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Enfim, o óbvio

Quase três anos depois de ter recusado uma proposta do Chelsea em um valor altíssimo, mas em pé com as transações do futebol europeu (35 milhões de euros), a saída de Neymar é anunciada de modo mais ou menos oficial (estas linhas estão sendo escritas num momento em que o Santos ainda não aceitou oficialmente a proposta). Ao permanecer três anos a mais no Santos, Neymar certamente ganhou um bom dinheiro (embora menos do que ganharia tendo ido para a Europa) e teve uma vida de popstar. Tirando a Rede Globo, que fez de Neymar o seu principal ‘asset’ nas transmissões do Brasileiro e Seleção, todos os outros envolvidos – Santos, Seleção e a carreira de Neymar – perderam com o negócio. Aplaudir a decisão de renovação do contrato do santista em 2010 é negar que o rei estava nu. E ele jamais esteve de outra forma.

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O São Paulo e o Frankenstein funcional de Ney Franco

É um time, objetivamente, modesto, o do São Paulo. Para o nível do Brasileiro, é um elenco bom. Mas curioso mesmo foi ver que Ney Franco, treinador igualmente singelo, montou um time interessante, acertando uma defesa que parecia ‘maldita’. Se no papel o time joga com quatro atrás, na verdade, joga com três zagueiros, um lateral que praticamente joga na meia (Cortez) e um ponta que é lateral de origem e aumenta a marcação desde a saída de bola adversária. É um time taticamente não ortodoxo, cheio de improvisações (um zagueiro na lateral-direita, um lateral-direito no ataque, só um volante no meio-campo e todos os atacantes recuando para marcar), mas funciona. Ney Franco montou um Frankenstein que funciona.

Não dá para dizer o que esse time pode virar. Perde Lucas (mas a verdade é que o time não depende dele como o Santos depende de Neymar), mas deve manter a mesma base para 2013.  Um lateral-direito de ofício poderia melhorar o time, mas a verdade é que mexer na tosquidão esforçada de Paulo Miranda pode desandar o bolo. Mas como Ganso precisa entrar no time, é capaz que sobre para ele. A pergunta é: com um defensor a menos o rendimento da defesa continua em 2013?

Muito além de uma Ameba na torcida

O final de semana passado trouxe uma adição à costumeira festividade de futebol medíocre do Brasileiro. Vimos também uma menina de 13 anos ser agredida por um adulto porque recebeu uma camiseta de um jogador de um time adversário (que é pouco mais velho que ela).  Um time adversário, diga-se, que não tem nenhuma rivalidade específica com o mandante. Não só – também vimos policiais militares parados diante da cena numa clara demonstração de covardia (que é nata) com despreparo (que não é). E vimos, logo a seguir, textos de caras que eu realmente admiro como o Gian Oddi atestarem seu nojo com o ocorrido. O Gian argumenta que a imprensa não deveria dar espaço para chefes de organizadas, a quem ele sabiamente renomeou de “Amebas” (graças a Deus não sei o nome do infeliz meliante que mostrou ao Brasil inteiro que é um covarde, ao vivo).

Mas eu vou além, com a licença do meu colega romanista: a imprensa se tornou refém do Ameba, porque o Ameba não está só chefiando uma organizada de um time de segunda linha. O Ameba também é dirigente de clube, técnico e empresário e se ele não bate em meninas na arquibancada, ele desvia dinheiro, ganha na venda de jogador e compra matéria na imprensa em troca de “informação de bastidores”. Gian, nossa imprensa tem amebíase faz tempo e o paciente só piora.

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O Brasileiraço, seus craques velhotes e um Palmeiras lusificado

Não é novidade, né? Ano após ano, o Brasileirão é mais e mais disputado. Líderes perdem para lanternas, times “grandes” caem (e agora teremos a primeira queda de um “grande” pela segunda vez consecutiva), “craques” que não conseguem mais jogar em nenhum clube europeu arrasam nos gramados (a ponto de uma emissora fazer um “especial investigativo” procurando as causas para o ‘sucesso dos veteranos”. Embora seja difícil apontar quem será, é fato que este ano teremos, mais uma vez, um campeão medíocre. Como consolação, podemos nos contentar que os quatro rebaixados, num dia bom (como mostrou o Atlético-GO), podem bater o líder. Para quem gosta de “emoção” o torneio é um prato cheio.

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O melhor do Brasileiro é o símbolo da mediocridade

Rapidamente: não há como negar que o time que mais merece ser campeão brasileiro é o Corinthians. Lidera há mais tempo e ninguém consegue ultrapassa-lo. Mais do que uma prova de força, a liderança do Corinthians é uma prova de como esse Brasileiro é, de longe, o pior torneio de todos os tempos. Não há, no elenco corintiano nenhum jogador excepcional; há apenas um com condição técnica de atuar num time com o potencial econômico do clube (não falo em “tradição” porque o termo é o refúgio dos torcedores de potências regionais para tentarem sustentar o mito pífio dos “12 grandes”), que é Liedson. Esse Corinthians deve ser campeão (embora, de fato, meia dúzia de times podem) porque é somente medíocre, enquanto os concorrentes são medíocres e meio. No momento em que os clubes melhoraram sua condição econômica após terem vendido a dignidade à Rede Globo, fizeram equipes patéticas. São coisas típicas nossas, que tínhamos esquecido, mas estamos resgatando, como a corrupção endêmica.

Outra vítima do Fator Flamengo

O técnico rubro-negro já caiu na Gávea.

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Rede de Intrigas na Rua Turiassú

O Palmeiras de hoje concentra tudo de ruim que existe no futebol brasileiro: um estatuto malfeito, um conselho dividido, velho, conservador, individualista e fragmentado, a ação frenética de empresários, jogadores maxiextrasupervalorizados (Valdivia, i. e.), torcida organizada com voz ativa na condução do clube, divisão de base sofrível.

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Abre aspas

“Ele é um grande jogador, mas convocar um brasileiro para a seleção holandesa seria ridículo. Brasileiros têm de jogar pelo Brasil e holandeses pela Holanda”

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