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Clube escocês passa ao controle da torcida

O Clyde, clube escocês da terceira divisão, entrou para a história do futebol do país nesta semana. Enfrentando sérios problemas por conta de dívidas, a diretoria aprovou uma medida segundo a qual o Clyde passa a ser submetido às decisões da comunidade. Todas as decisões importantes terão de passar pelo voto direto. “Precisamos evitar que o Clyde volte a passar por apuros por conta de dívidas dno futuro”, disse o presidente da equipe, John Alexander. As contas do Clyde agora estarão abertas ao público e de agora em diante, o clube não pode mais emprestar dinheiro para pagar salários.

O clube da semana

Depois de 18 anos, finalmente o maior clube da França voltou a erguer um troféu de campeão.

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Clube da Semana – Triestina

Série A: Trieste vem aí…

Só de história, Trieste já suscita interesse. Fundada por romanos em 180 a.C., Tergeste, como era ghamada, passou boa parte de sua existência sob o domínio do Império Austro-Húngaro. Sua localização é uma boa parte da explicação. A cidade fica á beira do Golfo de Trieste, banhada pelo Mar Adriático. É a cidade mais próxima da Iugoslávia, localizada entre Veneza e Istria, e com sua província, tem cerca de 260 mil habitantes.

Historicamente, é um grande mosaico da evolução social neste últimos 2 mil anos, com monumentos romanos, medievais e renascentistas. Entre invasões turcas, epidemias devastadoras (só de cólera, foram cinco) e domínio austríaco (durante 600 anos), a cidade sempre foi um ponto de referência na região.

E agora, em 2003, Trieste pode ver a sua equipe de futebol aportar na Série A pela 26a vez, quebrando um jejum de quase 43 anos sem jogar a divisão máxima do futebol italiano. Superando “potências” da Série B como Vicenza, Napoli, Sampdoria e Verona, a Triestina lidera o torneio “cadetto” desde seu início e é o time mais regular até agora.

Trieste volta para a Itália; nasce a Triestina

Com o final da Primeira Grande Guerra, a cidade de Trieste voltou ao comando da Itália, que existia unificada há poucas décadas, em 1918. Em dezembro daquele ano, numa reunião ocorrida no Caffé Batisti, aconteceu a fusão entre Trieste e Ponziana, originando a Triestina Calcio.

O primeiro ato foi a construção do campo de Montebello. Até meados da década de 50, a Triestina não conheceu a Série B. Na década de 30, quem brilhou no time foi Nereo Rocco, que com 117 aparições, foi o primeiro astro que envergou as cores ‘biancorossi’. Com Pasinati e Colaussi, foi protagonista naquele decênio, chegando a ser artilheiro na temporada 1933-34 (17 gols)

Durante a Segunda Guerra, os problemas enfrentados pelos ‘allabardati’ foram os mesmos de todas as equipes italianas. Logo após a guerra, a Triestina se safou da Série B pela primeira vez graças a uma ajuda da Federcalcio: não foi rebaixada por ser “patrimônio moral” da Itália (bem CBF, não?). A recuperação veio logo. Em 1946-47, a melhor pontuação da Triestina em sua história. Vice-campeã, atrás somente do poderoso Torino, imbatível, de Valentino Mazzolla. Rocco ainda faria mais alguns grandes campeonatos antes de ir dirigir o Milan, onde também fez história.

Em 1949, o acidente aéreo que matou todo o time ‘granata’, a Tragédia de Superga, levou também dois ex-craques do clube de Trieste: Grezar e Ballarin. Como toda a Itália, Trieste chorou os mortos do acidente de Turim com lágrimas amargas.

Mas quando caiu pela primeira vez, no final da década de 50, iniciou um longo período nas divisões inferiores, passeando entre a Série B e as divisões amadoras do futebol italiano. O clube chegou a militar na Série D (quarta divisão) e somente na temporada corrente é que se prepara para voltar a uma posição de protagonista.

2002: 4-3-3 bem-sucedido…

Hoje em dia, a Triestina joga no imponente estádio Nereo Rocco, uma homenagem a sua figura mais importante. No “Rocco”, até a Seleção Italiana joga com alguma freqüência e onde foi marcado o milésimo gol da seleção, anotado por Christian Vieri. Mas hoje em dia, o que a torcida local quer saber é da Triestina, que voltou a ser uma paixão.

O time montado por Ezio Rossi para a temporada não tem nenhum craque espetacular. Aliás, o próprio Rossi é um treinador que já andou perambulando por equipes de pouca expressão. O fato que chama a atenção é o esquema, um 4-3-3 que, na Itália, é considerado “ultrapassado”, e vinha sendo defendido somente pelo técnico ‘maldito’ Zdenek Zeman.

Fava, o atacante-artilheiro da Triestina é o ‘astro’ do time (se é que pode ser chamado assim). Aproveita a vantagem numérica dada pelo terceiro atacante para sempre ficar sozinho com seu marcador. Seu nome foi cogitado até mesmo para aportar em times da Série A, mas seu cartaz não é tão grande. O maior segredo da Triestina é mesmo o conjunto.

Como também na maior parte do tempo, no passado, o time não conta com atletas espetaculares. Outro nome que chama a atenção é do defensor Domenico Maietta, de 21 anos um dos mais promissores da nova geração. Contudo, seu passe pertence à Juventus, que o emprestou à Triestina. Outra promessa é Éder Baú, atacante que se formou nas filas do Milan.

Trieste também se orgulha de ser a cidade de Cesare Maldini, um dos maiores zagueiros italianos de todos os tempos, e pai do capitão do Milan, Paolo Maldini. O clã mais famoso do futebol italiano tem raízes triestinas. Neste caso, podemos fazer uma exceção a ausência de craques de Trieste.

Unione Sportiva Triestina Calcio

Ano de fundação: 1918

Cidade: Trieste, na Itália

Endereço: Piazzale Atleti Azzurri d’Italia 1 – 34148 Trieste

Estádio: Stadio Comunale Nereo Rocco

Capacidade: 32.000

Principais jogadores: Nereo Rocco, Pasinati, Colaussi, Grezar e Ballarin

Site: http:://  HYPERLINK “http://www.ciaoalessandria.com” http://www.triestinacalcio.it

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