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Corinthians não-líder e Dorival sem clube

Num final de semana de futebol medíocre, sofrível, pelo Brasil, a troca de líder e a segunda demissão seguida da Dorival Júnior merecem observação. Contudo, não pelas razões mais óbvias que gerariam curiosidade em o campeonato trocar de dono na ponta nem na demissão de um técnico até outro dia promissor. O erro em avaliar as próprias limitrações é que está em jogo.

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Derrota antecipada

No ano passado, publiquei um post nesse blog chamado “Em defesa do Galo”. Nenhum outro post teve tantas críticas e demonstração de hipóxia cerebral quanto aquele. No post, eu defendia que o Galo merecia aplausos pela campanha, mas que não venceria o Brasileiro e que se demitisse Celso Roth, daria um tiro no pé. Muitos xingos e discussões depois, que falem os fatos.

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Celso Roth e o cavalo paraguaio

Definitivamente, não me lembro de nenhum personagem do futebol que contasse com tanta antipatia gratuita de imprensa e torcida quanto Celso Roth. No release de sua apresentação, os clubes já deveriam confirmar que ainda têm confiança nele, porque ele balança no cargo no momento que assume.

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Celso Roth não caiu, mas caiu

Da Gazeta Esportiva

“No treino da última quarta-feira, após um erro de posicionamento, o meia Douglas Costa foi duramente criticado por Celso Roth, que praticamente o humilhou na frente dos colegas doclube. Devido à repercussão que o fato tomou, o treinador quebrou o protocolo, e concedeu uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, dia de jogo, com o intuito de se explicar.

“A partir de agora, os treinos do Grêmio serão feitos a portões fechados. Segundo André Krieger, dirigente do clube, a medida é para que “a intimidade do clube não seja devassada”. Celso Roth também será advertido pela diretoria do clube por sua ação na atividade da última quarta-feira.

“Às vezes, um técnico assume o papel de pai com os jogadores. Mas isso não justifica os termos que foram usados”, finalizou Krieger”.

Celso Roth não caiu, mas não me lembro de uma chamada de atenção a um treinador como essa sem que o mesmo rodasse depois.

Roth merecia um estudo antropológico. Por que os torcedores e imprensa o odeiam mesmo quando ele está indo bem?

Quatro técnicos para manter

A vitória do São Paulo em São Januário selou o destino do Brasileirão 2008. Há, ainda, a possibilidade matemática de um título do Grêmio, mas a dificuldade de ver o atual bicampeão dar dois tropeços seguidos é gigantesca. Como bem disse Renato Maurício Prado no Troca de Passe da Sportv neste domingo, esperar que um time que não perde há três meses o faça duas vezes em sete dias é confiar demais na sorte.

A reta final do Brasileirão, contudo, deveria garantir a três dos outros quatro treinadores dos cinco primeiros da tabela, um horizonte tranqüilo nas permanências de seus empregos. Celso Roth, Adilson Batista e Caio Júnior fizeram o que podiam com o que tinham e foram ultrapassados, na bacia das almas, por um time que carrega um time montado há vários anos. Mas não será assim.

É difícil dizer quem será o primeiro a cair. Entre seus torcedores, Roth, Caio e Adilson são vistos como “culpados” pela “derrota” no Brasileiro de uma maneira injusta, e até irracional. Com elencos que não são, de maneira nenhuma mais fortes dos que os concorrentes, os três tiraram leite de pedra e sofreram com problemas que estavam além do alcance.

O Grêmio, por exemplo: quando começou o Brasileiro, o tricolor gaúcho era dado, ao lado de Santos e Vasco, como possível candidato ao rebaixamento. Enquanto o Vasco quase certamente cai e o Santos se safou por pouco, Roth e o Grêmio – sem nenhum reforço fantástico – chegou ao fim do ano na batalha pelo título.

Em Minas, Adilson é xingado em todos os jogos e apelidado de “Professor Pardal” pelas suas “invenções” como razão pelo “insucesso” do time. Tudo entre aspas, porque das “invenções” de Adilson, o Cruzeiro tirou a base de um time que, se não for desmontado pela família Perrella, põe a Raposa entre os favoritos ao título de 2009. E “insucesso”, porque considerando-se as últimas performances do Cruzeiro no campeonato nacional, a zona Libertadores é uma excelente colocação.

No Rio, o Flamengo paga o preço de ter a caixa de ressonância que tem. Três gols seguidos de um jogador flamenguista o colocam como “selecionável” (vide Ibson) e uma derrota normal (como a do Cruzeiro) deixa um ar de guilhotina na Gávea. Enquanto isso, com um elenco entre os melhores, mas longe de ser o melhor, Caio Júnior paga a conta de trabalhar num clube onde o caos reina há décadas, com jogadores fazendo o que bem entendem, sempre com o aval de um diretor ou conselheiro ávido por reafirmar seu poder. A “crise” que o Flamengo auto-gerou na semana passada é um exemplo da anarquia que é a direção do clube permite, mas cuja responsabilidade joga no colo do técnico.

A campanha de 2009 dos três clubes começa em 9 de dezembro próximo, assim que se encerrar o Brasileiro. Aqueles clubes, entre Grêmio, Cruzeiro e Flamengo, que mantiverem os técnicos e comissões técnicas e lapidarem – não rifarem – seus elencos, se firmam como favoritos para o ano que vem. Os que demitirem ou, pior ainda, colocarem seus técnicos em fritura para se livrarem deles só depois do inevitável fracasso no patético Estadual, entram na luta por uma vaga na Sul-Americana 2010. Na melhor das hipóteses.

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