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Holanda: domando a fúria parte I – o apagão da fúria

No segundo dia da copa 2014, Espanha e Holanda protagonizaram mais uma vez o mesmo duelo que definiu o Mundial de 2010, com vitória espanhola. A partida realizada na tarde da sexta-feira 13, na Bahia, não parecia que seria tão escabrosa para os espanhóis. O time de Vicente Del Bosque até mostrava bons lances no primeiro tempo, sobretudo quando David Silva e Diego Costa conseguiam escapar da linha defensiva holandesa.

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E o Brasil estreou na copa de 2014

Enfim, a copa no Brasil começou com a seleção de Felipão enfrentando a Croácia na Arena Itaquera. Para os que torciam contra o Brasil, a partida contra os croatas foi no mínimo surpreendente. O estádio cantou o hino em uníssono, como na final da Copa das Confederações. Os atletas da família Scolari II mostravam olhos marejados. Quando o árbitro apitou o início da partida, no entanto, a realidade mostrou-se bem áspera.

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Família Scolari II: erros e acertos

O senso comum e a sabedoria popular, às vezes podem ter razão. Milton Neves, após a convocação da seleção feita por Felipão, nesta quarta, disse que nunca um técnico teve tanta tranquilidade para realizar o procedimento.

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Estádio novo, prejuízo certo

Para os entusiastas da construção de novos estádios no Brasil, o NY Times trouxe dias atrás uma matéria que é um banho de água fria. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que metade do dinheiro usado na construção de arenas no país era público e que a maior parte das dívidas feitas para erguer os estádios dura muito mais tempo do que os mesmos.

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Brasil na mira

A Copa 2014 ainda está a quatro anos de distância, mas o Brasil já começa a ser cobrado – justamente – pelo resto do mundo. Um estudo do IPEA que diz o que todo mundo já sabe – que os aeroportos brasileiros operam além de sua capacidade – reverberou pela imprensa internacional.

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Como sempre, palhaços…

Agora é o trem-bala que não estará pronto quando a Copa do Mundo de 2014 começar. É uma linha de ligará Rio de Janeiro a Campinas e custará R$34 bilhões. Deveria ter começado em 2008. A você, que acreditou no que disse Ricardo Teixeira, um nariz vermelho, Parabéns. Acostumemos-nos. Esse tipo de notícia, no esquema “não é bem assim”, será a tônica dos próximos quatro anos.

A Copa 2014 será um acinte – parte I

A Folha publica hoje que 95% do dinheiro para os estádios da Copa de 2014 virão do governo (via BNDES ou diretamente). Quem celebra uma Copa assim é criminoso, irresponsável ou burro. Detalhe dantesco especial para o estádio Mané Garrincha, com um custo – estipulado – em R$800 milhões e que depois abrigará incríveis confrontos entre Gama e Brasiliense.

Ainda não é, mas pode ser

Pode ser estranho – eu pelo menos acho -vir elogiar a Argentina depois de um final de semana em que o Brasil fez sua melhor partida na Era Dunga e o time de Maradona não passou de um mísero 1 a 0 sobre a Colômbia. É estranho, mas não é fora do normal.

O Brasil passeou. É verdade que o Uruguai é um time limitado e que sem Lugano e Cristian Rodriguez sofreu a beça. Mas também é verdade que, mesmo ainda não tendo lateral-esquerdo (não, Kleber não é o suficiente – aliás, nem para o Internacional), encontrou o módulo ideal para o momento: livre da presença de um Ronaldinho perdido, com três meio-campistas fortes (onde Gilberto Silva ainda está sabe-se lá porque, mas pode dar lugar a Lucas), com Kaká livre atrás dos atacantes.

É exatamente neste setor que está a diferença que pode dar à Argentina uma vantagem potencialmente decisiva na Copa. Luis Fabiano não é ruim, longe disso, mas Robinho é visivelmente um confeito. Tem talento de sobra, mas não sabe jogar (pode parecer contradição mas não é). E além disso, é uma negação no primeiro combate.

Uma das características do ataque do Barcelona de Guardiola foi uma determinação dada pelo espanhol aos avantes: marquem desesperadamente assim que vocês perderem a bola. E assim foi feito. Até o genial Messi, do alto do seu metro e meio, joga-se à bola como um faminto num prato de comida. Outro argentino do ataque de Maradona, Carlos Tévez, é ainda mais obcecado por tirar a bola do adversário. E detalhe: estamos falando de dois jogadores fora-de-série.

O ataque da Argentina para a Copa está prontinho – e é melhor que o brasileiro, mesmo com que Kaká esteja no seu melhor (sim, Kaká é um atacante hoje – um atacante que recua, mas um atacante). Com a presença de Milito na área mais Tévez e Messi, os argentinos têm um setor espetacular e que sufoca o adversário ainda na própria área.

Pode-se argumentar que a defesa brasileira é melhor. Mesmo com Dunga e seus treinos nonsense (antes de xingar o colunista por sua oposição ao técnico, favor comparecer a um treino da seleção em Teresópolis), a retaguarda brasileira é melhor. O vão na lateral-esquerda é um problema, bem como a incapacidade do time de coordenar descidas dos laterais, mas perto de Maradona, Dunga é Rinus Michels. A defesa argentina tem menos nomes de qualidade e nenhum desenho tático. Mesmo assim, com o Brasil melhor , há na Argentina material para se fazer uma defesa sólida.

Se alguém convencer Maradona que ele não precisa chamar seis atacantes para seu grupo (mesmo jogando com três), os argentinos só terão de resolver como jogar pela ala direita, uma vez que nem Zanetti nem Verón (que era teoricamente o jogador da posição contra a Colômbia) têm como dar a profundidade pedida. O time tem a tração dianteira nos trinques e se está jogando mal é pelo desarranjo no resto. O Brasil tem como tirar a diferença? Claro, mas não com Robinho – ou pelo menos não com o Robinho ziriguidum. Na África, ganhará o time que marcar mais acima no campo. Deixar jogar é colocar a viola no saco.

Ah, sim, outra vantagem dos argentinos: não terão seu país saqueado em 2014.

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