagueiro (senão dois), para poder compensar a burrice que foi a dispensa de Cannavaro. No meio-campo, há gente de sobra para montar uma boa linha (Verón, Emre, Davids e Stankovic, entre outras). No ataque? Bem, mesmo que Adriano dê uma descansada, Vieri parece estar acertando o pé, e isso já é suficiente (sem falar em Recoba, reserva de luxo.

Luca Marchegiani, goleiro do Chievo, completou 400 partidas na Série A

Cristiano Zanetti e Marco Materazzi completaram 100 partidas pela Inter

A Udinese desta temporada segue ritmo de fazer uma campanha que seja a melhor de sua história

2004 termina com o Milan como o time que mais fez pontos (87), seguido pela Juventus, com 78

Esta é a seleção Trivela da 16a rodada do Italiano

Amelia (Livorno); Panucci (Roma), Cannavaro (Juventus), Nesta (Milan) e Grosso (Perugia); Pizarro (Udinese), Emerson (Juventus), Seedorf (Milan) e Tonetto (Sampdoria); Totti (Roma) e Cassano (Roma)

Defesa!

Se o leitor der uma olhada na seleção TRIVELA da rodada, vai se dar conta que, entre os cinco atletas selecionados na retaguarda, nenhum pertence a um time grande. Não, não é coincidência. Esta edição do torneio, quase que seguramente, premiará aquelas equipes que sofrerem menos gols.

Ler mais

Vida ou morte

Se os nervos de Juventus e Milan serão testados em algum momento desta temporada, certamente será nesta semana. Os dois clubes vão passar por duas provas definitivas em relação aos seus objetivos, e não podem, absolutamente, falhar. Para aumentar a dramaticidade, no próximo domingo, os dois se enfrentam, como um ‘gran finale’ de filme épico.

A Juve começa sua via crucis já na terça. O time de Marcello Lippi precisa se libertar do momento cinzento que dá tom às suas performances e bater o Deportivo La Coruña, em Turim, por dois gols. Se não o fizer, coloca em risco sua permanência na Liga dos Campeões. E, vale lembrar, o técnico Marcello Lippi jurou, no início desta temporada, que, caso não vença a competição européia, vai encerrar sua carreira como técnico.

Não faltam obstáculos. Com uma defesa que já tomou 27 tentos nesta temporada, a Juve não sabe como se acertar depois da partida de Edgar Davids. Para complicar, Lippi não vai poder contar com Iuliano, Birindelli, Zambrotta, Maresca e Trezeguet, contundidos, mais Tudor, eternamente no entra-e-sai da enfermaria. O Deportivo é um adversário hostil, que já despachou a Juve da LC no passado. De boa notícia, a aparente recuperação de Pavel Nedved, que teve uma semana de férias para eliminar o estresse.

Em Milanello, na teoria, o Sparta Praga é um compromisso menos espinhoso. Só na teoria. O time checo é cheio de bons jogadores, e nesta Liga dos Campeões, sempre jogou melhor em casa do que fora, pois aposta no contra-ataque. Os campeões europeus terão um time completo para receber o Sparta, e gozam de um momento de tranqüilidade. Mas estão cientes que uma vitória tcheca ou um empate com gols são resultados totalmente possíveis

Ancelotti deve usar dois atacantes contra o Sparta, com Tomasson-Shevchenko na frente de Kaká (ou Rui Costa). Defesa titularíssima de ponta a ponta, com Cafu, Nesta, Maldini e Kaladze, e Pirlo na cabine de comando do time. O Milan deve manter a posse de bola o mais possível para conter o Sparta em seu campo. Pippo Inzaghi deve entrar no decorrer da partida.

No domingo, o encontro entre Juve e Milan é uma final. Se a Juve vencer, zera as vantagens de Milan, e Roma na corrida pelo título, deixando os três numa diferença de três pontos (contando que a Roma bata a Reggina). Mas se o Milan sair vitorioso, a Juve dá adeus à competição. E se perderem Roma e Juve, o Milan praticamente assegura o título.

Quem é favorito para domingo? Prognóstico impossível. Primeiro, porque o resultado da Liga dos Campeões é fundamental para o ânimo de ambos; segundo, porque não se sabe quantos titulares contundidos cada time terá; e terceiro, porque num clássico de tais proporções, as vantagens técnicas, físicas e psicológicas são quase zeradas. Um fim de semana ímpar, que pode determinar o destino do campeonato.
O ás na manga de Trapattoni

Algumas grandes discussões circundam a lista de nomes (não a de Pelé, por favor!) que Giovanni Trapattoni quer levar para o Europeu de 2004. Na defesa, Cannavaro e Nesta são certezas, com mais uma vaga em aberto (Bonera?); no ataque, o trio Totti-Vieri-Del Piero também soa indiscutível, e as disputas ficam pelo banco de reservas (com Filippo Inzaghi, Corradi, Miccoli e Cassano na competição).

Contudo, a decisão mais importante que Trapattoni pode tomar é no meio-campo. É dado como certo que o técnico irá entregar a armação de seu time para Perrotta e Cristiano Zanetti, dois bons jogadores que foram bem quando juntos. Se o fizer, ‘Trap’ estará abrindo mão de ter em seu time (e no setor mais problemático da última década) um dos melhores registas do mundo, o milanista Andréa Pirlo.

Pirlo acabou no Milan praticamente desprezado pela Inter. Atacante de origem, surgiu no Brescia, e foi contratado pelo time de Via Durini ainda com 17 anos. Na Inter, jogou como atacante ou meia-atacante, mas nunca teve um rendimento regular. Por isso, foi emprestado à Reggina (onde virou herói, junto com o laziale Baronio – hoje emprestado ao Chievo), depois ao Brescia, e enfim, confinado ao terceiro time interista.

No Milan, chegou junto com Rui Costa, e já foi olhado de lado, como “o reserva de Rui Costa”. Só que em rubro-negro, foi automaticamente titularizado, enquanto Rui Costa não se adaptava. Aposentou a versão atacante, e passou a jogar como meio-campista puro. E no ano seguinte (2002), atendendo aos pedidos do técnico Carlo Ancelotti, fez uma experiência para atuar como primeiro volante, abrindo espaço para Rui Costa jogar mais avançado.

Ancelotti descobriu um pote de ouro no final do arco-íris. Recuado, Pirlo desenvolveu sua capacidade de marcação, e se tornou um gigante como regente. O bresciano de 25 anos é o cérebro do Milan, comandando todas as ações ofensivas, mas de uma posição recuada. Capaz de fazer lançamentos de quarenta metros com precisão milimétrica, Pirlo também pode aproveitar as incursões de Shevchenko, Inzaghi, Tomasson, ou Kaká (como fez no jogo contra a Samp).

No seu primeiro ano como mediano, tinha uma falha grave. Não sabia sair da marcação. Na partida entre Juve e Milan, em Turim, Marcello Lippi acabou com o Milan ao colocar um Nedved de seis pulmões para sufocar Pirlo. O Milan sucumbiu naquela partida (2 a 1 para a Juve, pela Série A). Só que a experiência fez com que Pirlo aprendesse a lidar com a marcação. Hoje, deixá-lo livre é praticamente um suicídio.

Se tiver alguma ousadia, Trapattoni tem obrigatoriamente de dar a Pirlo a vaga de Zanetti. Não que o interista não seja bom jogador, pelo contrário. Mas é que Pirlo é capaz de dar ao ataque italiano a fantasia que não tem há anos, fazendo com que a gama de opções de ataque seja infinita, tanto pelos lançamentos longos, quanto pelas infiltrações de Totti, tabelas entre Del Piero e Vieri ou descidas dos laterais Zambrotta e Camoranesi. Zanetti é excelente na contenção, mas uma sombra diante do talento de Pirlo. A bem da verdade, de Totti, Del Piero e Pirlo chegarem a Portugal no ápice de suas capacidades, a Itália é a única concorrente a afrontar Portugal e França de igual para igual.

O 3-4-3 sem polêmica

Enquanto a Inter come o pão que o diabo amassou com o 3-4-3 de Alberto Zaccheroni (campeão no Milan, quatro temporadas atrás), um outro time colhe frutos excelentes usando a mesma impostação tática nesta temporada. A Udinese, time destinado a evitar o rebaixamento e nada mais, corre forte por uma vaga na Copa UEFA e ainda sonha, ainda que não assumidamente, com uma vaga na Liga dos Campeões.

Mas por que razão o mesmo esquema têm resultados tão diversos? Resposta: Luciano Spaletti montou em Udine um time dentro de suas possibilidades, e tem controle do que se passa no seu elenco. Zaccheroni (que com o mesmo 3-4-3 quase chegou à Liga dos Campeões em 1998, na mesma Udinese) herdou um grupo montado para um 4-4-2, cheio de vaidades e jogadores desmotivados.

Mas falando da Udinese: o bom desempenho do time, como sempre, começa na defesa. O goleiro Morgan De Sanctis, reserva de Buffon nas seleções juvenis da Itália, é seguramente um dos mais regulares do torneio. A regência da defesa fica nas mãos no ‘nonno’ Sensini, 38 anos, mas uma performance de ‘star’, que controla os companheiros Bertotto, 14 anos no clube, e a revelação Kroldrup, ex-Bari, que é uma das revelações do campeonato no setor.

O meio-campo friulano tem nomes cobiçados por todos os grandes da Itália. David Pizarro é o arquiteto do time. Rápido, técnico e forte, Pizarro é o melhor jogador da geração chilena. Como se contundiu, Pizarro tem sido substituído pelo jovem italiano Pazienza e pelo também jovem Muntari. O primeiro promete boas coisas; o segundo já parece pronto para uma grande. Menos técnico que Pizarro, é forte como um touro e coloca pressão no setor. Pinzi, titular certo da Itália sub-21, é o marcador central, talvez o mais forte da sua idade no país.

Mas os astros do meio-campo são os externos Jorgensen e Jankulovski. O primeiro, dinamarquês, é praticamente um armador clássico, que dita o ritmo do jogo e costuma cair pelo meio, como um “10”; o segundo, tcheco, é jogador de faixa, que impinge velocidade e profundidade à jogada, fazendo com que a Udinese acione seus atacantes com grande facilidade.

Falando em atacantes, os dois fixos são Iaquinta e Dino Fava. Iaquinta faz a referência na área, e Dino Fava, artilheiro da Série B da Triestina na última temporada. Jorgensen e Jankulovski alternam-se no ataque, fazendo do esquema de jogo um misto de 3-4-3 com 3-5-2. O nome do esquema não importa, e sim sua versatilidade. (9 dos 11 titulares já marcaram gols nesta temporada). Dificilmente o time de Udine não acaba esta temporada com a missão mais do que cumprida.

Curtas

O defensor Marcelo Castellini chegou a 200 partidas pela Série A neste final de semana

Prova de que esta temporada está muito mais dura na luta pelo título, é o fato de que a Juventus, na temporada passada, tinha feito um ponto a menos do que nesta, até a 24ª rodada, mas mesmo assim, está duas posições atrás da do ano passado, quando era líder

Até aqui, 897 cartões amarelos foram dados na Série A, com média de 4,1 por partida, segundo dados da Gazzetta Dello Sport

Rui Costa é o alvo maior do Benfica para a próxima temporada

A notícia parece real, porque todos ficariam felizes

O Benfica teria de volta seu maior jogador dos últimos anos, o Milan receberia uma boa verba em dinheiro por um atleta que só tem mais um ano de contrato, e Rui Costa atuaria como estrela maior em Lisboa.

Esta é seleção Trivela do Italiano desta semana

Dida (Milan); Montero (Juventus), Kroldrup (Udinese), Ferrari (Parma), Maldini (Milan); Mancini (Roma), Pirlo (Milan), Baronio (Chievo), Dacourt (Roma); Cassano (Roma) e Inzaghi (Milan)

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

Top