Umaa semana antes da final da Champions League 11/12 me deparei com um livro incomum na prateleira de livros de educação física na biblioteca da universidade. Era ‘Futebol Total’ em esgotada edição nacional da autoria de Johann Cruyff. A lenda holandesa justificava ali a derrota no Mundial de 74. Sua definição para o gol me soou extremamente incomum. A concepção futebolística de Cruyff e consequentemente de todo o futebol holandês e do Barcelona era física e cerebral a não ser a definição do gol em si. “Eu penso que futebol é acertar e criar as ocasiões de gol. Marcar gol é um tanto casual e que está fora do futebol. Mas como a única maneira de ganhar é marcar gols, em cada equipe há que ter sempre um ou dois homens com habilidade suficiente para empurrar o balão para as redes. Embora insista que isto nada tem a ver com futebol. Jogar futebol é combinar com eficácia e profundidade de maneira que se criem as oportunidades. Marcar gols, como já disse depende de muitas outras coisas: sangue frio, causalidade, sorte, falha contrária.” (CRUYFF, Johann ‘Futebol Total’. Nova Fronteira, 1974. P.45) – por Alexandre Kazuo

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