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Copa do mundo feminina: o Brasil de Vadão.

O Mundial feminino de futebol já acontece há quase duas semanas no Canadá. A fase de grupos teve jogos de sua segunda rodada neste fim de semana. Após estreia contra a Coréia do Sul (vitória por 2×0), a seleção brasileira bateu a seleção da Espanha, no último sábado em Montreal. Obteve uma vitória suada por 1×0 e lidera o grupo E.

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O Nationalelf de Löw: tetra-campeão

Eclodirá agora uma tendência besta e tipicamente brasileira de que tudo que vem de fora “é melhor”. Com certeza após a vitória da Alemanha sobre a Argentina, na final do Mundial 2014, “o melhor” virá da Alemanha.

A equipe de Joachim Löw precisa ser parabenizada por um projeto contínuo que vem desde o Mundial 2006, disputado em solo alemão. No conjunto e no planejamento este título não foi simples merecimento e sim, planejamento bem feito, e objetivo alcançado.

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Cretinice brasileira

Após os 7×1 sofridos pelo Brasil contra a Alemanha nas semifinais do Mundial 2014 um fenômeno interessante (e previsível) eclodiu em meio ao grande público. Seria necessária uma tese de antropologia para explicar racionalmente a “birra” que os brasileiros possuem em relação aos argentinos. Naturalmente, na outra partida das semifinais, os brasileiros torceriam para a Holanda contra a Argentina. Mas o time albiceleste venceu.

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Adeus, Doutor

Num dia em que o Corinthians tem tudo para se sagrar campeão, um de seus maiores ídolos esportivos se despede. Sócrates não jogou menos bola do que nenhum outro corintiano que já tenha pisado sobre a Terra e com a vantagem de ter uma quantidade de caráter que pouquíssimos jogadores de futebol – alvinegros ou não – jamais conseguiu sonhar. É irônico que sua morte aconteça num dia em que a administração de Andrés Sanches, que é a antítese absoluta de Sócrates, se consagre a senhora feudal do futebol brasileiro.

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Levem a Copa daqui

Posso dizer com tranqüilidade: vejo a possibilidade de não ter São Paulo como uma das sedes da Copa do Mundo com entusiasmo. Torço mesmo para que a Fifa demonstre que alguém nos escritórios em Zurique tem alguma coisa dentro das calças e tente fazer um Mundial com sedes em cidades que têm economia primitiva, imprensa inexistente, indicadores sociais lesteafricanos e  corrupção endêmica. Lamento profundamente pelos moradores desses Estados, que terão seu dinheiro roubado escalavradamente para vagabundos construírem estádios com dinheiro público e se fartarem com licitações criminosas, mas tenho de dizer: como contribuinte em São Paulo, vibraria em saber que menos do meu dinheiro vai pagar a nova cobertura deste ou daquele pilantra ou a abertura de uma filial do cafajeste de acolá.

Segunda-feira, Tolerância Zero: Conta da Copa do Mundo

98% da conta da Copa será paga pelo contribuinte. Um contribuinte que, diga-se de passagem, prova com afinco o que disse Brecht sobre a ignorância.

As diferenças entre o Olímpico de Londres e o Itaquerão

A decisão da entidade responsável pelo legado olímpico na Inglaterra (imagine se no Brasil temos algo parecido) decidiu que a proposta do West Ham é a melhor para ser o “dono” pelos próximos 20 anos do complexo que está sendo levantado pela Inglaterra pelas Olimpíadas. É praticamente uma formalidade que indica que o West Ham terá o estádio pelas próximas duas décadas. Mas ao contrário da vergonha da doação de um estádio para o Corinthians (além de muitas outras menos aviltantes pelo país), é uma clara demonstração como em termos de cidadania e evolução das instituições, o Brasil está longe da posição de liderança que pleiteia. Ainda estamos mais próximos do terceiro mundo do que do mundo desenvolvido.

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O melhor

Depois de semanas escutando que Iniesta seria o vencedor da Bola de Ouro da Fifa (o que seria uma injustiça até com Xavi), a vitória de Messi vem como uma boa nova. Messi é o melhor jogador do mundo e um dos maiores de todos os tempos. Sua precocidade faz pensar que ele possa entrar num seleto grupo de Pelé, Maradona e Cruyff, caso não se deixe seduzir por bares, noitadas e desleixo, como ocorreu com Ronaldinho Gaúcho ou pelo ego, como ocorreu com Cristiano Ronaldo. Sua premiação é justa na escolha de quem é de fato o melhor jogador do mundo, mas injusta na avaliação da temporada passada, na qual Wesley Sneijder só não atingiu a perfeição porque perdeu uma final duríssima para uma SuperEspanha. O holandês é um craque e o melhor jogador da Itália na última temporada. Carregou a Inter para sua tríplice coroa. Contudo, mesmo em seu melhor momento, é um excelente, magistral jogador – como Kaká – mas ainda a uma distância notável de Messi.

Me lembro consideravelmente de Diego Maradona, tendo acompanhado boa parte de sua carreira (sem piadinhas aqui…). Por isso, creio que Messi será o maior jogador argentino de todos os tempos ao fim de sua jornada esportiva caso consiga vencer uma Copa do Mundo como fez Maradona. Tecnicamente, Messi não é inferior a Maradona, mas consegue produzir muitíssimo mais porque compreende melhor o futebol como jogo. Basta ver o que os dois conquistaram. Arrigo Sacchi dizia que Maradona era o jogador mais talentoso que ele já tinha visto jogar, mas que suas conquistas (dois títulos nacionais, uma copa europeia e uma Copa do Mundo) não refletiam seu talento. Messi, aos 23 anos, já conquistou um punhado de campeonatos, duas Ligas dos Campeões e não dá mostras de estar se acomodando.Tem um brilho no olhar de quem está ainda sedento e uma determinação impressionantes para quem conquistou tanto. Imaginar que ele possa levantar mais uma dezena ou duas de títulos importantes mais uma Copa do Mundo em sua carreira é mais do que plausível. Como disse Arsene Wenger, depois de ser triturado pelo Barça na LC passada, torçamos para que ele não se machuque porque seu futebol alegra até os rivais.

Não há um jogador que possa oferecer resistência a ele no cenário internacional. Neymar, tecnicamente um prodígio, já é mais marrento do que Messi com o fantástico palmarés de um Paulista e uma Copa do Brasil; Ganso já sofreu duas lesões sérias no início de sua carreira (embora seja potencialmente o jogador mais promissor de que eu me lembre); Kaká é um craque esforçadíssimo, mas além de sua atribulada situação física, não tem o talento de Messi (uma comparação plausível seria a de Matthaus com Maradona) e Cristiano Ronaldo é egocêntrico demais para superar a determinação de Messi. Estamos vendo uma lenda em campo. Aproveitemos o quanto pudermos, porque o pequeno argentino não tem nenhum limite aparente em sua trajetória.

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